sexta-feira, 17 de abril de 2009

Dia Internacional dos Monumentos e Sítios assinala-se amanhã

Urge recuperar e dinamizar o património religioso no Faial

Amanhã , dia 18 de Abril, celebra-se o Dia Internacional dos Monumentos e Sítios. Esta efeméride foi criada em 1982, pelo Conselho Internacional dos Monumentos e Sítios, tendo sido aprovada pela UNESCO. O objectivo é aproveitar a efeméride para sensibilizar o público da diversidade do património cultural e dos esforços que requerem a sua protecção e conservação. Este dia serve de pretexto para um olhar mais atento sobre o estado do património na ilha do Faial.
Saltam à vista, como situações mais preocupantes, as igrejas do Carmo e de São Francisco, cujo nível de degradação é alarmante.

Recuperação da igreja do Carmo deve resultar do diálogo entre a Igreja e o Governo Regional

Quem o diz é o Padre Marco Luciano, ouvidor da Horta, e actualmente responsável por aquela Igreja. Para o pároco, as igrejas do Carmo e de São Francisco representam as situações mais preocupantes de degradação do património do Faial.
A recuperação da igreja do Carmo iniciou-se há alguns anos, tendo sido interrompida pelo facto de ter sido excedida a verba atribuída para esse efeito, como disse à nossa reportagem o ouvidor da Horta. De então a esta parte a degradação da igreja tem-se acentuado. No final de 2008, por exemplo, foi necessário colocar o tecto numa das partes do templo, que se encontrava a céu aberto. Esta situação mostra a necessidade latente de intervir naquela infra-estrutura.
No ano passado foi constituída uma Comissão de Gestão do Património do Carmo e Museu de Arte Sacra, com o objectivo de fazer um ponto da situação do espólio de arte sacra existente no Faial, e de levar a cabo as diligências possíveis no sentido de caminhar para a recuperação daquela igreja. O grande propósito desta Comissão é que a igreja do Carmo se possa tornar no Museu de Arte Sacra do Faial, como revela o Padre Marco Luciano.
A Diocese de Angra do Heroísmo não dispõe de capacidade financeira para gerir sozinha um objectivo tão ambicioso como este, daí que, de acordo com o ouvidor da Horta, o caminho passe por um protocolo de cooperação com o Governo Regional que, de resto, já interviu anteriormente na igreja do Carmo.
A este respeito, o Padre Marco Luciano diz ter notado por parte da actual directora regional da Cultura, Gabriela Canavilhas, “uma grande sensibilidade para estes assuntos, e uma abertura para que estas questões sejam faladas e solucionadas”.
A Comissão não duvida de que a igreja do Carmo pode ser um pólo dinamizador da cultura na Horta, enquanto Museu de Arte Sacra.
O Padre Marco Luciano considera importante ir além da recuperação do espaço, e apostar na sua dinamização: “um museu não deve ser um depósito de coisas. Tem de fazer suscitar nas pessoas a vontade de visitá-lo. Com o espólio que temos podemos ter sempre exposições temáticas e periódicas, que lhe conferem essa dinâmica”, explica.
Tendo isto em conta, a Comissão encetou já um trabalho de identificação do espólio existente, de modo a fazer um ponto da situação, trabalho esse levado a cabo num dos anexos da igreja Matriz.
Ouvidor da Horta desde 2006, o Padre Marco não esconde a vontade de ver consolidado o Museu de Arte Sacra na Igreja do Carmo, como “um espaço dinamizador da cultura artística e patrimonial que temos”.
O ouvidor considera que é extremamente importante que a população faialense ganhe consciencialização da importância do património religioso, que é, de resto, a grande referência patrimonial em toda a Região, com o Faial a não constituir excepção :”o que é a Horta sem a Igreja do Carmo e a de São Francisco? Quem entra de barco e olha para esta cidade vê essas grandes Igrejas, monumentos que caracterizam esta cidade”, explica.
Para o Padre Marco Luciano há que impulsionar uma consciência geral sobre o património, de modo a que o Faial não sofra mais perdas irreparáveis nesta área.

Incentivar à recuperação do património

Esta é a principal preocupação da autarquia faialense quando se fala do Património Edificado do centro histórico da Horta. Orlando Rosa, vice-presidente da Câmara Municipal da Horta, revela que “tem havido uma preocupação da autarquia em delinear planos que obriguem as pessoas a preservar o património. Está a ser concluído o Plano de Urbanização (PU) da cidade, que obriga à preservação das fachadas dos edifícios e sugere a classificação de uma série de edifícios como património municipal, por terem determinadas características”. Uma das medidas camarárias de incentivo à preservação do património, patente no Orçamento para 2009, é a isenção do IMI até cinco anos nos prédios recuperados dentro da zona histórica, cujo perímetro é delimitado precisamente pelo PU.
O mapa está a ser acertado de acordo com as exigências do Instituto Nacional de Reabilitação Urbana. Está na fase final, e contamos a qualquer momento poder levar a Assembleia Municipal este incentivo”, informa Orlando.
O vice-presidente lembra o vasto património de que o Faial dispõe, e gostaria de vê-lo recuperado e, sobretudo, dinamizado. Os Fortes da Espalamaca e do Monte da Guia são um dos exemplos que aponta: “são espaços interessantíssimos que deveriam estar abertos ao público, e tem havido da parte do Município um grande esforço para conseguirmos negociar com o Exército, para que essas infra-estruturas ficassem ao dispor dos cidadãos. Apesar de também haver uma abertura dos responsáveis militares, ainda não conseguimos resolver essa situação”, explica.
O autarca frisa que, actualmente, à recuperação do património deve estar associado um esforço na sua dinamização: “se não dermos vida a este património, ele está condenado a degradar-se novamente, e é inviabilizado o investimento que lá é feito. Há que encontrar soluções e dar funcionalidades aos espaços, ainda que funcionalidades diferentes daquelas que lhes eram tradicionais. Temos que valorizar a nossa história, preservando os nossos monumentos e a nossa cultura, mas temos de lhes dar funcionalidades que os mantenham”, refere.
A questão do património foi uma preocupação transversal à preparação do projecto do Saneamento Básico. Instado a pronunciar-se sobre os pavimentos do centro histórico, Orlando garante que o empedrado nessa zona será preservado, bem como os ladrilhos.

Colecção de Escultura da Igreja do Carmo em exposição

Foi precisamente para dar a conhecer parte do espólio da Igreja do Carmo que a Comissão criada no ano passado organizou uma exposição de Escultura, com a Via Sacra como tema.Esta mostra pode ser visitada na igreja Matriz até ao dia 30 de Maio. As visitas podem ser realizadas todos os dias úteis, entre as 17h00 e as 18h00.



quarta-feira, 8 de abril de 2009

Saneamento Básico
Planeamento será “chave” do sucesso da execução da obra

A obra do Saneamento Básico da cidade da Horta tem feito correr muita tinta, principalmente pelo atraso que se tem verificado na sua execução, contra o qual várias vozes críticas se têm erguido. Na passada semana a empreitada foi adjudicada, esperando-se que as obras possam arrancar em Maio ou Junho próximos.
O Saneamento Básico representa um investimento de mais de 25 milhões de euros, que se prevê demorar 1200 dias a ser concluído.


8 A Câmara Municipal da Horta adjudicou na passada quinta-feira a obra do Saneamento Básico. Dos sete concorrentes, a escolha recaiu sobre o consórcio formado pelas empresas Somague Engenharia; Somague Ediçor Engenharia; AGS – Administração e Gestão de Sistemas de Salubridade, as; Tecnovia Açores – Sociedade de Empreitadas as e Tecnovia Madeira – Sociedade de Empreitadas SA.
De acordo com nota enviada pela autarquia às redacções, o Saneamento Básico engloba, ao nível da rede de abastecimento em alta, a introdução de 11 km de novas condutas entre a Rua de São João e a Rua do Atafoneiro até à Rua Santa Bárbara, passando pela Rua do Capitão, pela Rua da Encosta, Rua do Monte Carneiro e Rua do Paiol. Ao longo da rede serão construídos 13 reservatórios de água, com uma capacidade de reserva que ronda os 4.700 m3.
Este empreendimento contempla a rede de abastecimento de água dentro do perímetro que inclui a Calçada da Conceição, as Dutras, o Monte Carneiro, Santa Bárbara e Cabeço das Moças, até à Canada dos Arrendamentos prevendo-se a colocação de 30.2 km de novas condutas.
Já a rede de recolha de águas pluviais incluirá 25 km de novas condutas, 13 descargas de mar e três descargas para linha de água, bem como a colocação de nova rede de colectores na Calçada da Conceição, Rua Ministro Ávila, Travessa de Santo António, Rua de São João, Rua Cônsul Dabney, Rua Príncipe Alberto do Mónaco, Rua Ilha da Ventura e Rua do Pasteleiro. Ainda em relação à rede de recolha de águas pluviais, o investimento a realizar permitirá a instalação de sete Estações Elevatórias, uma Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR), e 30.9 km de novas condutas.
O presidente da CMH entende que este se trata de um “dos desafios mais importantes alguma vez assumidos” pela autarquia. João Castro entende que este empreendimento “colocará a Horta num patamar superior de desenvolvimento, introduzindo melhoramentos na sua rede de abastecimento de água a particulares, na recolha de águas pluviais e tratamento de águas residuais”.
De acordo com o vereador José Decq Mota, que acompanhou de perto todo o processo, o contrato que estipula a execução do Saneamento Básico é um pouco “diferente do habitual”, e de acordo com o que hoje em dia se faz um pouco pelas autarquias de todo o país, quando se trata de obras com esta envergadura: “não é a CMH que recorre à Banca para pagar a obra. O consórcio vencedor é que faz isso e depois a Câmara pagará uma renda anual”. Essa renda será paga durante trinta anos, com início três anos após a conclusão da obra, e corresponderá a um montante anual de cerca de 2,1 milhões de euros, que está “perfeitamente dentro das capacidades da CMH”. Feitas as contas, no final este empreendimento irá custar à autarquia mais de 60 milhões de euros.
O vereador considera vantajoso o facto do compromisso entre a autarquia e o consórcio se prolongar por mais tempo: “o contrato estabelece que, terminado o prazo de pagamento, o consórcio tem de entregar o sistema de tratamento das águas residuais a funcionar. Portanto, assegura-se a manutenção durante 30 anos”, refere.
Decq Mota confessa que esta obra representa um encargo financeiro muito elevado para o munícipio, mas frisa que a sua necessidade é tão latente que isso não pode servir de desculpa para continuar a adiá-la. “A rede de águas da cidade teve a sua última grande intervenção em 1942. O resto foram remendos. É uma rede cheia de infiltrações, com vários problemas que se vão resolver, um dos quais a água que se perde antes de chegar às torneiras. Em relação às águas pluviais, vamos resolver os problemas de inundações que acontecem quando chove muito, por exemplo no Largo do Infante ou na Praça da República. Terminado este processo, todas as ruas da cidade terão pisos novos. É um salto enorme”, refere.
O processo de análise dos concorrentes foi moroso, tendo-se iniciado em Março do ano passado, e ficado concluído em Dezembro. Foi também muito complexo, implicando a constituição de uma equipa de trabalho muito variada, e a adopção de uma metodologia rigorosa. Decq Mota referiu à nossa reportagem que, “depois de conhecer as propostas, concluiu-se que ia ser, de facto, a questão financeira a resolver, porque a qualidade oferecida era muito semelhante”, e por isso a obra acabou por ser adjudicada ao consórcio que oferecia o preço mais baixo.
A Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) deverá ser instalada atrás do Parque de Contentores. “Em termos de custos e em termos ambientais este solução parece ser a melhor”, explica o vereador. “As águas depositadas no mar são águas residuais tratadas, mas, no caso de se dar uma avaria e haver uma descarga de águas não tratadas, aquela é uma zona de marés muito fortes que dissipam bem a descarga”.
Ligar todas as casas da cidade ao Saneamento Básico não será tarefa fácil. Decq Mota refere que, apesar de já existirem várias moradias preparadas para essa ligação, existem muitas onde o processo levantará várias complicações. “A CMH vai ter de estudar caso por caso, principalmente na zona antiga da cidade”, explica.
A Taxa de Tratamento das Águas Residuais ainda não tem valor estipulado, mas será estabelecida e cobrada pela autarquia, e não pelo consórcio. Além disso só começará a ser cobrada aos munícipes após o término da obra, como assegura o vereador.
Decq Mota está optimista em que o arranque da obra possa acontecer o mais tardar no mês de Junho. Segundo o vereador, de momento “está a ser preparado o processo que tem de ser enviado ao Tribunal de Contas para que o contrato obtenha um visto desta instituição”, após o que estarão reunidas as condições para iniciar as obras.
O vereador comunista vê o avanço do Saneamento Básico como “o filho perfeito do entendimento” entre PS e CDU, as duas forças que garantem a maioria da CMH. “O que é positivo é que as forças políticas que asseguram a maioria municipal se entenderam logo quando fizeram o acordo quanto ao facto de que este assunto era para ser tratado neste mandato”, diz.

Candidatura a fundos comunitários vai avançar
O modelo de concessão do Saneamento a privados adoptado pela autarquia permite uma candidatura a fundos comunitários que, de acordo com José Decq Mota, começará em breve a ser preparada. No entanto, o facto de Bruxelas conceder ou não uma verba para financiar a obra não condiciona a sua execução, como garantiu Decq Mota.
Se forem concedidas verbas comunitárias, será feita uma modificação ao modo de pagamento estabelecido no contrato: poderá ser mantido prazo de pagamento da renda diminuindo o seu valor anual de acordo com a verba comunitária atribuída, ou poderá manter-se o valor da renda, diminuindo o número de anos de pagamento.

Planificação cuidada será a chave de uma boa execução da obra
Como referiu Decq Mota,a obra do Saneamento Básico não será faseada, no entanto também não será executada em simultâneo em todos os locais de intervenção, pelo transtorno que isso causaria à vida dos munícipes. Assim, e segundo o verador, a obra obedecerá a um “planeamento, que procura conciliar a vida urbana com a necessidade da obra”. Nesta forma, não fica ao livre arbítrio do consórcio “decidir que ruas fechar e durante quanto tempo”.
Decq Mota quer um “planeamento com muita ligação às pessoas, com muito esclarecimento, e com muito cumprimento. Depois de planeado, tem de ser cumprido. E a relação da Câmara com o consórcio tem de ser exemplar”, diz.
“Vai haver um Gabinete onde vão estar o consórcio, a fiscalização, o dono da obra; e onde queremos ter ligação permanente ao comércio, às forças vivas, à comissão de trânsito, no sentido em minimizar o mais possível as dificuldades na vida das pessoas nestes anos em que decorrerá a obra”, explica o vereador.
O trânsito é uma das grandes preocupações da autarquia, e Decq Mota garante que irá ser sempre feita a busca pela melhor alternativa de circulação.
Segundo nos explicou o autarca, a planeamento da obra determina que esta se inicie pela zona sul, nas Angústias, passando depois ao extremo norte da cidade. As intervenções no centro histórico serão as últimas a ser feitas.
O grande inconveniente que a execução da obra trará será precisamente a necessidade de fechar algumas ruas aos trânsito. Decq Mota refere que “esse aspecto tem de ser estudado com rigor. Interrupções de 10 a 15 dias não merecerão medidas muito especiais. Mas se nas principais ruas tiver de haver intervenções maiores temos de estudar com os comerciantes opções e alternativas”. “A grande aposta tem de ser na eficiência da obra, de modo a que as ruas estejam intransitáveis o menor tempo possível”, acrescenta.
Para o vereador, as dificuldades que a obra do Saneamento Básico trará ao quotidiano dos faialenses não podem, de forma alguma, servir de desculpa para adiar mais a obra. “Se não houvesse agora esta decisão nós daqui a muito pouco tempo ficávamos impedidos de receber fundos comunitários, porque há uma determinação da União Europeia nesse sentido”, frisa, acrescentando que, tendo em conta o nível de actividade turística da ilha, era inconcebível não atender de imediato à necessidade desta modernização na cidade da Horta.

Aproveitar o Saneamento Básico para melhorar também a outros níveis
Decq Mota refere que “uma vez que se esburaca e depois tapa, o acto de tapar pode ter algumas cambiantes”, de modo a resolver outras dificuldades que as ruas da cidade da Horta actualmente apresentam. Assim, a intervenção no âmbito do Saneamento Básico permitirá, entre outras coisas, eliminar os obstáculos existentes a pessoas de mobilidade reduzida.
A preocupação em manter o aspecto do centro histórico da cidade também está presente: “tudo o que está em empedrado continua em empedrado e tudo o que está em alcatrão continua em alcatrão. Mas há uma cláusula que permite alterações pontuais no pavimento: algumas áreas que estão em alcatrão mas se situam na zona antiga poderão passar a um bom empedrado, ou algumas zonas que estão em empedrado mas, por oferecerem algum perigo, poderão passar a alcatrão”, explica o vereador.
Instado a pronunciar-se sobre a possibilidade de cortar determinadas ruas ao trânsito, Decq Mota refere que isso não pode ser feito de ânimo leve: “a Horta não é uma cidade muito concentrada, logo não está motivada para zonas de muita concentração comercial. Mas tem espaços que podem ser explorados nesse sentido, e até de forma interessante, mas isso já dependerá de outras coisas, como a segunda fase da Variante”.
De facto, muitas intervenções importantes estavam impedidas pela necessidade de fazer avançar a questão do Saneamento. Decq Mota dá como exemplo a asfaltagem da Cônsul Dabney, cuja necessidade é evidente, mas que, de acordo com o autarca, seria um desperdício de dinheiros públicos avançar para depois voltar a ser destruída pelas obras do Saneamento.
Tambem a necessidade de reestruturar o trânsito e o estacionamento na cidade deve aguardar a concretização da obra, bem como a execução da segunda fase da Variante.
Decq Mota admite a existência de muitos problemas nesta área. Para o autarca, é importante que sejam criados parques de estacionamento pagos dentro da cidade, com condições especiais para moradores, e que seja reequacionado o funcionamento do Mini-Bus, de modo a servir os munícipes que decidam estacionar fora do centro da cidade.
Decq Mota entende que “a questão do estacionamento só poderá ser solucionada após a conclusão do Saneamento Básico”, o que não impede, no entanto, que se comecem a pensar em soluções.

PSD insatisfeito com forma “imprudente” como a autarquia conduziu o processo
Os vereadores social-democratas optaram pela abstenção no momento de votar a adjudicação da obra.
Segundo Luís Garcia, representante dos social-democratas, esta orientação de voto “deveu-se essencialmente à forma imprudente como a maioria na Câmara decidiu avançar para esta solução sem um sério e profundo estudo preliminar que a fundamentasse”. A abstenção não se tratou, segundo Luís Garcia, de colocar em causa a necessidade da obra, cuja urgência os social-democratas também defendem: “Para o PSD o saneamento básico é um investimento essencial e estruturante. É, por isso que, desde há 16 anos, sempre o reclamámos e temos alertado para o risco e para o problema com que hoje nos deparamos: a Horta ser um dos poucos municípios açorianos sem saneamento básico feito”, refere.
Quanto ao atraso da obra, os vereadores laranja apontam baterias aos últimos quatro mandatos autárquicos de responsabilidade socialista. Para o PSD, a acção socialista nos últimos 16 anos pautou-se pela teoria de que “enterrar dinheiro debaixo do chão não dá votos”, e foram perdidas “oportunidades únicas e irrepetíveis de conseguir meios favoráveis para financiar esta obra”.
Os vereadores do PSD não estão, como referiu Luís Garcia, contra a solução apresentada pela maioria PS/CDU, que, recorde-se, propõe uma parceria público/privada, onde o privado escolhido, para além da construção, fica com a exploração e gestão da rede de recolha de águas residuais durante 30 anos, devendo a CMH pagar-lhes, durante a vigência do contrato, uma renda anual, que, no final dos 30 anos, atingirá mais de 60 milhões de euros. As objecções da oposição devem-se ao facto de não terem existido “estudos projectivos”, nem uma avaliação quanto ao impacto deste investimento nas contas autárquicas.
Os social-democratas dizem também estar apreensivos com o impacto que a actual crise financeira poderá ter neste processo, que levanta a preocupação da “adequação da proposta vencedora às profundas alterações entretanto verificadas nas condições de financiamento que estavam na base das propostas”.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Cerimónia de Lançamento da Primeira Pedra da obra do Porto da Horta

Preparar a Horta para um “desempenho mais influente no futuro”

8 Na passada segunda-feira teve lugar a cerimónia de lançamento da primeira pedra da obra de Requalificação e Reordenamento da Frente Marítima da cidade da Horta, presidida pelo presidente do Governo Regional, Carlos César.
O empreendimento, que deverá custar mais de 33,5 milhões de euros, foi adjudicado em Janeiro passado ao consórcio formado pelas empresas Somague, Somague/Ediçor, Tecnovia, Conduril e AFA Açores.
Na ocasião, o arquitecto Tomás Salgado apresentou o projecto desta que é a primeira fase desta obra, e que contempla a execução de trabalhos a Norte, nomeadamente a construção de uma nova bacia portuária junto à foz da Ribeira da Conceição, onde será implantado um cais acostável de 393 metros, outro de cerca de 100 metros, uma gare de passageiros, um edifício de instalação dos serviços portuários adstritos e as redes técnicas indispensáveis neste tipo de infra-estruturas.
Carlos César congratulou-se com o início da realização desa obra, referindo que não se trata de um “luxo”, mas sim de uma necessidade. Segundo o presidente do Executivo regional, o Faial e os Açores “não podem dar-se ao luxo de não realizar um empreendimento como este, considerando que a sua reprodutividade e o valor da sua contribuição para a sustentabilidade do crescimento local e do desenvolvimento regional são comprovadamente elevados”.
Para César, a obra chega “no tempo certo” à primeira linha das prioridades do Governo. “Como raramente é possível fazer tudo ao mesmo tempo há que escolher: entre outros investimentos com carácter reprodutivo, optámos por este empreendimento, e estou convencido de que fizemos bem”, frisou.
Em 2008, o porto da Horta movimentou mais de 385 mil passageiros, ou seja, uma média diária de mais de mil passageiros, e a tendência, quer no tráfego regular dentro do Triângulo, quer na operação sazonal alargada a toda a Região, é de crescimento. Números que, segundo o líder do Governo Regional, justificam a concretização deste empreendimento.
Carlos César frisou ainda que as obras do porto da Horta, a par da construção das novas instalações do DOP, permitirão transformar a cidade-mar, que, findos os trabalhos, estará “redimensionada, requalificada, melhor projectada e capacitada para a sua vocação marítima e cosmopolita. Uma cidade que se prepara para outro desempenho mais influente no futuro”.
Segunda fase sem data para arrancar
A segunda fase do projecto irá representar um investimento estimado em 20 milhões de euros, e comportará as intervenções a Sul, no saco do porto. Segundo Carlos César, na segunda fase será também reestruturado o Largo Manuel de Arriaga, onde serão construídas várias instalações de apoio à actividade portuária e marítimo-turística. As obras de ampliação e melhoria do edifício do Clube Naval da Horta também estão abrangidas pela segunda fase do empreendimento, assim como a requalificação da avenida marginal da cidade da Horta, cujos trabalhos serão realizados pelo Executivo Regional em conjunto com a Câmara Municipal da Horta.
No entanto, o presidente do Governo não precisou uma data para o arranque da segunda fase da obra, referindo apenas que o seu calendário será “oportunamente fixado”.
“Modelo multipolar de desenvolvimento regional”
Na ocasião, César lembrou os efeitos do sismo de 9 de Julho de 1998 na ilha do Faial, e congratulou-se com o trabalho realizado na recuperação dos seus efeitos defastadores.
O líder do Executivo regional frisou que “o trabalho que tem sido realizado, ao longo dos últimos anos, na criação e melhoria de infra-estruturas muito importantes para o desenvolvimento desta ilha, constituem um sinal revelador e inequívoco da atenção e do cuidado que as autoridades regionais depositam no planeamento e activação do modelo multipolar de desenvolvimento regional”. Nas palavras de César, o Faial e o Triângulo devem assumir “especial notoriedade” no modelo de desenvolvimento regional preconizado pelo seu Executivo.


FOTO: Susana Garcia


quinta-feira, 26 de março de 2009

Carrocel estreia novo trabalho no Teatro Faialense

Bom humor e... cafeína
Chama-se “4 Contos de Café”, e é a nova comédia do Gupo de Teatro Carrocel. Com Alexandre Macedo, Eugénia Botelho, Mário Serpa, Nuno Fraião, Rui Simões, Suzete Saraiva, Teresa Barradas e Victor Rui Dores, dirigidos pela batuta de Sérgio Luís, que é também autor do texto e responsável pela encenação, “4 Contos de Café” estreia no dia 27 de Março, Dia Mundial do Teatro, a partir das 21h30, no Teatro Faialense. Fomos assistir à ante-estreia.

8 Com 14 anos de existência, o Grupo de Teatro Carrocel já habituou o público faialense a esperar boas gargalhadas. Após uma incursão na Revista e na Comédia Musical, com “Crises Canhoto” em 2005, “Vamos na Fita!” em 2006, “A Ver Vamos” em 2007 e “Dinheiro Puxa Dinheiro” em 2009, em 2009 o Grupo apresenta-nos esta comédia “com muita cafeína”.
A cenografia é também da responsabilidade de Sérgio Luís, enquanto o controlo de som está a cargo de Zeca Sousa, e o controlo de luz e imagem cabe Bruno Carvalho, que também surpreende ao deixar os bastidores para uma participação especial em cena.
Para este projecto o Carrocel contou com o apoio da Hortaludus, da Câmara Municipal da Horta, da Direcção Regional da Cultura e de José Alberto Tavares.
Sérgio Luís escreveu uma peça com dois actos, cada um dos quais com duas cenas. Cada cena é um “conto de café”, fazendo jus ao nome da peça. Assim, ao abrir do pano, o palco do Teatro transforma-se no café do Venâncio. Victor Rui Dores é quem veste a pele do dono do café, e quem tem uma palavra a dizer sobre todos os acontecimentos que perturbam o quotidiano do seu estabelecimento. As contingências do destino (neste caso delineadas pela caneta de Sérgio Luís) fazem com que, às vezes, deixe de ser apenas o dono do café, para assumir funções bem distintas, como guia turístico, ou até, imagine-se, instrutor de condução! Ossos do ofício, dirão.
Venâncio tem como empregado o caricato Margarido, numa interpretação deveras impressionante de Rui Simões, que promete arrancar gargalhadas ao mais carrancudo dos públicos. A estes juntam-se as clientes habituais, que parecem fazer da mesa do café a sua sala de estar, e que tem opinião pronta sobre os acontecimentos que vão surgindo. Chama-se Solange e Lizete, e são interpretadas, respectivamente, por Teresa Barradas e Suzete Saraiva. Como Venâncio e Margarido, também elas tomam parte em todas as peripécias que se desenrolam ao longo da peça.
Os restantes integrantes do elenco, Mário Serpa, Alexandre Macedo, Nuno Fraião e Eugénia Botelho, desdobram-se em múltiplas personagens, a apimentar os deliciosos imbróglios que constituem a peça: executivos aldrabões, turistas holandeses, artistas de circo desgastados, e até polícias e ladrões desfilam pelo palco transformado em café criando uma série de situações hilariantes.
E mais não contamos, porque o melhor é mesmo assistir ao vivo a esta comédia, que promete deixá-lo mais bem disposto à saída do Teatro, e, quem sabe, com vontade de tomar um cafézinho....
FOTOS: Maria José Silva e Susana Garcia
CCIH apresenta ao Conselho de Ilha Estudo Prévio da Ampliação da pista do Aeroporto da Horta

Mudar a orientação da pista é a solução mais indicada

A inércia relativamente à ampliação da pista do Aeroporto da Horta levou a CCIH a tomar a iniciativa de apresentar um estudo prévio sobre o projecto, com duas soluções para o aumento da pista. O estudo já foi apresentado ao Instituto Nacional de Aviação Civil (INAC) e à Associação Nacional de Pilotos. Na passada semana, o Conselho de Ilha do Faial reuniu para tomar conhecimento do estudo. Agora, o passo seguinte é apresentar ao Governo Regional, as possibilidades apresentadas neste documento. A CCIH já solicitou uma audiência com Carlos César, para entregar o estudo prévio.

CCIH com postura pró-activa
Segundo o presidente da CCIH, a instituição decidiu avançar com a apresentação deste estudo prévio em primeiro lugar devido às suas fortes convicções de que “a sustentabilidade económica e social e o desenvolvimento futuro do Faial passam pela Ampliação da pista do Aeroporto da Horta”.
Também o enquadramento geográfico da ilha, com 15 mil habitantes, e numa posição estratégica de proximidade com Pico e São Jorge, perfazendo um total de 40 mil habitantes nas três ilhas, foi uma das razões que Fernando Guerra enumerou para a necessidade latente deste investimento, bem como o potencial turístico da região, reflectido nas ilhas do Triângulo.
A CCIH entende que o Faial deve ser um “contribuidor líquido para o crescimento” da Região, e nesse sentido a Ampliação da pista do Aeroporto permitirá “criar oportunidades de investimento” em sectores como a agro-pecuária (exportação de floricultura), a pesca (exportação de pescado fresco), a construção civil (aumento dos investimentos hoteleiros) e o sector turístico, estagnado na ilha há cinco anos, e a carecer de algo que o impulsione.
Ao impulso que o investimento trará ao sector turístico e ao aumento das possibilidades de exportação, acresce o facto do Aeroporto da Horta poder permitir ao Faial ser um “centro de recepção e distribuição do Triângulo”, com ligação viária rápida ao novo cais de passageiros do Porto da Horta.
O presidente da CCIH lembrou que Ponta Delgada tem 15 destinos internacionais, e a Terceira quatro, e frisou que é a altura certa para preparar a evolução da Horta, para que possa ter também ligação a destinos internacionais.
Foi tendo em conta toda esta realidade conjuntural que a CCIH decidiu dar um “contributo”, com a elaboração deste Estudo Prévio, que pretende apresentar a Carlos César, com o intuito de sensibilizar o Executivo Regional para a necessidade deste investimento.

Estudo Prévio com duas possíveis soluções
As preocupações técnicas tidas em conta na realização do Estudo prendem-se essencialmente com a máxima redução possível das penalizações que a pista actualmente apresenta, de acordo com a Carta de Obstáculos em vigor, a possibilidade de colocação de tecnologia aeronáutica de ponta e o aumento concreto da pista tendo em vista a capacidade de receber aviões de maior porte, nomeadamente os A310, que realizam voos internacionais, e que neste momento não têm condições para aterrar na Horta.
O Estudo procurou atender a estas preocupações, tendo sempre em conta a busca da melhor relação custo/benefício.
Dentro destes parâmetros, são apresentadas duas opções de ampliação: uma em que a pista cresce mantendo a orientação actual, e outra em que esse crescimento seria feito com a reorientação da pista, para 08 - 26. António Pimentel, responsável pelo estudo, explicou-nos as duas opções, justificando a segundo como a mais aconselhável.

Alterar a orientação da pista como opção mais viável
Aumentar a pista em cerca de 500 metros na actual pista 28, mantendo a orientação actual, implicaria que esta crescesse sobre o mar. Para tal, teria de ser realizado um aterro com cerca de 50 metros, sendo 35 m (altimétrica) até ao nível do mar e 15 m (batimetrica) abaixo do nível do mar, para o qual seriam necessários mais de seis milhões de metros cúbicos de rocha, para aterro.
Apesar da concretização da obra nestes moldes resolver o problema da dimensão da pista (o espaço para a aterragem, por exemplo, passa dos actuais 1595 metros para 2000), mantêm-se uma série de outras condicionantes, razão que, segundo António Pimentel, justifica a segunda opção como a mais viável.
A manutenção da orientação da pista faz com que não sejam eliminados os obstáculos referidos na Carta de Obstáculos, como é o caso do Morro de Castelo Branco e do Monte da Guia. Além disso, implica também que os equipamentos de ajuda à navegação aérea (ILS), tenham de ser instalado no mar, a 420 metros da soleira da pista 28, o que implica uma obra de grandes dimensões e custos.
O impacte ambiental deste empreendimento, pela quantidade de rocha necessária para a construção do aterro, seria também bem maior que na segunda solução. Além disso, seguindo este procedimento, o tempo em que o aeroporto estará encerrado será maior, de acordo com a opinião do responsável.
A reorientação da pista, para 08 - 26, permitirá que o aumento se faça inteiramente sobre terreno natural, o que, por si só, oferece mais segurança à obra. Além disso, esta opção permite reduzir significativamente a dimensão do aterro no mar, que passa a necessitar de apenas um milhão e meio de metros cúbicos de rocha. A esta vantagem acresce o facto da reorientação permitir a completa eliminação das penalizações patentes na Carta de Obstáculos, que deixam assim de constar, nos AIPs (publicação de informação aeronáutica) como obstáculos nas áreas de aproximação e descolagem das aeronaves. Com reorientação da pista, será também possível instalar o equipamento de ILS em terra.
Esta reorientação implicaria, para além da óbvia necessidade de expropriação de terrenos (também necessário na primeira solução) a necessidade também de expropriar algumas habitações. Apesar disso, os custos desta opção seriam bem menores que os custos da primeira solução, em muito agravados pelas dimensões do aterro e pelas dificuldades de instalação do ILS.
Nestes moldes, António Pimentel considera ainda que é possível coordenar os trabalhos na pista de modo a que o encerramento do Aeroporto seja por menos tempo do que na primeira hipótese.
Na segunda solução apresentada no Estudo, está prevista a ampliação da placa de estacionamento de aeronaves, na frente da actual aerogare. No entanto, esta solução prevê que, numa segunda fase, com o crescimento do número de voos, seja construída uma nova placa de estacionamento, maior, permitindo que a primeira passe a ser utilizada como parque de aviões. O Estudo prevê ainda a construção de uma nova aerogare, parque de estacionamento para viaturas e novos acessos à aerogare. Esta ficará com capacidade para acolher oito voos por hora (mais quatro que a capacidade actual) e para fazer embarque e desembarque de passageiros pelo sistema de manga. António Pimentel explicou-nos que a preparação do espaço para esta obra, a realizar numa segunda fase, deveria ser feita no momento da primeira intervenção, pois implica uma escavação de grande volume, sendo o material proveniente da escavação utilizado na construção do aterro necessário, reduzindo a circulação de veículos pesados nas estradas.
O Estudo prevê ainda uma terceira fase, que compreende a construção de uma nova acessibilidade, de ligação directa entre o Aeroporto e a Variante à cidade da Horta.

Baixo PCN e inclinação da pista numa só pendente tornam importante intervir na totalidade da pista
A reorientação da pista implicaria trabalhos em toda a sua extensão, com a execução de duas pendentes de drenagem das águas pluviais e a construção de uma caixa de pavimento com um PCN superior a 70.
O PCN é o número de classificação do pavimento, que avalia a capacidade que a pista tem de suportar o peso de um avião. O PCN actual da pista da Horta é 35 . Além disso, esta apresenta uma só pendente de drenagem, o que faz dela uma “pista molhada”, pelo que a primeira solução carecia de uma repavimentação em toda a pista e placa de estacionamento para atingir um PCN que permita a aterragem de aeronaves de maior porte. Na segunda solução estas intervenções são feitas de raiz.
Este facto é, no entender de António Pimentel, mais uma razão que fundamenta a segunda solução como a mais viável, no entanto salienta que ambas são realizáveis e o que interessa é ampliar a pista.
Social-democratas acusam Governo de promover o “concrentracionismo” do desenvolvimento regional

PSD/Faial descontente com planos do Governo para a ilha
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“Mais do mesmo” para o Faial, é como os social-democratas faialense vêm o Plano do Governo Regional para 2009. Numa conferência de imprensa na passada semana, a Comissão Política de Ilha do partido laranja deu a conhecer o seu descontentamento face ao documento, que deverá ser aprovado na Assembleia Regional no final do mês.
Ladeado por Jorge Costa Pereira e Teresa Ribeiro, Luís Garcia tomou a palavra para dizer que este plano “acentua de forma censurável o concentracionismo no desenvolvimento regional”.
O PSD/Faial considera que, tendo em conta o actual cenário de crise, o facto do Plano concentrar o investimento nas ilhas que já estão à frente em termos de desenvolvimento é “despromover as desigualdades numa Região que só terá futuro se trilhar os caminhos da coesão”.
O líder dos social-democratas faialenses frisou que este Plano vai na linha habitual dos governos socialistas, no sentido em que concentra esforços apenas num investimento para o Faial, neste caso o Porto da Horta, enquanto que, relativametne aos outros projectos estruturantes, não vai além de “entreter com estudos e adiamentos”.
Apesar de se congratularem com o investimento no Porto da Horta, os social-democratas chamam a atenção para o facto de continuarem “sem definição, sem projecto e sem calendarização conhecidas a intervenção a realizar na área de pescas, na área comercial, no aumento da marina, na ampliação das instalações do Clube Naval, na Frente de Mar, nem tão pouco no Cais de Cruzeiros”.
O PSD/Faial condena os adiamentos de outras obras estruturantes, de que se destacam a ampliação da pista do Aeroporto e a 2.ª fase da Variante. As estradas interiroes, o Campo de Golfe, o Estádio Mário Lino, as Termas do Varadouro, a reabilitação das Igrejas do Carmo e S. Francisco, a Casa Manuel de Arriaga e o Matadouro da Horta são outros projectos cujo adiamento motiva o descontentamento dos social-democratas.
O principal partido da oposição condena ainda o facto de “no Faial os investimentos estruturantes nunca se realizarem de uma só vez, sem fases, sem atrasos e sem adiamentos”.
O Plano do Governo de César para 2009 contempla quase 55 milhões de euros de investimento no Faial, o que corresponde a cerca de 7,2% do todo regional. A ilha azul é a quarta em dotação, depois de S. Miguel, Terceira e S. Jorge.

sexta-feira, 13 de março de 2009

"Primavera Anticipada"



Com este frio e esta falta de sol, parece-me que vamos ter mas é um Primavera "adiada"...
Nunca mais é Verão!
Mas este fantástico dueto da Laura Pausini e do James Blunt é tão bom que aquece a alma. É o que nos vale.