sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Faial Filmes Fest 2009

Cineclube da Horta quer um Festival mais competitivo em 2010

Chegou ao fim no passado domingo a quinta edição do Faial Filmes Fest – Festival de Curtas das Ilhas, com Arena, de João Salaviza, a sagrar-se o grande vencedor, ao levar para casa o prémio de melhor filme.
Luís Pereira, presidente do Cineclube da Horta e director do FFF, faz um balanço de sucesso de mais esta edição e sobe a fasquia para 2010: “o próximo ano será, em termos de competição, bastante mais exigente, tanto para a secção Açores, como para secção geral”, garante.

O presidente do Cineclube faialense mostra-se satisfeito com a qualidade do programa deste Festival, segundo ele “com um conteúdo verdadeiramente cinematográfico e muito rico, tanto em qualidade como em diversidade, que foi apreciado pelo público”. “Foi muito gratificante ver as salas, se não cheias, pelo menos muito compostas, para as sessões especiais e para as sessões de competição, e ver o envolvimento do público na festa do cinema, que se fez no Cine Teatro Faialense mas também nos espaços de convívio que se geraram em torno da música, nas noites do FFF'09”, garante.
O Cineclube organizador e o público não foram os únicos a atestar a qualidade do Festival. Também os realizadores que passaram pelo Faial não pouparam elogios à iniciativa, e esse feedback é, para Luís Pereira, motivo de orgulho. “Pensamos que levam daqui memórias que não esquecerão e que irão transmitir a outros, o que só favorece o Faial Filmes Fest, e também a nossa ilha e os Açores”. Fascinado com as nuvens do Pico, Paulo Rocha, o conceituado realizador Paulo Rocha mostrou-se interessado em filmar alguns dos planos do próximo filme no Faial e João Salaviza manifestou vontade de voltar a esta ilha, e a participar no FFF.
Luís Pereira destaca também outras valências que constituíram este Festival, também elas bem sucedidas: “o atelier-escola "Como se faz um Filme", ministrado por Henrique Espírito Santo, que envolveu mais de 300 crianças do ensino básico, a oficina de cinema e música "Sem Palavras", ministrada pelo Fausto André e pelo Nuno Costa, que resultou numa magnífica apresentação ao vivo, no Cine Teatro Faialense, e ainda o programa que decorreu na Escola Secundária Manuel de Arriaga, para todos os alunos da escola”, exemplifica.
2009 ficou marcado pelo número recorde de filmes a concurso. Instado a pronunciar-se sobre a dificuldade na selecção dos vencedores, Luís Pereira lembra que “a atribuição dos prémios é uma decisão do Júri do Festival e a organização não interfere nessa matéria”. No entanto, em relação à escolha do Júri – essa sim da responsabilidade da organização – destaca o cuidado do Cineclube em “escolher pessoas ligadas ao meio e sabedoras, desde dirigentes cineclubistas a produtores e programadores culturais, passando por realizadores e responsáveis por sectores governamentais ligados ao cinema”. Apesar disso, a escolha dos vencedores não terá sido tarefa fácil, como dá a entender Luís: “algumas das decisões do Júri não forma absolutamente pacíficas ou fáceis, mas é também nessa "polémica" que se consegue determinar o mínimo denominador comum que torna possível encontrar uma solução de consenso”, explica.
Outra novidade que 2009 trouxe ao FFF foi a inclusão de filmes de outras ilhas da Macaronésia. Esta evolução gradual também na área de abrangência do Festival deixa no ar a hipótese deste se tornar internacional, até porque Luís Pereira já referiu em outras ocasiões que estão reunidas condições para que, com os devidos apoios, assim seja.
O responsável reitera a existência dessa possibilidade, no entanto entende que deve ser um “passo muito reflectido, para não se perder a identidade do Festival”. “Não nos interessa ter ‘mais um festival de cinema’ ou um festival que seja mais uma ‘feira de vaidades’ e um ‘produto de promoção turística’ do que um espaço de promoção, fruição e divulgação do cinema de qualidade. É este o caminho que queremos seguir, com conteúdo e com coerência, e vamos trabalhar nesse sentido, com as competências que já temos e as novas aprendizagens que vamos fazendo ao longo das edições, para criar o maior e mais carismático festival de cinema dos Açores”, garante.

“É uma honra receber o prémio das mãos deste animal do cinema”
Foi com estas palavras que o jovem prodígio João Salaviza recebeu das mãos do veterano Paulo Rocha o troféu destinado à melhor ficção do FFF 2009, atribuída a Arena. Num verdadeiro encontro de gerações, o palco do Festival juntou uma lenda viva do cinema português a um dos mais jovens e talentosos realizadores lusos da actualidade.
Salaviza foi, de resto, o grande vencedor do FFF, com o seu Arena a arrecadar três estatuetas, entre as quais a de melhor filme do Festival. A qualidade de Arena já tinha, de resto, sido reconhecida pelo júri do Festival de Cannes, que lhe atribuiu a Palma de Ouro.
Na competição regional, o grande vencedor foi o documentário A Natureza e o Engenho, de André Laranjinha. Já Insula, de Filipe Gomes, foi considerado pelo júri o melhor filme faialense a concurso.

Partilhar os filmes com o público “pode ser bastante assustador”
Quem o diz é Filipe Gomes, realizador da curta-metragem Insula, considerada pelo júri do FFF o melhor filme faialense do Festival.
Com 28 anos, Filipe nasceu no Faial, tendo vivido no Pico até aos dois anos de idade. A ligação aos Açores nunca se dissipou, fortalecida por visitas regulares e, mais tarde, por um período de quatro anos em que viveu no Pico. “Essa vivência particular de quatro anos teve importância não só na minha relação com a ilha, com os Açores, mas também no próprio desenvolvimento da personalidade”, explica. Actualmente vive em Palmela, é baixo no Ensemble Voct, um grupo vocal a capella, e está a iniciar um projecto de artesanato relacionado com os Açores.
Insula foi a primeira experiência de realização que Filipe partilhou com o público. “Estou a aventurar-me, de forma amadora e exploratória, pela realização de curtas, sendo os festivais o único local onde essas curtas poderão ser exibidas e avaliadas. Isto exceptuando o poderoso meio de divulgação que é a Internet, o qual pode provocar sempre mais receios na publicação de uma obra original na íntegra”, explica. Para Filipe, “a participação é essencialmente um modo de partilha pública da nossa criação, algo que pode ser bastante assustador, pois, por mais autocríticos que sejamos, jamais poderemos vê-la como os outros”.
Quando soube da premiação, confessa que ficou surpreendido, já que o seu objectivo era apenas conseguir ser seleccionado de entre os mais de cem filmes a concurso neste festival.
“Esta é a segunda vez que participo num festival e, como amador que sou, é minha intenção testar o potencial que possa ter na realização e criação em cinema. Cada resultado é um indicador e forma de avaliação desse potencial ou inexistência do mesmo. Creio que a pequena "vitória", se assim lhe quisermos chamar, no Faial Filmes Fest, é um indicador positivo que não poderei deixar de ter em conta em escolhas e novos caminhos a percorrer”, entende.
Antes do FFF, Insula concorreu no Festival de Microfilmes de Lisboa, em 2007. Filipe explica-nos que, nesse festival, a curta não poderia ser superior a três minutos. Sendo assim, aventurou-se a experimentar, sem uma ideia inicial muito elaborada: “a ideia original era misturar imagens de duas ‘ilhas’. A ilha natural, neste caso o Pico, e a ilha humana, que seria Lisboa, criando um contraste que faz parte da vida de muitos açorianos a residir nessa cidade. Devido à minha ingenuidade tecnológica, às limitações de equipamento e à falta de imagens da cidade, acabei por alterar a ideia e incluir apenas as cenas filmadas nos Açores. O acrescento do texto inicial, em português antigo, retirado do Arquivo dos Açores, acabou por dar uma perspectiva mais histórica e curiosa e ser uma forma de assinalar os 500 anos da escrita dessa descrição da ilha do Pico”, explica.
Um dos objectivos de Filipe era filmar o movimento das nuvens em volta da montanha do Pico (as mesmas nuvens que encantaram o realizador Paulo Rocha) e ver qual o resultado final. “Para isso fiz capturas de seis frames, com intervalo de três segundos entre cada. Na edição, em algumas cenas de nuvens, ainda acrescentei maior velocidade, para aumentar o efeito de movimento rápido”, descreve. “Sempre me atraiu esse tipo de efeito, muito comum em alguns documentários, em que podemos ver o verdadeiro movimento do mundo, imperceptível aos nossos olhos”.
Insula constituiu-se, assim, como uma forma de mostrar uma visão alternativa da ilha e montanha do Pico, local que pelo qual Filipe diz sentir-se desde sempre fascinado.
No entanto, no que toca a cinema, a animação é o género de eleição deste realizador. “De momento estou a realizar uma curta em 2D digital. A animação é um mundo que não parece ter limites naquilo que se possa criar, mas também exige grande paciência e uma visão do objectivo final. Essa parece ser, na minha opinião, a única desvantagem em relação a uma ficção, documentário ou o que seja, que utiliza aquilo que já existe em nosso redor e não tem necessidade de criar um mundo de raiz”, explica.

FOTO: CARLOS PINHEIRO

16.º Aniversário da APADIF

PSP e APADIF celebram protocolo de cooperação

A Associação de Pais e Amigos dos Deficientes da Ilha do Faial (APADIF) celebrou na passada terça-feira 16 anos de existência. José Fialho, presidente da direcção da instituição, destacou a importância da data, importância essa que, segundo disse, “pode ser maior se servir para fazer uma reflexão profunda do nosso trabalho”. Foi precisamente no sentido de levar a cabo essa reflexão que a APADIF organizou um programa comemorativo da efeméride que se desenrolou durante todo o dia, na Biblioteca Pública da Horta.

Um dos destaques desse programa foi a celebração de um protocolo de cooperação entre a APADIF e a Polícia de Segurança Pública da Horta. A colaboração entre ambas dura há já bastante tempo, e tem-se revelado proveitosa, como frisaram tanto José Fialho como Raimundo Dias, subcomissário da PSP da Horta. Essa colaboração assentava essencialmente, até agora, no apoio aos cidadãos faialenses portadores de deficiência através da equipa de agente responsável pelo apoio à vítima, no programa de policiamento de proximidade, que foi implementado pela PSP faialense como um projecto-piloto a nível regional, que, segundo Raimundo Dias, tem colhido bons frutos. Agora, com a celebração do protocolo, essa colaboração torna-se mais formal e também mais abrangente, e reflectir-se-á no dia-a-dia dos agentes que, entre outras coisas, irão colaborar na identificação das inúmeras barreiras arquitectónicas existentes na cidade da Horta, que dificultam a vida aos cidadãos portadores de deficiência. Além disso, a PSP pretende colaborar com a APADIF promovendo campanhas de informação e sensibilização junto da população, ou ainda integrando jovens portadores de deficiência em estágios na instituição, por exemplo. O protocolo foi lido por Raimundo Dias, que destacou a “responsabilidade social” da PSP.

A directora regional da Igualdade de Oportunidades, Natércia Gaspar, esteve presente no evento, e salientou o carácter pioneiro desta iniciativa na Região, destacando a pertinência desta colaboração que, nas suas palavras, se poderia estender às demais esquadras da Região.

Este protocolo foi selado com um abraço entre o presidente da APADIF e o subcomissário da PSP, já que a sua assinatura formal será realizada mais tarde, em cerimónia própria.


Barreiras arquitectónicas continuam a ser um problema

Em Novembro de 2008, no 15.º aniversário da APADIF, as barreiras arquitectónicas na cidade da Horta foram referenciadas como um dos principais problemas que as pessoas com deficiência enfrentam diariamente. Orlando Rosa, na altura vereador da Câmara Municipal da Horta, mostrou-se sensibilizado para a necessidade de resolver a situação. No entanto, um ano depois, pouco feito nesse sentido, como referiu José Fialho.

O presidente da autarquia faialense, João Castro, reconheceu que minimizar essas barreiras é algo que a CMH pode efectivamente levar a cabo, no entanto lembrou alguns condicionantes a esse trabalho. O rebaixamento de passeios, por exemplo, é algo que a experiência veio mostrar não trazer bons resultados. Ao invés, é possível aumentar o nível das passadeiras, para facilitar aos cidadãos portadores de deficiência o simples atravessamento da rua, como frisou João Castro. O autarca entende que a tão desejada obra do saneamento básico – que se prevê para breve – poderá ser uma boa oportunidade para tornar a Horta uma cidade menos problemática para os portadores de deficiência.


Incentivos à empregabilidade de cidadãos portadores de deficiência

Na ocasião, Alberto Pereira deu a conhecer alguma da legislação existente no sentido de facilitar o acesso ao emprego e à formação profissional das pessoas portadoras de deficiência. Salientando a responsabilidade social tanto do Estado como das entidades empregadoras, Alberto Pereira lembrou que os Açores foram pioneiros na criação de legislação específica de apoio à empregabilidade de cidadãos portadores de deficiência. Esses auxílios são da mais diversa ordem e, conforme referiu, bastante consideráveis. Um dos muitos exemplos referidos é a existência de apoios à criação de condições técnicas para que os cidadãos com deficiência possam desempenhar eficazmente as suas funções nas empresas, ou ainda à eliminação de barreiras arquitectónicas nas empresas que se disponha, a contratar a título definitivo estes cidadãos.

Alberto Pereira lembrou também que a Região dispõe de uma série de programas de incentivo à empregabilidade que, apesar de não se destinarem especificamente a cidadãos portadores de deficiência, podem abrangê-los da mesma forma.

Em relação a todo este dispositivo legal, Alberto Pereira considera que “é um sistema imperfeito, como todos, e carece de ajustamentos”, no entanto salienta que não deixa de ser um “instrumento poderoso” para criar a dinâmica social necessária à integração.

Apesar da existência destes apoios, Alberto Pereira considera que ainda há um caminho a percorrer no que diz respeito à sensibilização e informação das entidades empregadoras. “É preciso produzir reflexão social” sobre esta matéria, considera, salientando o “papel central” que organizações como a APADIF têm nesse processo.

Alberto Pereira terminou com a exemplificação de um caso de sucesso, salientando a competência e o profissionalismo de Vanda Ângelo, invisual, que faz com que o valor investido na adaptação do seu local de trabalho seja “desprezível” quando comparado com o valor que a sua presença veio trazer à entidade empregadora.

A Sessão ficou também marcada pelo testemunho da utilidade do Braille no quotidiano dos invisuais, testemunho esse dado na primeira pessoa precisamente por Vanda Ângelo, vice-presidente da APADIF.

No ano em que se comemora o bicentenário do nascimento de Louis Braille, a APADIF não quis deixar de lembrar o inventor do sistema de leitura para cegos, cuja vida e obra foi recordada numa palestra proferida por Maria Eduarda Rosa.

Aniversário


Moda e Fitness assinalam segundo aniversário do Ginásio Corpuseven

No passado sábado o Ginásio Corpuseven celebrou dois anos de existência. Para assinalar a data, e em colaboração com a boutique Móduz, foi organizado um evento que juntou moda, música e fitness no Centro Botânico da Feteira. São Martinho colaborou, antecipando o seu famoso Verão, e a noite amena aliada ao programa serviram de chamariz, juntando centenas de pessoas no evento.
Para além de uma passagem de modelos com a colecção da boutique Móduz e com roupa desportiva do Corpuseven, o público pode assistir a uma demonstração de step e de aeróbica, bem como escutar a banda Plano B.
Pedro Mendonça, proprietário do Corpuseven, mostrou-se satisfeito com o sucesso da iniciativa, principalmente pela forte adesão da população.
Quanto ao Corpuseven, Pedro mostra-se contente com a evolução que se verificou no último ano, principalmente com o novo circuito de manutenção ao ar livre e o campo de vólei de praia. Ambas as valências começaram a ser utilizadas no Verão, e o campo de vólei já recebeu inclusive um torneio.
“Tenho tido preocupação em variar naquilo que tenho para oferecer, e em trazer coisas novas”, explica.
Quanto ao futuro, adianta que o Ginásio se prepara para ser ampliado, de forma a crescer a sala de musculação e criar uma nova sala para modalidades de grupo e um spa.

FOTO: CARLOS PINHEIRO

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Faial Filmes Fest 2009

Fazer Cinema Sem Palavras


Na noite da passada quarta-feira o Teatro Faialense recebeu o resultado do projecto “Sem Palavras”, um workshop de música e imagem ministrado por Fausto André e Nuno Costa, integrado do Faial Filmes Fest.

Na sessão, foi mostrado o filme resultante de mais de duas semanas de trabalho, enquanto os músicos tocavam ao vivo a banda sonora.

Estivemos à conversa com os dois formadores antes da exibição do resultado final. Estes, apesar de um pouco ansiosos, mostraram-se convictos da qualidade do resultado final do workshop e, principalmente, satisfeitos com o balanço positivo do projecto.

Segundo nos explicou Fausto André, formador responsável pela componente da imagem, na edição de 2008 do Faial Filmes Fest já tinha sido levado a cabo um projecto semelhante: “fui responsável por uma oficina de planos de sequência, em que fizemos 11 pequenos filmes. Entretanto o Nuno ia dar um workshop de bandas sonoras e eu lembrei-me de lhe fazer um desafio: fazer a banda sonora para um ou dois dos filmes que tinham resultado da oficina. O Nuno concordou, e o resultado foi bastante bom”.

Em 2009 surgiu então a ideia de arrancar com uma oficina diferente, que fosse simultaneamente de imagem e de música. Assim, 10 formandos na componente de imagem e cinco na componente musical trabalharam em conjunto durante mais de duas semanas, para apresentar um filme final no âmbito do Faial Filmes Fest. Segundo Fausto o objectivo era que a formação “proporcionasse um diálogo mais próximo entre os músicos e os responsáveis pela imagem”.

O ponto de partida foi o filme Baraka, realizado em 1992 por Ron Fricke, e que se apresenta sem diálogos, mostrando uma série de imagens de vários continentes, com o objectivo de mostrar um mundo para além das palavras. Nuno Costa foi já, de resto, responsável por remusicar este projecto cinematográfico, cuja essência ia ao encontro dos objectivos da formação. Assim, depois de numa primeira sessão mostrar Baraka aos seus formandos, e dar-lhes algumas orientações teóricas, o grupo partiu para a filmagem, ao mesmo tempo que os músicos compunham a banda sonora deste filme, que pretendeu apresentar uma visão daquilo que é ser faialense, sem recorrer, claro está, às palavras.

Com uma vasta experiência musical, essencialmente na área do jazz, Nuno Costa explicou-nos o trabalho dos músicos neste projecto: “Tentamos passar musicalmente aquilo que a imagem nos dá, não no sentido de traduzir, mas de completar. Este ano, dado que é um concerto ao vivo, é mais difícil. Não nos podemos esquecer que os músicos estarão a interpretar ao vivo; não se pode voltar atrás, não pode haver enganos”, refere.

Para Fausto, o essencial na componente da imagem era conseguir manter a individualidade de cada um dos formandos, adaptando-a no de modo a criar um filme coerente. A noção de grupo era muito importante para o formador, que se mostrou satisfeito com o espírito de equipa criado, ainda que a qualidade do resultado final implicasse um trabalho árduo e intensivo: “houve um dia em que estivemos 12 horas seguidas na montagem”, lembra, reconhecendo que este foi um projecto bastante ambicioso.

A algumas horas da apresentação do trabalho, Nuno Costa admitia estar um pouco nervoso, até porque a componente musical iria ser apresentada ao vivo, ao contrário das imagens, onde todo o trabalho já estava feito, como reconheceu Fausto: “os músicos vão ter de fazer um concerto. Vão improvisar mas tendo sempre em conta o filme”, lembra. O facto de haver uma componente de improvisação é, para os formadores, uma mais-valia, no sentido em que, caso o filme seja apresentado mais vezes, será sempre diferente.


Paulo Rocha e Dias de Melo marcam o arranque do Festival

O Faial Filmes Fest 2009 arrancou na passada segunda-feira, com uma referência ao escritor Dias de Melo, figura de culto da literatura açoriana, e também ao realizador Paulo Rocha, marco incontornável na história do cinema português.

Foi exibido no Teatro Faialense o documentário Quatro Paredes e o Mundo, do realizador Marc Weymuller, sobre o poeta picoense, que já tinha sido homenageado na edição de 2008 do Festival.

À semelhança de 2008, o Cineclube da Horta decidiu homenagear um realizador português de referência pela sua carreira. Desta feita, a escolha recaiu sobre Paulo Rocha, cuja longa-metragem Os Verdes Anos marca o início do chamado “cinema novo” em Portugal. O filme, que data de 1963, foi exibido com a presença do realizador, e mereceu sonoros aplausos no final. Paulo Rocha esteve ainda à conversa com o público, recordando esta sua obra-prima.

No primeiro dia do Festival foi ainda exibido o documentário Diário de uma Ilha que se tornou Cinema, da autoria de Fausto André, que lembra a edição de 2008 do Faial Filmes Fest.


Ausência de Mário Barroso na exibição de Um Amor de Perdição

O destaque da noite de terça-feira foi para a exibição do filme Um Amor de Perdição, realizado por Mário Barroso, e que constitui o candidato português ao Óscar para melhor filme estrangeiro. A sessão ficou marcada pela ausência do realizador, cuja presença estava prevista mas, por motivos pessoais, não pôde deslocar-se ao Faial para a exibição do filme.

Na quarta-feira, para além do projecto Sem Palavras, o Teatro Faialense acolheu a exibição do filme Veneno Cura, de Raquel Freire, realizadora que integra o júri do Festival.

Ontem o Centro Botânico do Faial recebeu a ante-estreia do filme Gente das Fajãs, de António Goulart. A noite de ontem ficou ainda marcada pelo arranque da componente competitiva do Festival. Hoje e amanhã decorrem as restantes sessões de competição, e no Domingo, último dia do Festival, tem lugar o anúncio dos vencedores.

O Faial Filmes Fest 2009 encerra com música, com um concerto do The Legendary Tiger Man.


FOTOS: CARLOS PINHEIRO

Plano Regional para 2010

Faial recebe cerca de 56 milhões de euros

815,7 milhões de euros, é o valor de investimento público a executar nos Açores no próximo ano, dos quais 681,6 milhões de euros correspondem a verbas distribuídas pelas nove ilhas. Desses, o Faial recebe cerca de 56,3 milhões de euros, o que representa 8,25% do bolo regional, no que diz respeito às verbas desagregadas.
Assim, a Ilha Az
ul é a quarta que mais recebe, logo depois de São Miguel, Terceira e São Jorge. Termas do Varadouro, recuperação das Igrejas do Carmo e São Francisco, e verbas atribuídas aos projectos da segunda fase da Variante e da ampliação da Pista do Aeroporto são alguns dos investimentos que saltam à vista.
Quanto às ausências neste Plano, Campo de Golfe e Pousada da Juventude são as mais gritantes.
O documento integra já como anexo o parecer do Conselho de Ilha faialense, que reuniu
em Outubro para analisar as opções governamentais para 2010.

O Conselho do Governo Regional aprovou no passado domingo a proposta de Orçamento da Região para 2010, assim como a proposta do Plano Regional para o mesmo ano. Os documentos estarão em análise na próxima sessão plenária da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores.
Como objectivos estratégicos para 2010, o Executivo Regional elegeu a melhoria das qualificações e competências dos açorianos, a promoção do crescimento sustentado da economia, o reforço da solidariedade e coesão social, a gestão eficiente do território, promovendo a qualidade ambiental e a qualificação da gestão pública.
Frisando a conjuntura de crise internacional, o Governo dos Açores entende que há que dar prioridade a políticas fomentadoras de emprego. Atentar mais no Turismo, que tem uma importância crescente como pilar da economia açoriana, é outra das prioridades, assim como explorar áreas estratégicas emergentes, como é o caso da economia do mar.
Quanto aos investimentos previstos para o Faial, destaque para a alocação de 350.000€ para a reabilitação das Igrejas do Carmo e São Francisco, assim como de 800.000€ para a Casa-Museu Manuel de Arriaga. A recuperação das termas do Varadouro, integrada num projecto regional que inclui as do Carapacho e da Ferraria, é outro dos destaques, com 75.000 € de investimento público.
O Governo vai também investir 275.000€ no Parque Desportivo faialense. Em relação ao Estádio Mário Lino, a verba prevista no orçamento é de 25.000€. Serão ainda contempladas com 50.000€ as grandes reparações a efectuar na Escola Básica e Integrada da Horta. O Executivo destinou também 60.000€ para apoiar investimentos na área dos equipamentos sociais no Faial, bem como 400.000€ para a remodelação do edifício do Conservatório da Horta.
Nas acessibilidades, a obra do Porto continua a absorver um volume considerável do investimento público regional na ilha. Foram ainda atribuídos 100.000€ para o projecto e expropriações necessárias ao avanço da segunda fase da Variante à cidade da Horta. Em relação à Ampliação da Pista do Aeroporto, são atribuídos 100.000€ para o projecto de execução da obra. 350.000€ destinam-se à beneficia
ção das estradas faialenses.
O Bloco C do Hospital da Horta também vem referido no plano regional para 2010, tendo sido reservada a esta obra uma verba de 1.600.000€, bem como a criação de um Centro de Adictologia na ilha.

Também o Centro de Interpretação do Monte da Guia e o Aquário Virtual vêm referenciados no Plano.

Apesar do Governo Regional assumir a intenção de consolidar os Açores como destino de golfe, não é feita qualquer referência no Plano ao Campo de Golfe do Faial. Anuncia, no entanto, o projecto de execução do Campo de Golfe de Santa Maria.

Também em relação às Pousadas da Juventude, o Governo não prevê qualquer acção no Faial no próximo ano. O mesmo se aplica ao Matadouro e à sala de desmancha já que, apesar de prever intervenções de âmbito regional nessa área, o Executivo Regional não faz qualquer menção directa à ilha do Faial.

Conselheiros faialenses lamentam insuficiência das acções previstas para a Variante e a ampliação da Pista do Aeroporto

O Conselho de Ilha do Faial foi um dos três conselhos de ilha da Região a apresentar o seu parecer sobre o documento antes deste ser entregue na ALRAA. No parecer emitido pelos conselheiros faialenses, pode ler-se que consideram “equilibrada” a distribuição financeira pelas várias ilhas.

Em relação ao financiamento público das reparações na EBI da Horta, o Conselho de Ilha do Faial esperava uma verba maior “na medida em que as obras desta escola foram consideradas prioritárias ao ponto
de verbas destinadas ao Estado Mário Lino terem sido transferidas para a requalificação da Escola”.
A ausência de referência à Pousada da Juventude da Horta mereceu contestação dos conselheiros, que se mostraram também apreensivos em relação à Casa Manuel de Arriaga já que, apesar da garantia de financiamento por parte do Governo, entendem que o papel da Horta nas comemorações do centenário “poderá ficar comprometido”.
Em relação ao programa de aumento da competitividade dos sectores agrícola e florestal, o Conselho de Ilha faialense entende que este item tem uma boa dotação, no entanto frisa que “não há qualquer referência à tão necessária casa de desmancha do Matadouro da
Horta”.
Os conselheiros lamentam o facto do Plano apenas prever o avanço de projectos quanto à Ampliação da Pista do Aeroporto e à segunda fase da Variante. Também a não referência à requalificação do Matadouro e o atraso na consolidação do Bloco C do Hospital merecem crítica do Conselho de Ilha do Faial.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Faial Filmes Fest 2009 arranca segunda-feira

VENHAM AS CURTAS!

A Festa do Cinema está de volta ao Faial, com a realização do Faial Filmes Fest na Horta, entre os dias 2 e 8 de Novembro. Organizado pelo Cineclube faialense, o festival conta agora com a sua quinta edição, sendo que a cada ano dá passos largos para se afirmar como uma referência não só na Região mas também no País. Luís Pereira, presidente do Cineclube da Horta, está convicto de que em 2010 o Festival pode assumir-se como internacional.



A partir de segunda-feira o Faial respira cinema, com a realização do Festival de curtas-metragens organizado pelo Cineclube da Horta. A apresentação do evento à comunicação social decorreu na passada sexta-feira, no Teatro Faialense. Na ocasião, o presidente do Cineclube organizador salientou o facto do Festival ter crescido em abrangência, tendo aberto a competição ao espaço da Macaronésia. Nesse sentido, estarão presentes não apenas filmes dos Açores e de Portugal Continental, mas também das Canárias, de Cabo Verde e da Madeira.

Luís Pereira congratulou-se com o “número recorde” de filmes recebidos, que ultrapassou a centena. Assim, este ano competem 45 curtas-metragens no Festival, o que obrigou a que passassem a ser três os dias dedicados à competição.

Segundo Luís Pereira, o Cineclube já esperava que o número de filmes a concurso aumentasse, tendo em conta a crescente visibilidade do Festival. Este ano, o concurso foi limitado a produções apenas desde 2007, o que facilitou o processo de selecção, além de que permitiu que o Festival mostrasse apenas filmes mais recentes. Além disso, “a qualidade dos filmes propostos para competição também acabou por facilitar a selecção, uma vez que permitiu estabelecer um grau de exigência mais coerente”, explica Luís Pereira.

Das 45 curtas a concurso no FFF, 15 são açorianas. Dessas, 11 são de realizadores faialenses.


Pesos Pesados do cinema nacional na Horta

Em 2008 o festival ficou marcado pela ante-estreia do filme Blindness, do conceituado realizador brasileiro Fernando Meirelles, que esteve no Faial, bem como pela homenagem ao cineasta português Fernando Lopes. Este ano a fasquia não desce, e o Cineclube decidiu homenagear Paulo Rocha, outra das referências do cinema luso. Assim, na segunda-feira, será exibido o filme Os Verdes Anos, com a presença do realizador. Luís Pereira recorda a importância deste filme no contexto cinematográfico nacional: “Os Verdes Anos marcou o chamado "cinema novo" no nosso país e catapultou o cinema português para o estrangeiro. Passados 46 anos, o país triste que esse filme então retratava tão soberbamente mudou, mas o filme mantém-se novo, tal como o seu realizador, que apesar dos anos continua a filmar com o mesmo espírito interventivo e ousado. Achamos que é uma homenagem que só peca por ser tardia”.

Na terça-feira, dia 3, o Festival terá outro dos seus momentos altos, com a exibição de Um Amor de Perdição, com a presença do realizador, Mário Barroso. Este filme é o representante português na corrida ao Óscar para melhor filme estrangeiro. Barroso é um dos nomes fortes do cinema português da actualidade.

Também os realizadores Rodrigo Areias e Raquel Freire estarão presentes no Festival, sendo que esta última integra o júri.


Cinema e não só

Nem só de cinema vive o FFF 2009. A aliança com a literatura, que já se verificou em 2008, volta a acontecer em 2009, e novamente com Dias de Melo no horizonte. Na abertura do Festival será exibido o documentário Quatro Paredes e o Mundo, de Marc Weymuller, sobre o poeta Dias de Melo. Luís Pereira congratulou-se com esta referência ao escritor picoense, uma vez que este já tinha sido homenageado no Festival em 2008, tendo sido precisamente destacado o facto da sua obra merecer ser filmada.

A Música também marca presença nas noites do FFF. Lula Pena, Megafone5, Nuno Costa e Amigos, Alexandre Delgado, The Wicked Jamaica e Cantigas Açorianas são algumas das sonoridades que prometem animar os serões, após as exibições do Festival. Na música o destaque vai para o concerto de encerramento, no dia 8, no Teatro Faialense, a cargo do The Legendary Tiger Man, projecto sensação da música nacional na actualidade, da responsabilidade de Paulo Furtado.

Quanto aos restantes concertos, dividem-se pelo Bar do Cine Teatro, pela CASA, pela Taberna de Pim, e pelo XF Bar.


Intensificar a formação e a presença nas escolas

No rescaldo da edição de 2008, o Cineclube da Horta deixou claro que em 2009 pretendia intensificar a componente formativa do Festival, bem como a sua presença nas escolas. Nesse sentido, está a decorrer desde 21 de Outubro uma oficina intitulada "Sem Palavras", ministrada por Fausto André (imagem) e Nuno Costa (música). Desta oficina resultará um filme que será musicado ao vivo no Festival, na quarta-feira. Na segunda-feira tem início um atelier-escola, intitulado "Como se Faz um Filme". “Trata-se de um atelier que tem percorrido o país inteiro, há já vários anos, destinado a crianças dos 7 aos 14 anos, ministrado por Henrique Espírito Santo, conceituado produtor nacional. Para este atelier está a ser montado um estúdio de cinema, com material de filmagem, luz e som profissional, onde cada criança terá oportunidade de experimentar os vários "personagens" que intervêm na feitura de um filme - realizador, produtor, actor, argumentista, aderecista, etc. - num cenário que, neste caso, terá como tema a caça à baleia. Esta oficina decorrerá durante toda a semana do Festival e o nosso objectivo é que nela participe o maior número das escolas básica do Faial”, explica Luís Pereira. O Cineclube tem previsto também um programa para o ensino secundário, que decorre entre 2 e 4 de Novembro, com a secção "Ema giciens" da Festa Mundial da Animação, que envolverá todos os alunos da Escola Secundária Manuel de Arriaga.


“É essencial criar legislação para o cinema nos Açores”

O trabalho do Cineclube da Horta na divulgação do Cinema na Região não é tarefa fácil. Para tal contribui o facto da Região não dispor de legislação para a área do cinema. “Essa é, desde logo, uma limitação para os agentes culturais ligados ao meio audiovisual nos Açores. Não havendo legislação específica - e consequentemente um fundo de financiamento para o cinema nos Açores -, este sector fica espartilhado no conjunto de actividades culturais apoiadas pela administração regional, o que muitas vezes gera atropelos e injustiças”, explica Luís Pereira.

As dificuldades do Cineclube não se ficam pelo vazio legislativo. Sendo uma instituição sem fins lucrativos, depende de apoios para pôr de pé o FFF. “Por um lado as entidades oficiais (e mesmo os parceiros privados) têm-se mostrado receptivas ao projecto, por outro lado, os apoios tendem a ficar aquém do necessário e das reais potencialidades do Festival. Este é um aspecto que o Cineclube da Horta terá de rever, necessariamente, para garantir a sustentabilidade e o crescimento deste projecto. Eventualmente, teremos de caminhar para uma solução semi-profissional, mais consentânea com a dimensão do Festival”, explica Luís Pereira.


Preços

O bilhete-pacote para os sete dias do Festival custa 12 euros para os sócios do Cineclube da Horta e 20 euros para os não-sócios. Este bilhete inclui todas as sessões competitivas e especiais, bem como o espectáculo de encerramento.

Quanto aos bilhetes individuais, custarão 2,50 euros para sócios e 3,50 para não-sócios.

O bilhete para o espectáculo de encerramento custará 5 euros para sócios e 7 para não-sócios.

A Sessão Especial com o filme Tebas, com a presença do realizador Rodrigo Areias, que vai decorrer no sábado pelas 16h00 no Auditório da BPARJJG, também será de acesso livre

Quanto aos concertos musicais que sucedem as sessões, em todas as noites do Festival, são de entrada livre e Luís Pereira deixa o convite, não só aos espectadores do Festival, “mas também a todos os faialenses e a todas as pessoas que queiram partilhar esta festa do cinema”.



PROGRAMA

02NOV Segunda-feira

18:30 | CINE TEATRO FAIALENSE

Abertura Oficial

> Exibição do Documentário QUATRO PAREDES E O MUNDO, de Marc Weymuller, sobre o poeta Dias de Melo

21:30 | CINE TEATRO FAIALENSE

Sessão Especial

> Exibição do Documentário DIÁRIO DE UMA ILHA QUE SE TORNOU CINEMA O FFF’08 EM RETROSPECTIVA, de Fausto André

> Exibição do Filme OS VERDES ANOS, de Paulo Rocha, com a presença do realizador

00:00 | BAR CINE TEATRO

> Cantigas Açorianas, com MANUEL COSTA, VICTOR RUI DORES E “CANARINHO”

03NOV Terça-feira

21:30 | CINE TEATRO FAIALENSE

Sessão Especial

> Exibição do Filme UM AMOR DE PERDIÇÃO, de Mário Barroso, com a presença do realizador

00:00 | C.A.S.A. BAR

> Concerto de LULA PENA

04NOV Quarta-feira

21:30 | CINE TEATRO FAIALENSE

Sessão Especial

> Projecção final, com música ao vivo, do projecto SEM PALAVRAS, resultante da Oficina do FFF’09 com o mesmo título, com a presença dos orientadores e formandos

> Exibição do Filme VENENO CURA, de Raquel Freire, com a presença da realizadora

00:00 | TABERNA DE PIM

> Megafone5: Música para uma nova Tradição - HOMENAGEM AO MÚSICO JOÃO AGUARDELA, COM DJ SEPTIMUS

05 NOV Quinta-feira

16:00 | CENTRO BOTÂNICO FAIAL

> Ante-Estreia do Filme GENTE DE FAJÃS, de António Saraiva

21:30 | CINE TEATRO FAIALENSE

> Sessão de Competição I

00:00 | XF BAR

> Jam Session, com NUNO COSTA E AMIGOS

06NOV Sexta-feira

21:30 | CINE TEATRO FAIALENSE

> Sessão de Competição II

00:00 | C.A.S.A. BAR

> Concerto de ALEXANDRE DELGADO

07NOV Sábado

16:00 | BIBLIOTECA PÚBLICA E ARQUIVO REGIONAL JOÃO JOSÉ DA GRAÇA

Sessão Especial

> Exibição do Filme TEBAS, de Rodrigo Areias, com a presença do realizador

21:30 | CINE TEATRO FAIALENSE

> Sessão de Competição III

00:00 | TABERNA DE PIM

> Concerto de WICKED JAMAICA

08NOV Domingo

21:30 | CINE TEATRO FAIALENSE

Sessão de Encerramento

> Entrega de Prémios do FFF’09

> Concerto de Encerramento: THE LEGENDARY TIGER MAN


FOTO: SUSANA GARCIA