quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Conselho Municipal para a Juventude aplaude

Cartão Jovem Municipal deve avançar já em Fevereiro

Na passada semana o Conselho Municipal para a Juventude, Ciência e Conhecimento aprovou a autorização para discussão pública do Regulamento do Cartão Jovem Municipal. Este Cartão é uma iniciativa da Câmara Municipal da Horta, que pretende assim “proporcionar aos jovens do Município um conjunto de vantagens, que se traduzem em reduções e isenções em produtos e serviços prestados pela autarquia, bem como descontos ao nível do comércio, serviços e indústria”, de acordo com nota informativa enviada às redacções. Segundo adiantou ao Tribuna a vereadora com o pelouro para a Juventude, Helena Reis, o objectivo é que o Cartão fique disponível durante o mês de Fevereiro.

A criação do Cartão Jovem Municipal está prevista nas Grandes Opções do Plano para 2009 e, no âmbito da política de juventude da edilidade, pretende trazer benefícios que “correspondam às necessidades reais sentidas pela camada mais jovem da população, facilitando a sua fixação e vivência no Município”.

Segundo a vereadora, a CMH tem levado a cabo várias acções de discriminação positiva dos jovens do concelho, como a redução em 50% da taxa de licenciamento de obras a particulares com menos de 30 anos, ou a atribuição de Bolsas de Estudo para o Ensino Superior. “Achámos que seria interessante alargar este tipo de acções, e surgiu este cartão”, referiu. Helena Reis mostra-se bastante optimista em relação a este Cartão, e considera que a junção das várias propostas apresentadas pelos membros do Conselho para a Juventude resultou num “óptimo projecto”.

O Cartão Jovem Municipal poderá ser adquirido pelos jovens faialenses entre os 12 e os 30 anos, e irá custar 5 euros, sem necessidade de renovação. Segundo o regulamento, os detentores do cartão poderão usufruir de um conjunto de benefícios, tais como descontos no comércio, serviços e indústria da Horta; reduções no pagamento de taxas e tarifas municipais; reduções de 25% no pagamento de espectáculos organizados pela Câmara Municipal da Horta; redução de 25% na compra do passe mensal do MiniBus; reduções de 25% na utilização de equipamentos e serviços disponibilizados pelas empresas municipais (piscina municipal, Teatro Faialense, etc) entre outras coisas.

Helena Reis adiantou que estão a ser levadas a cabo negociações com empresários do comércio tradicional, para serem criadas parcerias entre autarquias e comerciantes de modo a que os jovens portadores do Cartão tenham o máximo de benefícios possíveis na utilização das lojas do comércio tradicional. A vereadora salientou que um dos principais objectivos deste projecto é “criar uma boa relação entre o jovem consumidor e o comércio tradicional”.

Esta iniciativa irá também ajudar a CMH a conhecer melhor a faixa demográfica mais jovem do concelho, já que, de acordo com Helena Reis, o objectivo é que o Cartão “chegue a todos os jovens”, que, no acto de requisição do mesmo, preencherão um questionário que visa precisamente recolher informações que ajudem o Município a conhecê-los melhor.

A Juventude Social Democrata faialense, presente no Conselho para a Juventude, congratulou-se com esta iniciativa autárquica de apoio aos jovens, no entanto entende que este Cartão deveria estar inserido numa iniciativa de âmbito mais global, o Cartão Jovem Municipal Euro <26, a que aderem dezenas de países europeus, entre os quais Portugal. Com este cartão, a JSD Faial entende, segundo o seu presidente, Hugo Rombeiro, que os jovens faialenses poderiam não só dispor das vantagens já referidas a nível municipal, mas também a nível nacional e europeu.

Instada a pronunciar-se sobre o facto da autarquia não ter optado por este Cartão, Helena Reis referiu à nossa reportagem que a CMH procurou obter informações sobre o seu funcionamento, sendo que na altura não existiam protocolos referentes à Região. Na opinião da vereadora, o projecto agora delineado acaba por poder oferecer mais vantagens aos jovens faialenses do que o Cartão Jovem Municipal Euro <26, a começar por exemplo pelo facto de abranger jovens até aos 30 anos. No entanto, Helena Reis frisou que, se durante a discussão pública do Cartão se verificar que, de facto, será benéfico e possível integrá-lo no Cartão Jovem Municipal Euro <26,>

Também Filipe Menezes, presidente da Juventude Socialista Faialense, se congratulou com esta medida do município, salientando que trará “vários benefícios que a JS considera serem fundamentais para fixar jovens no Faial”. A integração do Cartão no Cartão Jovem Municipal Euro <26, a revelar-se vantajosa para os faialenses, é uma medida que Menezes considera plausível de ser tomada. “A JS está sempre de acordo com o que seja melhor para os jovens dos Açores” frisou.


Portal da Juventude na Internet

A reunião da passada semana serviu ainda para a pré-apresentação ao Conselho Municipal para a Juventude, Ciência e Conhecimento, do futuro Portal da Juventude, na Internet. Este será, segundo a autarquia, “um veículo de informação destinado aos mais jovens, contendo uma listagem de entidades, actividades e eventos existentes no concelho”.


quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Orçamento da CMH para 2009 é de cerca de 17 milhões de €

Plano e Orçamento para 2009

Apesar da “maioria plural” socialista e comunista em vigor na Assembleia Municipal fazer ter como certa a aprovação do Plano e Orçamento para 2009, a sua discussão no passado dia 10 foi tudo menos pacífica, com o PSD a contestar fortemente o documento.

O presidente da CMH apresentou aos deputados municipais presentes no Salão Nobre dos Paços do Concelho as Grandes Opções do Plano para 2009, bem como o Orçamento da Receita e da Despesa. Quanto a este, João Castro considerou-o “exequível” e “equilibrado”. Em relação às actividades previstas pela autarquia para o próximo ano, o presidente realçou o “sentido de valorização e modernização”, transversal ao documento, e destacou as principais estratégias autárquicas para aquele que é o último ano do actual mandato.

O ponto de vista social-democrata relativamente ao Plano para 2009 foi, com era de esperar, completamente antagónico, com a facção laranja da Assembleia Municipal a criticar vivamente o documento, referindo que não apresenta “soluções criativas”, e denunciando o aumento das despesas correntes da autarquia ao longo dos últimos anos, que, na óptica do PSD, se deve principalmente às transferências para as empresas municipais.

No período reservado às intervenções dos deputados municipais o debate aqueceu, com muitas “trocas de mimos” e alguma lavagem de roupa suja.

Para o PSD, os investimentos anunciados vêm com atraso, e representam o “início de um ciclo”, quando deveriam representar o fim. Além disso, os social-democratas entendem que a autarquia “não tem uma visão estratégica para o desenvolvimento do concelho” e que o Plano de Actividades ao longo dos últimos anos tem sido uma “produção lírica e demagógica”, onde algumas das obras estruturantes, como o Aterro Sanitário, são referidas desde 2006. Entre outras coisas, o PSD criticou no Plano e Orçamento a manutenção da polémica Derrama, a falta de apoio ao comércio e ao turismo, a falta de acções que promovam a criação de emprego e a ausência de referência ao Parque Empresarial.

Do lado socialista, os deputados municipais “saltaram em defesa da sua dama”, com José Leonardo a louvar o facto de se tratar de um plano “realista”, bem como as acções previstas para a rede viária e o abastecimento de água, que representam “um grande investimento que vai ao encontro dos faialenses”. Rebatendo o rol de acusações dos social-democratas, o autarca perguntou que propostas tinha o PSD apresentando ao longo dos últimos anos, com João Castro a referir que em quatro anos de mandato houve “apenas uma proposta do PSD”, que foi aceite.

Luís Bruno criticou o discurso social-democrata, no qual “não vê nada de novo”. O comunista enveredou pela ironia, dizendo que é fácil fazer oposição, quando o objectivo é simplesmente “opor-se”, ao invés de “apresentar propostas”. Quanto ao Plano, congratulou-se com a participação comunista no mesmo.

O social-democrata Roberto Vieira, por sua vez, falou de uma orientação de “conivência” por parte da CDU em relação à política socialista na autarquia.

Já Luís Prieto, do PS, disse que o PSD não apresenta propostas “porque se calhar estão a guardá-las à espera de ser poder”.

Após a “troca de fogo” entre as bancadas municipais o Orçamento da Receita e da Despesa para 2009 e as Grandes Opções do Plano foram postos à votação, sendo ambos aprovados por maioria com 21 votos a favor (PS e CDU) e 12 votos contra (PSD).


Habitação e Serviços Colectivos com a maior fatia do Orçamento

Valorizar, modernizar e inovar, são as linhas que norteiam o Plano de Actividades da autarquia para 2009. Com o intuito de colocar a Horta “no ritmo do futuro”, a aposta na agilização dos serviços municipais e na modernização administrativa são alguns dos objectivos para o próximo ano, onde, entre outras coisas, a autarquia reconhece que há que providenciar uma melhor articulação dentro do Gabinete de Atendimento ao Munícipe. Na linha de modernização do município, o Plano apresenta uma série de projectos na área das tecnologias da informação e comunicação, com destaque para a vontade de cobrir a ilha com rede wireless.

Em linhas gerais, o Plano de Actividades da CMH para este último ano de mandato reflecte uma política de continuidade com o que já vem sendo desenvolvido.

É na área do Urbanismo e Ordenamento do Território que mais desafios se levantam para 2009, ano em que se prevê o arranque da tão desejada e necessária obra do Saneamento Básico, mas, numa leitura do Plano de Actividades, não se percebe um verdadeiro compromisso da autarquia com este objectivo até ao final do ano. Neste ponto, o Plano estipula que se iniciem as obras de Remodelação da Rede de Abastecimento de Água e execução da Rede de Recolha de Águas Residuais Domésticas e Pluviais da cidade, bem como a concepção de ETAR e estações elevatórias associadas.

Para 2009 a CMH prevê a “construção de fogos no âmbito da habitação social e a custos controlados”, a implementação do Plano de urbanização da Horta e dos Planos de Pormenor da Feteira e Praia do Almoxarife. Um dos pontos importantes nesta área é ainda a revisão do Plano Director Municipal e a elaboração de um Plano de Ordenamento Viário, Circulação, Estacionamento e Transportes Públicos, este último ao encontro da fragilidade que o Município claramente apresenta nessa área.

Quanto a obras municipais previstas, destaca-se a adaptação de parte da Escola Cônsul Dabney a Centro de Apoio ao Associativismo, para acolher colectividades sem sede própria, o arranque da segunda fase das obras do Parque de Campismo do Varadouro, e o apoio à construção do Polivalente da Praia do Norte.

No abastecimento de água a CMH prevê uma série de obras, com destaque para a utilização da lagoa artificial para consumo, e para a substituição do actual sistema de tratamento.

O Mercado Municipal também está contemplado no plano autárquico para 2009, com obras de beneficiação na pesqueira, bem como o Cemitério do Carmo, onde entre outras coisas a CMH quer instalar equipamento informático com vista à utilização de um software de gestão daquele espaço.

Na área do Ambiente e Serviços Urbanos, o caminho é apostar na recolha selectiva de lixo. Neste campo, a autarquia pretende também lançar a concurso a empreitada da primeira fase do Aterro Sanitário.

A autarquia prevê lançar a concurso a reabilitação da rede viária em 11 freguesias do concelho, e também executar algumas obras de melhoramento no sentido de tornar a cidade mais acessível às pessoas de mobilidade reduzida, com o rebaixamento de passeios e eliminação de obstáculos.


386.500 € em apoios

Os apoios autárquicos ao associativismo recreativo e cultural, às actividades promotoras de desporto e às organizações cívicas, filantrópicas e religiosas representam cerca de 2,2% do bolo orçamental.

Na área do associativismo recreativo e cultural, o principal beneficiado é a Orquestra Ligeira da CMH, que arrecada 8.000€, de um total de 64.000€, divididos por 18 entidades.

No desporto é o Sporting Clube da Horta quem leva a maior fatia, com 50.000€ de apoio camarário, de entre 112.000€ destinados a um total de 20 entidades.

Quanto a organização cívicas, filantrópicas e religiosas, está estipulado um apoio de 150.000€ à Semana do Mar. Do total de 210.000€ previstos em apoios nesta rubrica, a entidade mais beneficiada de entre as 19 contempladas será o Grémio Literário Artista Faialense, com 25.000€.

Na área do desporto a CMH quer arrancar com as obras do polidesportivo coberto dos Cedros, e concluir o de Castelo Branco.

Destaque também para a publicação do segundo volume da obra “História da Ilha do Faial”.

Estão previstas também várias iniciativas na área da Acção Social, Educação e Juventude, sendo que nesta última o destaque vai para a execução de um Cartão Jovem Municipal.


Cooperação Transnacional na Protecção Civil

O Plano para 2009 prevê várias acções na área da Protecção Civil, com destaque para a aprovação e teste do Plano de Emergência Externa do Concelho, e do Porto, bem como dos Planos de Segurança e Evacuação das Escolas. Neste âmbito, a CMH “prevê a aprovação da candidatura ao programa de “Cooperação Transnacional, Madeira-Azores-Canarias, 2007-2013” que versará na elaboração de Planos de Emergência para entidades locais/municípios”. A autarquia faialense é a única dos Açores integrada neste projecto.


Comércio e Turismo sem grandes novidades

Na área do Comércio o plano autárquico para o próximo ano não apresenta grandes novidades. O documento menciona a alocação de uma verba orçamental que “traduz a preocupação do município” quanto aos Direitos do Consumidor, no entanto não apresenta moldes concretos em como se traduzirá essa preocupação.

Na área do Turismo a principal inovação é a introdução das bicicletas urbanas.


Delegação de Competências nas Juntas de Freguesia

A política de descentralização de que esta autarquia tem feito apanágio mantém-se, e reflecte-se na delegação de competências junto das juntas de freguesias. Este ano o destaque neste campo vai para o projecto Concelho Wireless, já referido.

Para 2009 a delegação de competências reflecte-se numa verba de aproximadamente 740.000€. Acrescentando a esta verba outras transferências previstas para as Juntas de Freguesia do Faial, estas irão receber no âmbito deste Orçamento 987.908€, uma quantia inferior à de 2008. Das freguesias faialenses, Flamengos é a que recebe a maior fatia do bolo da Delegação de Competências, enquanto que a freguesia de centro urbano – Matriz – recebe a menor.


De onde vem o dinheiro do Município?

A receita da CMH resulta, na sua maioria, das transferências correntes e de capitais, o que mostra que o grau de dependência da autarquia relativamente a terceiros. Os fundos comunitários têm aqui um papel vital. De seguida, a grande fonte de receitas é, precisamente, o munícipe, já que se prende com os impostos directos e indirectos (estes representam cerca de 13% das receitas municipais). Dos impostos directos, o Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) é o que representa a maior entrada de receita: quase 600.000€. A este respeito, recorda-se que o valor do referido imposto para 2009 foi estipulado pela autarquia em 0,6% para os prédios urbanos, e em 0,25% para os prédios urbanos avaliados.

Do outro lado da balança, os encargos com pessoal e aquisição de bens e serviços, e a aquisição de bens de capital representam a grande parte das despesas da Câmara Municipal.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Cinema
Empire elege 100 maiores personagens de todos os tempos


O que têm em comum a ama Mary Poppins e o serial killer Freddy Krueger? Ou o durão John McClaine e a dramática Scarlett O’Hara? Ou ainda o engraçado Buzz Lightyear e Gandalf? A reposta é que todos fazem parte do ranking das 100 maiores personagens de cinema de todos os tempos, publicado pela revista Empire No topo da lista, curiosamente, está Tyler Durden, interpretado por Brad Pitt em Clube de Combate, um personagem complexo, sombrio e irónico, que Pitt sobe vestir como ninguém.

Entre os 10 primeiros, destaque para o actor Harrison Ford, que “bisa” no topo da lista com as personagens Indiana Jones e Han Solo, e para a personagem Ellen Ripley, interpretada por Sigourney Weaver em Alien, única mulher no Top Ten. Destaque também para o Joker de Batman, com a curiosidade do escolhido ser especificamente o vilão interpretado por Heath Ledger no filme mais recente daquele herói. A Empire preferiu assim a interpretação do jovem actor, que morreu tragicamente vítima de uma overdose de medicamentos, à de Jack Nicholson, que deu vida à primeira aparição de Joker no cinema. Este é mais um indício de que Ledger teve neste seu último papel um desempenho sublime, que faz correr em Holywood o boato de que receberá a título póstumo o Óscar para melhor actor em Fevereiro do próximo ano.

No resto da lista podem encontrar-se nomes variados, desde E.T. ao serial killer JigSaw, passando por Donny Darko, Rocky Balboa, Jessica Rabitt, Forrest Gump, Harry Potter, entre outros.


TOP TEN da selecção da Empire:


1. Tyler Durden (Brad Pitt; Clube de Combate)

2. Darth Vader (David Prowse/James Jones; Guerra das Estrelas)

3. Joker (Heath Ledger; Batman - Cavaleiro das Trevas)

4. Han Solo (Harrison Ford; Guerra das Estrelas)

5. Hannibal Lecter (Anthony Hopkins; Silêncio dos Inocentes)

6. Indiana Jones (Harrison Ford; Os Salteadores da Arca Perdida)

7. The Dude (Jeff Bridges; O Grande Lebowski)

8. Jack Sparrow (Johnny Deep; Piratas das Caraíbas)

9. Ellen Ripley (Sigourney Weaver; Alien)

10. Vito Corleone (Marlon Brando; O Padrinho)

No dia 8 de Dezembro

Dia das Montras anima cidade da Horta

Na próxima segunda-feira, feriado em honra de Nossa Senhora da Conceição, a cidade da Horta anima-se com o já tradicional Dia das Montras, uma iniciativa da Câmara do Comércio e Indústria da Horta, integrada na campanha do Comércio Tradicional.

O objectivo é trazer mais faialenses às ruas da cidade, e dinamizar o comércio local.

De acordo com nota enviada às redacções, a CCIH procurou inovar na Campanha do Comércio Tradicional 2008, apresentando-se “mais dinâmica, com uma imagem mais forte e apelativa, onde sobressai o logótipo do Comércio Tradicional e se destaca a introdução de novos elementos como um autocolante para vitrines e uma bandeirola para colocar no exterior das lojas aderentes”.

Esta Campanha alarga-se a todas as ilhas de abrangência da CCIH - Faial, Pico, Flores e Corvo. Como vem sendo habitual, os faialenses que comprarem nas lojas aderentes a esta campanha recebem uma senha por cada 10 € em compras, que os habilita a Vales de Compra, a serem trocados nessas mesmas lojas.

Na Horta, os prémios são vales no valor de 600€, 500€ e 400€.

Relativamente ao concurso de montras, este terá lugar na cidade da Horta, e também na Vila de Santa Cruz das Flores. Este ano, para além da votação do público para eleger a montra mais popular, haverá também a votação de um júri convidado que elegerá as três primeiras classificadas. O público poderá escolher a montra que mais lhe agrade através de senhas, o que lhe permite ainda habilitar-se ao sorteio de três cabazes de Natal.

Neste dia haverá ainda Animação e Som de Rua, e será montada no pátio junto à loja da PT no edifício dos CTT a Casa do Pai Natal, onde os mais pequenos poderão tirar fotografias com a figura por eles mais desejada nesta quadra.

A CCIH associa-se também ao programa preparado para a Autarquia para animar a cidade nesta quadra, designado Dezembro em Festa, mediante o qual será instalada no recinto desportivo do SCH (rua Eduardo Bulcão) a Tenda da Pequenada, que permite aos pais deixar a pequenada animada e com supervisionamento, enquanto ultimam as suas compras de Natal.

No Dia das Montras a Câmara Municipal promove ainda a partir das 18h30 nas ruas da cidade o desfile do “Mundo Encantado”, onde os mais pequenos poderão ver as suas personagens Disney favoritas.

Neste dia os faialenses são ainda convidados a avivar o seu espírito solidário – que se quer mais acesso no Natal – através da visita ao “Espaço Solidário” da Caritas do Faial, montado na praça da República desde o dia 8 até ao dia 23. Ainda dentro do espírito solidário do Natal, o dia 8 é a última oportunidade para visitar o Bazar de Artesanato da Liga Portuguesa Contra o Cancro, na rua Conselheiro Medeiros.


Vitrinismo

A montra é o cartão de visita de uma loja. Como tal, a sua execução exige criatividade e bom gosto, de modo a criar um ambiente que estimule a venda, além de conferir à loja uma identidade própria, o que lhe permite sobressair de entre as outras.

Visto que a montra é uma forma de comunicação visual, deve transmitir sentimento, alegria, sátira, romance, drama, cultura, humor, emoções, etc.

O objectivo da montra é informar o potencial cliente do tipo de artigo que a loja comercializa. Sendo assim, o comerciante deve utilizar as técnicas de vitrinismo de modo a mostrar a diferença comercial que a sua loja representa.

De acordo com a designer de jóias e produtos Juliana de Queiroz, a montra é responsável por cerca de 74% das vendas de uma loja. Nesse sentido, cada vez mais começam a proliferar cursos técnicos e profissionalizantes nessa área. .Nesses cursos os alunos aprendem noções relacionadas com as características das montras, as datas comemorativas que requerem montras específicas, como é o caso do Natal, técnicas de exposição, importância da iluminação, da cor, etc.


A Montra

Mostrar sempre foi e será uma forma de atrair, criando um vínculo entre vendedor e comprador potencial. A montra, como hoje a conhecemos, nasceu precisamente desta ideia.

No início, o comércio era feito em feiras, sendo uma actividade de trocas. Com o aperfeiçoamento dessa actividade, apareceram as lojas, e os grandes comércios, como os mercados do Império Romano.

Mais tarde, mercadores e comerciantes começaram a afirmar-se como uma classe média emergente, que procurava atrair clientes expondo as mercadorias em prateleiras.

Até final do séc. XVII, as lojas tinham fachadas abertas e é com a Revolução Industrial, ocorrida inicialmente na Inglaterra, em meados do séc. XVIII, que se mudam os conceitos e começam a aparecer lojas semelhantes às actuais. É na Holanda que surgem as primeiras montras. Aparecem também os manequins com uma silhueta com membros.

No séc. XIX o estilo vitoriano dominava a moda, por isso a exposição dos artigos era um desfile de tudo o que existia no interior da loja.

Foi nesse período que o vidro começou a ser utilizado como divisória entre a rua e o público. Os manequins de cera apareceram em 1890, com unhas postiças, cabelo natural e olhos de esmalte. O maior problema na sua utilização era o peso de quase 100kg, com o grave defeito de derreterem no Verão e racharem no Inverno. Surgem então os manequins de arame.

Nessa época, sendo indecente despir e vestir um manequim à vista de todos, tapavam-se as montras com papel, o que até hoje é usado, mas para provocar maior surpresa.

Se até ao início do séc. XX as mercadorias eram empilhadas, a partir de 1920 limparam-se as lojas e montras, melhorando a sua apresentação. Começam a aparecer manequins de papier-maché, mais leves.

A partir de 1930, começou realmente a pesquisa sobre montras e o estudo do detalhe e da estética. Isto deu-se principalmente devido à crise económica e portanto, à concorrência. A década de 40 foi mais inovadora nos Estados Unidos, pois a Europa estava em guerra e não podia ter gastos supérfluos. As portas, porém, estavam abertas e a montra era fundamental. Nessa década, foram muito usadas montras feitas com papel.

Em 1950 apareceram manequins de fibra, plástico e arame, para logo serem substituídos por outros, flexíveis e coloridos, permitindo um visual cada vez mais arrojado. Gene Moore, em 1950, criava o primeiro manequim sorridente.

A evolução do manequim e da montra continua até aos dias de hoje.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Atelier de Trabalhos Manuais da APADIF

Remédio para a Alma

A Associação de Pais e Amigos dos Deficientes da Ilha do Faial (APADIF) comemora este ano o seu 15.º aniversário. Hoje, a associação engloba uma série de valências, fazendo um trabalho de importância incontornável na ilha, não apenas no apoio à pessoa portadora de deficiência, mas alargando a sua área de influência a vários outros campos sociais onde a sua acção tem dado frutos. Fomos visitar uma das suas valências, o Atelier de Trabalhos Manuais, e estivémos à conversa com o presidente da APADIF, José Fialho.

4 São 19h30 da noite de quarta-feira, e o frio do Outono teima em lembrar que o Verão já lá vai, e o Inverno não tarda. As luzes do Atelier de Trabalhos Manuais da APADIF, em frente ao Polivalente de Pedro Miguel, acendem-se, denunciando a presença dos monitores, que chegam mais cedo para preparar os materiais a serem utilizados pelos utentes. Estes começam a chegar um pouco mais tarde, aos poucos. A sala enche-se de pares de olhos brilhantes, de gargalhadas de entusiasmo, de histórias para contar e ideias para partilhar. Cheira a cola, a tinta, a madeira, e a grande mesa, cujo comprimento abrange a sala inteira, enche-se de materiais. O Natal está à porta, e é tempo de preparar os projectos a realizar, para serem vendidos na Festa de Nossa Senhora da Conceição, no dia 8 de Dezembro. O som da tagarelice mistura-se com o barulho dos martelos a bater na madeira, dos pincéis, das agulhas de crochet. O par de olhos mais brilhantes na sala pertence a Mariana. Com a língua a espreitar no canto da boca, a sua atenção está toda no azulejo onde está a aplicar um anjinho através da técnica do guardanapo. Os seus olhos só se desviam do pincel para soltar gargalhadas ocasionais, que contagiam os que a rodeiam. Mariana tem 20 anos, é portadora de Trissomia 21, e é uma das 20 utentes do Atelier de Trabalhos Manuais.
“Gosto muito de vir para aqui, fazer técnica de guardanapo, pintar… O que eu gosto mais de fazer é pintar”, diz Mariana, não esquecendo o convívio com os amigos, que faz da quarta-feira o dia mais ansiado da semana. “Fazemos festas, e também vendemos as coisas que fazemos aqui, e eu também ajudo”, diz, com orgulho.
Noémia Pinto é a mãe de Mariana, e também está activamente envolvida no trabalho da APADIF, tendo ingressado recentemente a sua direcção. Falando do Atelier de Trabalhos Manuais, adianta que é um sítio “muito importante, não só para a Mariana mas para todos os que aqui vêm à quarta-feira à noite. De uma semana para a outra ficam com saudades, porque aqui têm um espaço de convívio, e isso é muito bom”. “Além disso aprendem certas técnicas e fazem os seus trabalhos, e sentem-se satisfeitos quando vêem o fruto daquilo que aprenderam”, acrescenta.
Neste sentido, Noémia frisa a importância que a acção da APADIF tem para muitas pessoas, não apenas nesta Atelier específico, mas em todas as valências, importância que tem crescido ao longo dos últimos anos. Para Noémia, o grande “culpado” é José Fialho, presidente da direcção de há sete anos a esta parte. Noémia considera, no entanto, que os faialenses ainda não se apercebem do real trabalho que a APADIF faz na sociedade: “As pessoas já vão dando valor à APADIF, mas ainda não têm muito conhecimento. Embora haja divulgação, resultado de um esforço grande do presidente, ainda pairam algumas dúvidas sobre a APADIF. Era importante que as pessoas se interessassem mais em saber, até porque esta associação faz bem a muita gente”, refere.
No Atelier de Trabalhos Manuais, a tarefa de pôr todos a trabalhar está a cargo dos monitores António Pereira e Conceição Quaresma. Carpinteiro de profissão, António encarrega-se de supervisionar as marteladas, certificando-se de que estas são mais certeiras nos pregos do que nos dedos dos artesãos. Conceição Quaresma dedica-se há muitos anos aos trabalhos manuais, e perde a conta à variedade de técnicas que conhece.
Reconhece a dificuldade de ensinar pessoas portadoras de deficiência, principalmente invisuais, mas frisa que a recompensa no final é muito maior: “vale a pena, porque eles surpreendem-nos, e surpreendem-se a eles próprios, com aquilo que são capazes de fazer”.

Remédio para a alma
4 Marta Faria é a jovem psicóloga actualmente ao serviço da APADIF, e presença assídua nas noites de quarta-feira no Atelier de Trabalhos Manuais. De acordo com a sua formação profissional, e também com a experiência que já adquiriu na associação, Marta reconhece neste tipo de valência uma série de mais-valias para os seus utentes: “o Atelier funciona como um centro de auto-ajuda, isto é, o nosso objectivo não é apenas promover a destreza manual, mas essencialmente promover o apoio psicológico e emocional”, refere. O sentimento de solidariedade que se instala dentro das paredes do Atelier é um verdadeiro “remédio” para a alma, como constata Marta: “quando um utente traz um problema todos os outros tentam resolver. O atelier funciona como uma família e penso que era bastante vantajoso que as pessoas viessem conhecer esta realidade. Estamos aqui todos com o mesmo objectivo, e partilhamos desejos, expectativas e receios”.
O Atelier funciona também como meio de espicaçar as capacidades dos portadores de deficiência que o frequentam, e os resultados são surpreendentes: “aqui eu é que me sinto com limitações; só sou capaz de recortar”, refere Marta, em tom de brincadeira, acrescentando que “estes utentes trabalham em madeira, em papel, com lãs, e conseguem ultrapassar as suas limitações”. Segundo a psicóloga, no Atelier os portadores de deficiência “conseguem sentir-se parte integrante da comunidade, e não se sentem discriminados”.
O facto dos artigos confeccionados pelos utentes do Atelier serem depois comercializados, num processo em que eles também participam, tem, na opinião de Marta, um impacto muito positivo, principalmente no aumento da sua auto-estima: “quando se deparam com um problema, estas pessoas vão abaixo, deprimem e isolam-se… São regra geral indivíduos com um auto-conceito pobre. O que noto é que os utentes do Atelier têm um auto-conceito já bastante mais positivo, e trabalham com uma felicidade enorme. Quando vêem que as pessoas gostam dos seus trabalhos ficam contentes, sentem que aquilo que fazem é valorizado, o que não acontecia até eles virem para cá”.
Instada a pronunciar-se sobre a sua realização profissional neste tipo de funções, Marta confidencia que, inicialmente, não era este o tipo de trabalho que pretendia fazer: “quando terminei a licenciatura dizia que não queria trabalhar com pessoas portadoras de deficiência, ou na área da toxicodependência. Agora, se pudesse, trabalhava só nisto”, refere. “Aqui não somos só psicólogos, temos que ter uma abertura: sou a psicóloga, mas também a amiga, e a colega na realização das actividades”, explica, acrescentando que “se aceitarmos as limitações deles, assim como eles aceitam algumas nossas, penso que isto funciona bem, e passa a ser fácil, muito cativante, e muito gratificante. Para isso basta um sorriso deles, ou uma palavra carinhosa”.


Um percurso de sucesso
4 Passando um olhar pelo número de utentes que a APADIF tem em todas as suas valências, não é possível apontar valores exactos, mas a soma ultrapassará certamente a centena.
Na direcção da APADIF desde 2001, José Fialho tem sido um dos pioneiros neste “desbravar” de caminho que se tem verificado na acção daquela Associação no Faial.
Fazendo um balanço bastante positivo dos últimos anos da APADIF, José Fialho lembra que, em 2001, a Associação não tinha sequer espaço para reunir. “O primeiro espaço que conseguimos foi o hall de entrada do dispensário, que é hoje a nossa sede”, recorda. A partir daí, e graças a grandes doses de esforço e dedicação, as valências foram surgindo, e a APADIF foi crescendo. “Abrimos o espaço de reabilitação na própria sede, com terapeuta ocupacional, terapeuta da fala e psicóloga, o trabalho começou a dar frutos, e as pessoas começaram a acreditar em nós. Depois abrimos o ATL para 20 crianças, e, como era muito procurado, passámos para 40”, refere José Fialho. O projecto Veredas é outra das conquistas da APADIF. Como explicou o presidente da Associação, destina-se à “inclusão de jovens em abandono escolar, que havia necessidade de agarrar, já que se podiam tornar um prejuízo para a sociedade e não o benefício”. “Temos de os agarrar, e garantir que irão tirar a escolaridade obrigatória”, alerta José Fialho. Outro projecto da APADIF que tem dado frutos positivos é o Trilhos Saudáveis, no Bairro das Pedreiras, para jovens daquele local. “Aí a nossa missão é criar actividades lúdicas para que os jovens estejam ocupados e se mantenham livres de dependências, não consumindo drogas nem álcool”, explica. Um dos projectos mais recentes da APADIF é o Porto Pim Digital, um espaço dedicado a promover o acesso às novas tecnologias.
Quanto a este Atelier de Trabalhos Manuais, não é um projecto recente, no entanto teve de sofrer um interregno, devido a falta de financiamento. “Agora partimos para este projecto com dinheiro nosso, e as vendas que se vão fazendo é que permitem comprar material para se trabalhar, porque os técnicos que aqui estão são voluntários”, refere José Fialho.
O vasto leque de actividades da APADIF continua a aumentar, e José Fialho aponta como uma das causas a crescente credibilidade da Associação: “as entidades governamentais começaram a acreditar no trabalho que fazemos. No início, tínhamos que pedir às entidades locais que nos ajudassem, agora muitas já tomam a iniciativa e solicitam-nos para sermos parceiros em algumas das actividades que organizam. Isso para nós é bom, pois vemos que a população reconhece que estamos no bom caminho”.
Hoje em dia a APADIF não ajuda apenas os portadores de deficiência, mas várias outras pessoas com dificuldades. O seu crescimento traduz-se também no aumento do número de funcionários, tendo-se tornado uma importante empregadora de mão-de-obra qualificada: “já temos 19 funcionários, a maioria deles licenciados. Assistentes sociais, educadoras de infância, psicóloga… Temos quadros que vão dando resposta as necessidades, e todos os dias nos aparecem novos utentes, novas pessoas a pedir-nos ajuda”, refere o presidente.
Para José Fialho, a sociedade está cada vez mais consciente da importância que a APADIF tem no seu seio, e aponta como prova o sucesso das comemorações do 15.º aniversário: “tivemos três dias de actividades, que eu tive receio que não fossem cumpridas, mas foram. Todos os utentes trabalharam em conjunto e pusemos de pé um evento interessante”, refere. No entanto, o crescimento do interesse da Associação também significa trabalhos redobrados para quem a coordena: “temos receio de a certa altura não termos capacidade de resposta; já não pode passar um dia sem que eu vá à Associação. Para quem anda nisto no voluntariado é complicado”, refere José Fialho, acrescentando que, apesar das dificuldades, no final o sentimento é sempre de recompensa.
O presidente da APADIF orgulha-se da imagem de credibilidade e responsabilidade que a associação tem conseguido promover: “posso dizer-lhe com algum orgulho que tenho um bom relacionamento com todas as instâncias da ilha e até com o Governo Regional, não por uma questão de cores partidárias mas porque quando fazemos um projecto, fazemo-lo credível, e temos cumprido tudo o que nos propomos fazer”. “Ás vezes as pessoas procuram-nos com problemas que devem ser tratados noutras instâncias, mas têm confiança em nós e querem que lhe indicamos o caminho. Isso para mim é muito importante e orgulho-me de ter técnicos que sejam capazes de dar resposta a todas as necessidades”, refere. De facto, para José Fialho, um dos segredos desta receita de sucesso é a equipa de trabalho: “temos vindo a imprimir ao longo deste tempo nos nossos funcionários que sejam polivalentes e trabalhem para o utente”, refere.
José Fialho sente-se satisfeito com a crescente sensibilização da comunidade faialense para os problemas que os portadores de deficiência enfrentam no dia-a-dia, no entanto refere que, neste aspecto, ainda há um longo caminho a percorrer, Nesse sentido, as iniciativas levadas a cabo pela APADIF no aniversário foram passos importantes: “falámos e mostrámos os problemas que estas pessoas têm na ilha, e penso que a comunidade nunca se tinha apercebido de que fossem tanto”, refere José Fialho.
“Mostrámos os obstáculos que há na cidade para pessoas invisuais, ou utilizadores de cadeiras de rodas: passeios não rebaixados, cabines telefónicas mal instaladas, multibancos muito altos, papeleiras que são obstáculos para invisuais… As próprias pessoas deixam por vezes os caixotes do lixo na rua de qualquer maneira, os comerciantes, as caixas de cartão…”, revela o presidente da APADIF.
José Fialho ficou muito satisfeito com as conclusões a que o vice-presidente da Câmara Municipal da Horta, Orlando Rosa, chegou no colóquio promovido pela APADIF sobre estas questões: “depois de ouvir o que dissemos, concluiu que muitas coisas devem ser feitas já, até porque não implicam grandes gastos, e resolvem-se grandes problemas”, revelou José Fialho, com optimismo. A tão aguardada obra do Saneamento Básico deve ser também, para o presidente da APADIF, uma oportunidade para melhorar este tipo de situações.

Planos para o futuro
4 Falando de futuro, a Associação tem dois projectos ambiciosos, que anseia por levar a bom porto: “um deles, com o qual queremos arrancar em Janeiro, é a ampliação da escola da Volta, para criação de uma creche, que queremos ter a funcionar no próximo ano lectivo, com capacidade para 33 crianças”, refere José Fialho, acrescentando que o projecto, apoiado pela Direcção Regional da Solidariedade Social, já foi aprovado.
O outro grande projecto da APADIF é na área da Terceira Idade: “este ano vamos ficar responsáveis pela parte de Educação Física de todos os centros de convívio da ilha, e fizemos uma proposta para ter também as actividades lúdicas sob nossa tutela”, informa José Fialho. Estes dois projectos são os grandes desafios da APADIF, no entanto, existem outros factores que a Associação quer ver melhorados.
Quanto ao Atelier de Trabalhos Manuais, o desafio é conseguir fazer com que funcione não apenas um dia por semana, e que tenha outra visibilidade. “Queremos que esteja aberto no fim-de-semana para as pessoas verem os trabalhos feitos pelos utentes, e no Verão também, para que os turistas possam visitar, porque quando as pessoas vêem quem trabalha aqui e quem faz estes objectos têm logo outro carinho. Para nós, dar a conhecer o que fazemos é muito importante”, refere.
Por agora, no Atelier de Trabalhos Manuais trabalha-se com afinco, na produção de peças que serão expostas e vendidas na Festa de Nossa Senhora da Conceição, no dia 8 de Dezembro.
O último vôo do Açor


4Uma das notícias da semana foi o anúncio do fim da carreira de jogador de Pedro Pauleta.
Nascido em 1973, na ilha de São Miguel, Pauleta tem sido um dos maiores embaixadores dos Açores no mundo.
Nunca jogou na primeira divisão portuguesa, mas fez furor por outras paragens, e teve Paris rendido aos seus pés enquanto jogou no Paris Saint-German, clube que representava desde 2003 e onde acabou este ano a sua carreira, e do qual será embaixador.
Ao serviço da selecção nacional, alinhou em 88 partidas, e marcou 47 golos, ultrapassando Eusébio e tornando-se no melhor marcador de sempre na história dos "tugas". Scolari chamou-lhe "matador" na grande área, e os companheiros de equipa sempre elogiaram as suas qualidades técnicas e humanas. Ficou conhecido como "ciclone dos Açores", e a sua imagem de marca depois de "fuzilar" dezenas de guarda-redes com o seu pontapé certeiro era o "vôo do Açor".
Àparte as suas capacidades técnicas de excelência, o homem por detrás do futebolista foi sempre um orgulho para os Açores e para Portugal - e continuará, por certo, a sê-lo - pela integridade e dignidade que sempre soube ter em campo, e fora dele. O seu carácter deveria ser exemplo para muitas jovens "estrelas" do futebol, cuja espetacular capacidade técnica não anula a falta de carácter e de valores, por muito que se possa pensar o contrário.
O açor não voltará a voar no relvado do Parque dos Príncipes, mas Pedro Pauleta certamente continuará a contribuir para o engradecimento do futebol, agora fora das quatro linhas.

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Novo Governo

4 O X Governo Regional já tomou posse, e todo o processo ficou marcado pela polémica eleição do presidente da Assembleia. Fernando Menezes não gostou de não ter sido escolhido novamente para o cargo, e bateu com a porta, deixando a cadeira de deputado vazia, que depois foi ocupada por Ana Luís. A escolha do terceirense Francisco Coelho para o cargo já era um rumor em plena campanha eleitoral, mas subsistia a esperança que de Menezes "bizasse" na presidência da Assembleia, caso contrário, por que razão teria ele encabeçado a lista socialista no Faial? Como disse - e bem - Luís Garcia, não se convida um general para ser soldado...
Não é de estranhar que Menezes não tenha gostado da despromoção, mas é de condenar a maneira como ele (e não só) manda a vontade dos faialenses que o elegeram como deputado às urtigas. Seria bom que todos os candidatos a deputados se colocassem em tal posição com dignidade para assumir a vontade dos cidadãos eleitores.
Em relação à ausência de faialenses no Governo, e apesar de César dizer o contrário, é claro até para o maior dos ingénuos que isso não traz benefícios nenhuns à nossa ilha. No entanto, as escolhas estão feitas, e cá vamos nós ficando relegados para uma imporância menor num arquipélago onde os centralismos continuam a existir, diga o que se disser.
No entanto nem tudo são espinhos neste arranque de legislatura: O grupo parlamentar socialista - liderado por Hélder Silva - apresentou uma proposta de alteração ao regime de financiamento dos partidos representados no Parlamento, no sentido de cortar as despesas. Numa altura em que a crise paira sobre o mundo como um bicho papão, é bom ver que, por uma vez, os deputados irão dar o exemplo, e "apertar o cinto", como o comum dos mortais. Se bem que o cinto do comum dos mortais já tem os furos encostados à fivela...