quinta-feira, 5 de março de 2009

Autárquicas 2009

Decq Mota quer ser o próximo presidente da Câmara da Horta


8 Sem surpresas, José Decq Mota foi apresentado pela CDU Faial como candidato à Câmara da Horta nas próximas eleições autárquicas. O anúncio foi feito na passada quarta-feira, em conferência de imprensa, pelo presidente dos comunistas faialenses, Luís Bruno. O segundo lugar da lista também já está decidido, e será ocupado por Maria do Céu Brito. Os actuais vereadores comunistas na Câmara Municipal da Horta serão assim os líderes da lista que terá como luta alcançar um dos objectivos mais ambiciosos a que a CDU já se propôs: ser a força política mais votada.
Motivado pelo crescendo de resultados a que o partido tem assistido, Decq Mota é peremptório a afirmar como claro objectivo da CDU eleger o presidente da Câmara Municipal da Horta. Objectivo ambicioso, que o vereador sustenta pelas metas políticas alcançadas pela CDU no Faial ao longo dos anos, das quais destaca o “desaparecimento de maiorias absolutas nos Órgãos Municipais” e o que considera ser uma “nova arrumação” do eleitorado faialense.
Satisfeito com os resultados da “maioria plural” que governa a autarquia faialense, resultado de um acordo pós-eleitoral entre comunistas e socialistas, o político deu a entender no seu discurso que não descarta a possibilidade desse acordo voltar a existir no próximo mandato. No entanto ressalva que o objectivo é a presidência da Câmara, até porque considera que a experiência dos últimos quatro anos enquanto vereador lhe conferem mais preparação para desempenhar esse cargo do que a que detinha nas últimas eleições. Além disso, a presidência é, para o comunista, o patamar imediatamente acima àquele em que a CDU se encontra na autarquia faialense.
Em relação ao trabalho dos vereadores da CDU, partido muitas vezes acusado de abdicar da sua tradicional postura combativa para adoptar uma posição de conluio com as políticas socialistas no Faial, Decq Mota refuta as críticas de que tem sido alvo: “não estivémos a cumprir programa de ninguém”, frisa, destacando o trabalho próprio feito pelos comunistas na Câmara da Horta. A este respeito, aponta como exemplo a obra do saneamento básico, que garantiu ser adjudicada daqui a menos de um mês, e que considera só ter avançado devido à influência da CDU na Câmara.
Para os comunistas, os últimos quatro anos provam que “para haver estabilidade política concelhia não é preciso haver domínio político mono partidário”.
Esta é a quarta candidatura de Decq Mota à presidência da Câmara Municipal da Horta.
A conferência de imprensa ficou também marcada pelas já habituais críticas da CDU Faial aos órgãos de comunicação social locais, que os comunistas acusam de “ocultação” da actividade daquela força política na ilha.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009


Dia dos Namorados

Rosas africanas dão calor ao São Valentim faialense

O dia 14 de Fevereiro é, porventura, o mais romântico do ano. O Dia dos Namorados, ou de São Valentim, é, dos 365 dias do ano, aquele que é especialmente dedicado à celebração do Amor, um dos mais nobres sentimentos. E uma das melhores formas de evocar o Amor neste dia é oferecendo flores – com destaque para as rosas – à pessoa amada.

Assim sendo, quem não tem mãos a medir por esta altura são os floristas. Tribuna das Ilhas esteve à conversa com Rosário Rodrigues, proprietária da Rosário Flores, que confirmou à nossa reportagem a importância deste dia: “costumo dizer que o Dia dos Namorados é o meu Natal”, revela.

Por mais nobre que seja o sentimento que compele a oferecer um belo ramo de rosas à pessoa amada neste dia, a tão famigerada crise não pode ser esquecida. “Este ano estamos com reticências, porque com a crise e tudo o que está a acontecer as pessoas vêm a gastar cada vez menos dinheiro. É normal”, diz Rosário, acrescentando no entanto que, nestes dias, o Amor fala mais alto, principalmente ao ouvido “deles”. É que, segundo a florista, no Dia dos Namorados não há “forretice” que resista, e namorados e maridos não olham a preços, e só querem levar algo bonito para casa.

Apesar dos homens serem os grandes clientes deste dia no que toca a flores, Rosário revela que “as mulheres também já vão tendo o costume de comprar”. “Compram muito menos que os homens”, diz, acrescentando que, no entanto, já se nota alguma evolução, tanto da parte delas, como deles, que recebem flores com cada vez mais à vontade. “Já trabalho há mais de 15 anos neste ramo, e lembro-me que inicialmente as mulheres raramente compravam, e quando compravam optavam por um cravo, porque era uma flor “masculina”, mas agora não”, revela.

É do conhecimento geral que a rainha das flores é a rosa. Neste dia, o seu reinado é ainda mais proeminente, e é a flor de eleição da grande maioria das mulheres, fazendo com que todas as outras sejam preteridas, e fiquem nos vasos das floristas, à espera da oportunidade de alegrar o Dia dos Namorados a uma ou outra mulher com gostos mais peculiares.

Rosário confirma esta tendência, salientando que há “algumas esposas ou namoradas que têm flores de eleição, como tulipas ou orquídeas, e eles sabem. Há também aquelas que não gostam de rosas vermelhas”, diz a florista, que confessa fazer parte deste último grupo, preferindo as rosas cor de fogo.

Quanto à composição do bouquet, Rosário salienta que muitas das mulheres preferem algo diferente do que tradicionalmente se faz no Dia dos Namorados. “Mas colocamos sempre um coração, um laço especial… Enfim, qualquer coisa que faça referência ao amor, cujo coração é o símbolo maior”, diz.

A grande maioria da clientela que a Rosário Flores recebe neste dia é, como já referimos, do sexo masculino e, como tal, reveste-se de características especiais. Instada a traçar o perfil destes clientes, Rosário não hesita: “em geral, chegam aqui sem saber o que querem. Não gostam de esperar. Gostam de chegar, ver os bouquets já feitos, já com preços marcados, escolher, pagar e ir embora”, diz.

Em parte devido a este lado menos paciente de maridos e namorados, Rosário sentiu necessidade de mudar os hábitos de trabalho neste dia: “tento começar a trabalhar antecipadamente para ter bouquets já feitos”, revela. “Não era hábito fazer-se isto no Faial quando comecei a trabalhar, mas notei essa necessidade”.

A originalidade e a inovação são qualidades que Rosário não esquece neste dia: “todos os anos temos um produto surpresa”, diz. “Este ano, vamos ter a Caixa do Amor e o Bouquet para Divórcio”, revela. Instada a pronunciar-se sobre como surgiu esta última ideia, no mínimo muito original, Rosário explica que “quando a vida não foi muito boa a dois, a separação ocorreu, e os dois vêem o que de bom daí adveio, e se sentem bem, é isso que este bouquet significa. É uma ideia de uma colega do continente mas que achei interessante”.

Apesar das flores serem o presente mais emblemático deste dia, existem outros artigos que têm cada vez mais procura: “toda a gente gosta de oferecer peluches”, revela, acrescentando que “agora começamos a ter coisas mais utilitárias; que servem no dia-a-dia: canecas, porta-chaves, copos de champanhe…”.

No frio e chuvoso mês de Fevereiro, as rosas, apesar de serem as mais desejadas em todo o mundo para lembrar o Dia dos Namorados, fazem-se rogadas, valendo-se talvez dos caprichos próprios da realeza, e não crescem em qualquer lugar: apenas dão um ar da sua graça nos países onde está calor, como o Brasil ou o Equador, ou então são produzidas em estufas, com custos elevados, o que acontece essencialmente na Holanda, Meca da floricultura mundial.

Para garantir que as mulheres faialenses sejam agraciadas com uma rosa no Dia de São Valentim, Rosário tem de planear uma estratégia antecipadamente: “A encomenda das rosas faz-se com mês e meio de antecedência”, revela. As rosas da Rosário Flores são importadas do Quénia, e fazem uma grande viagem até chegarem ao destino final: “O importador compra-as na safra, ainda no terreno. São adquiridas à vara e por cabeça. Quanto mais alta é a vara e maior é a cabeça mais cara é a rosa. Depois um avião traz as flores para a Europa, onde são distribuídas, em camiões de frio”, explica Rosário. É nesta altura que começam os percalços: “se caírem nevões, ou houver uma greve de camionistas, as rosas ficam retidas, e começam as complicações”, diz a florista. Ao chegar a Lisboa, as rosas ficam num armazenista, que faz a distribuição para todo o país. Neste ponto do percurso, a viagem já vai longa, mas está longe de acabar: “Para chegar às ilhas, há outro problema: se não passa avião”, revela Rosário. O principal custo da insularidade assume, nestes casos, contornos traiçoeiros, e basta um período mais longo de condições climatéricas adversas para arruinar o negócio dos floristas açorianos neste dia. “Temos de escolher bem os voos para que as flores possam chegar aqui mais rápido e em melhores condições”, diz Rosário, salientando o facto de, no Faial, “termos poucos voos por semana”. A questão das acessibilidades torna-se ainda mais importante se tivermos em conta que as flores – principalmente as rosas - são um produto facilmente perecível. As rosas africanas que vêm emprestar calor ao São Valentim no Faial enfrentam uma viagem de cerca de duas semanas, estimando-se que durem em média outra semana após serem vendidas. A florista lembra com apreensão algumas experiências anteriores, em que as flores chegaram ao Faial mesmo em cima do dia 14 de Fevereiro, o que lhe causou trabalhos redobrados. Casa roubada, trancas na porta, como diz o ditado, e Rosário faz questão de se precaver, e planear a viagem das suas rosas ao mais ínfimo pormenor, para que no Dia dos Namorados também as mulheres faialenses possam apreciar a sensação especial que é receber uma flor.

Rosas como símbolo de Amor… e de Solidariedade

As rosas quenianas que vêm dar cor ao Dia dos Namorados no Faial têm, para além da sua óbvia carga simbólica associada ao amor, um valor de solidariedade.

A Red Lands Roses, parceira comercial da Tutiflor, empresa que fornece a Rosário Flores, leva a cabo uma campanha segundo a qual, por cada 20 rosas vendidas, auxilia meninas das tribos do Quénia, para que os seus estudos até aos 12 anos sejam garantidos. Nestas comunidades quenianas, como é o caso das tribos Teso e Massai, é comum as raparigas abandonarem precocemente a escola para casar, de modo a que as suas famílias recebam o dote associado ao casamento.

Assim, estas rosas, para além de cumprirem a sua função habitual, estão também a suportar uma causa: a educação destas crianças quenianas, o que, para Rosário, significa uma alegria extra em cada flor vendida.

A primeira iniciativa de apoio a esta causa decorreu no passado Dia da Mãe. A Red Land Roses adquiriu cerca de 1200 pulseiras de misangas, feitas precisamente pelas mães destas crianças quenianas, que acompanharam os molhos de 20 rosas vendidos. A receita da venda das missangas permitiu que 12 meninas frequentassem a escola secundária durante um ano.

O que oferecemos quando oferecemos rosas?

Considerada a rainha das flores, pensa-se que a rosa tenha sido cultivada pela primeira vez nos jardins asiáticos, há mais de cinco mil anos. Estima-se que existam cerca de 150 espécies diferentes de rosas.

As rosas têm o condão de serem particularmente inspirativas. Que o digam escritores, poetas, compositores e até cineastas que já encontraram nesta flor alguma fonte de inspiração. Na literatura, Shakespeare refere-se à rainha das flores em Romeu e Julieta, quando diz que uma rosa, ainda que tivesse outro nome, teria sempre o mesmo doce aroma. Na música, temos como exemplo o êxito intemporal dos Bon Jovi, Bed of Roses. E no cinema, as referências às rosas são inúmeras. Quem não se lembra da rosa mágica do clássico da Disney A Bela e o Monstro?

Esta flor tem inerente uma carga de mistério. Na Roma antiga, uma rosa brava na porta de um quarto significava que ali se discutiam assuntos confidenciais.

A rosa tem feito as delícias dos apreciadores de flores, sem nunca passar de moda. E oferecer uma rosa, é mais do que o simples acto de oferecer, pois as rosas têm um significado diferente consoante a sua cor: as rosas vermelhas, por exemplo, são símbolo de desejo e paixão. Já as cor-de-rosa significam carinho, doçura ou gratidão. As rosas amarelas são sinal de amizade, e as brancas de paz. As rosas champanhe revelam admiração e respeito. Em conclusão, as várias cores das rosas representam o Amor, nas várias nuances que este complexo sentimento pode apresentar.

No entanto, quem quiser enveredar por um caminho mais original, e arriscar outra flor, saiba que, por exemplo, as orquídeas transmitem a ideia de perfeição e de beleza feminina. O cravo representa o amor puro e a liberdade e a gerbera, a simplicidade e a inocência.

Significados ocultos à parte, o que interessa mesmo no Dia dos Namorados é oferecer uma flor à pessoa que se ama.

Plano de Actividades da Câmara do Comércio e Indústria da Horta para 2009

Obras na Sede têm carácter “urgente”

A remodelação da Sede da CCIH, que se encontra neste momento em elevado grau de degradação, é uma das prioridades que salta à vista do Plano de Actividades daquela instituição para este ano, apresentado aos sócios no passado mês de Janeiro.

O Plano de Actividades da CCIH para 2009 é o último apresentado pelo actual executivo, já que a direcção, presidida por Fernando Guerra, se encontra no último ano de mandato. Por essa razão, os responsáveis tiveram a preocupação de “apresentar um Plano de Actividades moderado de forma a não condicionar os objectivos e as orientações dos novos Órgãos Directivos”, que serão eleitos no final do primeiro trimestre deste ano.

De acordo com a CCIH, este factor não inviabiliza que o Plano assegure “o regular funcionamento das estruturas funcionais” da instituição.

A “dinamização do tecido empresarial” da área de abrangência da CCIH também não foi descurada no documento, que prevê a realização e participação em Feiras, Congressos, Seminários e outros Eventos, contemplando também a vertente da Formação Profissional de Activos.

Em relação ao edifício da Sede, o seu estado de degradação exige da CCIH uma “intervenção urgente”. Nesse sentido, a actual direcção já iniciou o seu processo de reabilitação, que passou por negociar a posse do rés-do-chão do edifício, bem como pela adjudicação do projecto ao arquitecto Pedro Porteiro. Está a ser também preparado o processo de candidatura para obtenção de financiamento da administração regional para a obra.

Para 2009 a CCIH considera ainda de grande importância continuar a cooperar com entidades governamentais, autárquicas, associativas, públicas e privadas.

A actividade dos vários gabinetes técnicos desta agremiação empresarial não deverá abrandar o ritmo este ano, com destaque para o Gabinete de Projectos, no âmbito do qual são apoiados os empresários que pretendam candidatar-se ao IV Quadro Comunitário de Apoio (QRESA) e ao SIDEL. Também o Gabinete de Higiene e Segurança no Trabalho tem prevista para o decorrer deste ano uma série de acções, de que se destaca a preparação da base de dados dos associados da CCIH no sector alimentar por actividades, a divulgação do Programa SAISSA e SIDET, a divulgação e Implementação do Programa QUALIMAÇORES e SEPROQUAL, a elaboração de dossier de identificação de procedimentos e controlo de actividades, com análise, definição e localização de Pontos Críticos, e uma série de medidas de formação, apoio e esclarecimento aos empresários desta área.

A CCIH pretende que neste ano o Gabinete de Medicina no Trabalho fique operacional. Esta valência aguarda licenciamento do espaço para funcionar, bem como autorização da empresa especializada para prestar este serviço no concelho da Horta.

A criação de um Gabinete de Formação Profissional é outro dos objectivos para este ano, e nesse sentido já estão a ser tomadas medidas para a obtenção da aprovação do processo de acreditação da CCIH como entidade formadora. O processo já foi entregue na Direcção Regional do Trabalho, Qualificação Profissional e Defesa do Consumidor.

Com este novo Gabinete a CCIH pretende contribuir para a formação profissional de activos em diversas áreas, criar uma Bolsa de Emprego e apresentar candidaturas ao Pro Emprego.

Para além do apoio às Mesas Sectoriais já existentes – Turismo, Construção Civil e Panificação – a CCIH pretende dar continuidade ao processo de criação de outras, nas áreas do Comércio, Restauração, Automóvel; entre outras.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Conselho Municipal para a Juventude aplaude

Cartão Jovem Municipal deve avançar já em Fevereiro

Na passada semana o Conselho Municipal para a Juventude, Ciência e Conhecimento aprovou a autorização para discussão pública do Regulamento do Cartão Jovem Municipal. Este Cartão é uma iniciativa da Câmara Municipal da Horta, que pretende assim “proporcionar aos jovens do Município um conjunto de vantagens, que se traduzem em reduções e isenções em produtos e serviços prestados pela autarquia, bem como descontos ao nível do comércio, serviços e indústria”, de acordo com nota informativa enviada às redacções. Segundo adiantou ao Tribuna a vereadora com o pelouro para a Juventude, Helena Reis, o objectivo é que o Cartão fique disponível durante o mês de Fevereiro.

A criação do Cartão Jovem Municipal está prevista nas Grandes Opções do Plano para 2009 e, no âmbito da política de juventude da edilidade, pretende trazer benefícios que “correspondam às necessidades reais sentidas pela camada mais jovem da população, facilitando a sua fixação e vivência no Município”.

Segundo a vereadora, a CMH tem levado a cabo várias acções de discriminação positiva dos jovens do concelho, como a redução em 50% da taxa de licenciamento de obras a particulares com menos de 30 anos, ou a atribuição de Bolsas de Estudo para o Ensino Superior. “Achámos que seria interessante alargar este tipo de acções, e surgiu este cartão”, referiu. Helena Reis mostra-se bastante optimista em relação a este Cartão, e considera que a junção das várias propostas apresentadas pelos membros do Conselho para a Juventude resultou num “óptimo projecto”.

O Cartão Jovem Municipal poderá ser adquirido pelos jovens faialenses entre os 12 e os 30 anos, e irá custar 5 euros, sem necessidade de renovação. Segundo o regulamento, os detentores do cartão poderão usufruir de um conjunto de benefícios, tais como descontos no comércio, serviços e indústria da Horta; reduções no pagamento de taxas e tarifas municipais; reduções de 25% no pagamento de espectáculos organizados pela Câmara Municipal da Horta; redução de 25% na compra do passe mensal do MiniBus; reduções de 25% na utilização de equipamentos e serviços disponibilizados pelas empresas municipais (piscina municipal, Teatro Faialense, etc) entre outras coisas.

Helena Reis adiantou que estão a ser levadas a cabo negociações com empresários do comércio tradicional, para serem criadas parcerias entre autarquias e comerciantes de modo a que os jovens portadores do Cartão tenham o máximo de benefícios possíveis na utilização das lojas do comércio tradicional. A vereadora salientou que um dos principais objectivos deste projecto é “criar uma boa relação entre o jovem consumidor e o comércio tradicional”.

Esta iniciativa irá também ajudar a CMH a conhecer melhor a faixa demográfica mais jovem do concelho, já que, de acordo com Helena Reis, o objectivo é que o Cartão “chegue a todos os jovens”, que, no acto de requisição do mesmo, preencherão um questionário que visa precisamente recolher informações que ajudem o Município a conhecê-los melhor.

A Juventude Social Democrata faialense, presente no Conselho para a Juventude, congratulou-se com esta iniciativa autárquica de apoio aos jovens, no entanto entende que este Cartão deveria estar inserido numa iniciativa de âmbito mais global, o Cartão Jovem Municipal Euro <26, a que aderem dezenas de países europeus, entre os quais Portugal. Com este cartão, a JSD Faial entende, segundo o seu presidente, Hugo Rombeiro, que os jovens faialenses poderiam não só dispor das vantagens já referidas a nível municipal, mas também a nível nacional e europeu.

Instada a pronunciar-se sobre o facto da autarquia não ter optado por este Cartão, Helena Reis referiu à nossa reportagem que a CMH procurou obter informações sobre o seu funcionamento, sendo que na altura não existiam protocolos referentes à Região. Na opinião da vereadora, o projecto agora delineado acaba por poder oferecer mais vantagens aos jovens faialenses do que o Cartão Jovem Municipal Euro <26, a começar por exemplo pelo facto de abranger jovens até aos 30 anos. No entanto, Helena Reis frisou que, se durante a discussão pública do Cartão se verificar que, de facto, será benéfico e possível integrá-lo no Cartão Jovem Municipal Euro <26,>

Também Filipe Menezes, presidente da Juventude Socialista Faialense, se congratulou com esta medida do município, salientando que trará “vários benefícios que a JS considera serem fundamentais para fixar jovens no Faial”. A integração do Cartão no Cartão Jovem Municipal Euro <26, a revelar-se vantajosa para os faialenses, é uma medida que Menezes considera plausível de ser tomada. “A JS está sempre de acordo com o que seja melhor para os jovens dos Açores” frisou.


Portal da Juventude na Internet

A reunião da passada semana serviu ainda para a pré-apresentação ao Conselho Municipal para a Juventude, Ciência e Conhecimento, do futuro Portal da Juventude, na Internet. Este será, segundo a autarquia, “um veículo de informação destinado aos mais jovens, contendo uma listagem de entidades, actividades e eventos existentes no concelho”.


quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Orçamento da CMH para 2009 é de cerca de 17 milhões de €

Plano e Orçamento para 2009

Apesar da “maioria plural” socialista e comunista em vigor na Assembleia Municipal fazer ter como certa a aprovação do Plano e Orçamento para 2009, a sua discussão no passado dia 10 foi tudo menos pacífica, com o PSD a contestar fortemente o documento.

O presidente da CMH apresentou aos deputados municipais presentes no Salão Nobre dos Paços do Concelho as Grandes Opções do Plano para 2009, bem como o Orçamento da Receita e da Despesa. Quanto a este, João Castro considerou-o “exequível” e “equilibrado”. Em relação às actividades previstas pela autarquia para o próximo ano, o presidente realçou o “sentido de valorização e modernização”, transversal ao documento, e destacou as principais estratégias autárquicas para aquele que é o último ano do actual mandato.

O ponto de vista social-democrata relativamente ao Plano para 2009 foi, com era de esperar, completamente antagónico, com a facção laranja da Assembleia Municipal a criticar vivamente o documento, referindo que não apresenta “soluções criativas”, e denunciando o aumento das despesas correntes da autarquia ao longo dos últimos anos, que, na óptica do PSD, se deve principalmente às transferências para as empresas municipais.

No período reservado às intervenções dos deputados municipais o debate aqueceu, com muitas “trocas de mimos” e alguma lavagem de roupa suja.

Para o PSD, os investimentos anunciados vêm com atraso, e representam o “início de um ciclo”, quando deveriam representar o fim. Além disso, os social-democratas entendem que a autarquia “não tem uma visão estratégica para o desenvolvimento do concelho” e que o Plano de Actividades ao longo dos últimos anos tem sido uma “produção lírica e demagógica”, onde algumas das obras estruturantes, como o Aterro Sanitário, são referidas desde 2006. Entre outras coisas, o PSD criticou no Plano e Orçamento a manutenção da polémica Derrama, a falta de apoio ao comércio e ao turismo, a falta de acções que promovam a criação de emprego e a ausência de referência ao Parque Empresarial.

Do lado socialista, os deputados municipais “saltaram em defesa da sua dama”, com José Leonardo a louvar o facto de se tratar de um plano “realista”, bem como as acções previstas para a rede viária e o abastecimento de água, que representam “um grande investimento que vai ao encontro dos faialenses”. Rebatendo o rol de acusações dos social-democratas, o autarca perguntou que propostas tinha o PSD apresentando ao longo dos últimos anos, com João Castro a referir que em quatro anos de mandato houve “apenas uma proposta do PSD”, que foi aceite.

Luís Bruno criticou o discurso social-democrata, no qual “não vê nada de novo”. O comunista enveredou pela ironia, dizendo que é fácil fazer oposição, quando o objectivo é simplesmente “opor-se”, ao invés de “apresentar propostas”. Quanto ao Plano, congratulou-se com a participação comunista no mesmo.

O social-democrata Roberto Vieira, por sua vez, falou de uma orientação de “conivência” por parte da CDU em relação à política socialista na autarquia.

Já Luís Prieto, do PS, disse que o PSD não apresenta propostas “porque se calhar estão a guardá-las à espera de ser poder”.

Após a “troca de fogo” entre as bancadas municipais o Orçamento da Receita e da Despesa para 2009 e as Grandes Opções do Plano foram postos à votação, sendo ambos aprovados por maioria com 21 votos a favor (PS e CDU) e 12 votos contra (PSD).


Habitação e Serviços Colectivos com a maior fatia do Orçamento

Valorizar, modernizar e inovar, são as linhas que norteiam o Plano de Actividades da autarquia para 2009. Com o intuito de colocar a Horta “no ritmo do futuro”, a aposta na agilização dos serviços municipais e na modernização administrativa são alguns dos objectivos para o próximo ano, onde, entre outras coisas, a autarquia reconhece que há que providenciar uma melhor articulação dentro do Gabinete de Atendimento ao Munícipe. Na linha de modernização do município, o Plano apresenta uma série de projectos na área das tecnologias da informação e comunicação, com destaque para a vontade de cobrir a ilha com rede wireless.

Em linhas gerais, o Plano de Actividades da CMH para este último ano de mandato reflecte uma política de continuidade com o que já vem sendo desenvolvido.

É na área do Urbanismo e Ordenamento do Território que mais desafios se levantam para 2009, ano em que se prevê o arranque da tão desejada e necessária obra do Saneamento Básico, mas, numa leitura do Plano de Actividades, não se percebe um verdadeiro compromisso da autarquia com este objectivo até ao final do ano. Neste ponto, o Plano estipula que se iniciem as obras de Remodelação da Rede de Abastecimento de Água e execução da Rede de Recolha de Águas Residuais Domésticas e Pluviais da cidade, bem como a concepção de ETAR e estações elevatórias associadas.

Para 2009 a CMH prevê a “construção de fogos no âmbito da habitação social e a custos controlados”, a implementação do Plano de urbanização da Horta e dos Planos de Pormenor da Feteira e Praia do Almoxarife. Um dos pontos importantes nesta área é ainda a revisão do Plano Director Municipal e a elaboração de um Plano de Ordenamento Viário, Circulação, Estacionamento e Transportes Públicos, este último ao encontro da fragilidade que o Município claramente apresenta nessa área.

Quanto a obras municipais previstas, destaca-se a adaptação de parte da Escola Cônsul Dabney a Centro de Apoio ao Associativismo, para acolher colectividades sem sede própria, o arranque da segunda fase das obras do Parque de Campismo do Varadouro, e o apoio à construção do Polivalente da Praia do Norte.

No abastecimento de água a CMH prevê uma série de obras, com destaque para a utilização da lagoa artificial para consumo, e para a substituição do actual sistema de tratamento.

O Mercado Municipal também está contemplado no plano autárquico para 2009, com obras de beneficiação na pesqueira, bem como o Cemitério do Carmo, onde entre outras coisas a CMH quer instalar equipamento informático com vista à utilização de um software de gestão daquele espaço.

Na área do Ambiente e Serviços Urbanos, o caminho é apostar na recolha selectiva de lixo. Neste campo, a autarquia pretende também lançar a concurso a empreitada da primeira fase do Aterro Sanitário.

A autarquia prevê lançar a concurso a reabilitação da rede viária em 11 freguesias do concelho, e também executar algumas obras de melhoramento no sentido de tornar a cidade mais acessível às pessoas de mobilidade reduzida, com o rebaixamento de passeios e eliminação de obstáculos.


386.500 € em apoios

Os apoios autárquicos ao associativismo recreativo e cultural, às actividades promotoras de desporto e às organizações cívicas, filantrópicas e religiosas representam cerca de 2,2% do bolo orçamental.

Na área do associativismo recreativo e cultural, o principal beneficiado é a Orquestra Ligeira da CMH, que arrecada 8.000€, de um total de 64.000€, divididos por 18 entidades.

No desporto é o Sporting Clube da Horta quem leva a maior fatia, com 50.000€ de apoio camarário, de entre 112.000€ destinados a um total de 20 entidades.

Quanto a organização cívicas, filantrópicas e religiosas, está estipulado um apoio de 150.000€ à Semana do Mar. Do total de 210.000€ previstos em apoios nesta rubrica, a entidade mais beneficiada de entre as 19 contempladas será o Grémio Literário Artista Faialense, com 25.000€.

Na área do desporto a CMH quer arrancar com as obras do polidesportivo coberto dos Cedros, e concluir o de Castelo Branco.

Destaque também para a publicação do segundo volume da obra “História da Ilha do Faial”.

Estão previstas também várias iniciativas na área da Acção Social, Educação e Juventude, sendo que nesta última o destaque vai para a execução de um Cartão Jovem Municipal.


Cooperação Transnacional na Protecção Civil

O Plano para 2009 prevê várias acções na área da Protecção Civil, com destaque para a aprovação e teste do Plano de Emergência Externa do Concelho, e do Porto, bem como dos Planos de Segurança e Evacuação das Escolas. Neste âmbito, a CMH “prevê a aprovação da candidatura ao programa de “Cooperação Transnacional, Madeira-Azores-Canarias, 2007-2013” que versará na elaboração de Planos de Emergência para entidades locais/municípios”. A autarquia faialense é a única dos Açores integrada neste projecto.


Comércio e Turismo sem grandes novidades

Na área do Comércio o plano autárquico para o próximo ano não apresenta grandes novidades. O documento menciona a alocação de uma verba orçamental que “traduz a preocupação do município” quanto aos Direitos do Consumidor, no entanto não apresenta moldes concretos em como se traduzirá essa preocupação.

Na área do Turismo a principal inovação é a introdução das bicicletas urbanas.


Delegação de Competências nas Juntas de Freguesia

A política de descentralização de que esta autarquia tem feito apanágio mantém-se, e reflecte-se na delegação de competências junto das juntas de freguesias. Este ano o destaque neste campo vai para o projecto Concelho Wireless, já referido.

Para 2009 a delegação de competências reflecte-se numa verba de aproximadamente 740.000€. Acrescentando a esta verba outras transferências previstas para as Juntas de Freguesia do Faial, estas irão receber no âmbito deste Orçamento 987.908€, uma quantia inferior à de 2008. Das freguesias faialenses, Flamengos é a que recebe a maior fatia do bolo da Delegação de Competências, enquanto que a freguesia de centro urbano – Matriz – recebe a menor.


De onde vem o dinheiro do Município?

A receita da CMH resulta, na sua maioria, das transferências correntes e de capitais, o que mostra que o grau de dependência da autarquia relativamente a terceiros. Os fundos comunitários têm aqui um papel vital. De seguida, a grande fonte de receitas é, precisamente, o munícipe, já que se prende com os impostos directos e indirectos (estes representam cerca de 13% das receitas municipais). Dos impostos directos, o Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) é o que representa a maior entrada de receita: quase 600.000€. A este respeito, recorda-se que o valor do referido imposto para 2009 foi estipulado pela autarquia em 0,6% para os prédios urbanos, e em 0,25% para os prédios urbanos avaliados.

Do outro lado da balança, os encargos com pessoal e aquisição de bens e serviços, e a aquisição de bens de capital representam a grande parte das despesas da Câmara Municipal.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Cinema
Empire elege 100 maiores personagens de todos os tempos


O que têm em comum a ama Mary Poppins e o serial killer Freddy Krueger? Ou o durão John McClaine e a dramática Scarlett O’Hara? Ou ainda o engraçado Buzz Lightyear e Gandalf? A reposta é que todos fazem parte do ranking das 100 maiores personagens de cinema de todos os tempos, publicado pela revista Empire No topo da lista, curiosamente, está Tyler Durden, interpretado por Brad Pitt em Clube de Combate, um personagem complexo, sombrio e irónico, que Pitt sobe vestir como ninguém.

Entre os 10 primeiros, destaque para o actor Harrison Ford, que “bisa” no topo da lista com as personagens Indiana Jones e Han Solo, e para a personagem Ellen Ripley, interpretada por Sigourney Weaver em Alien, única mulher no Top Ten. Destaque também para o Joker de Batman, com a curiosidade do escolhido ser especificamente o vilão interpretado por Heath Ledger no filme mais recente daquele herói. A Empire preferiu assim a interpretação do jovem actor, que morreu tragicamente vítima de uma overdose de medicamentos, à de Jack Nicholson, que deu vida à primeira aparição de Joker no cinema. Este é mais um indício de que Ledger teve neste seu último papel um desempenho sublime, que faz correr em Holywood o boato de que receberá a título póstumo o Óscar para melhor actor em Fevereiro do próximo ano.

No resto da lista podem encontrar-se nomes variados, desde E.T. ao serial killer JigSaw, passando por Donny Darko, Rocky Balboa, Jessica Rabitt, Forrest Gump, Harry Potter, entre outros.


TOP TEN da selecção da Empire:


1. Tyler Durden (Brad Pitt; Clube de Combate)

2. Darth Vader (David Prowse/James Jones; Guerra das Estrelas)

3. Joker (Heath Ledger; Batman - Cavaleiro das Trevas)

4. Han Solo (Harrison Ford; Guerra das Estrelas)

5. Hannibal Lecter (Anthony Hopkins; Silêncio dos Inocentes)

6. Indiana Jones (Harrison Ford; Os Salteadores da Arca Perdida)

7. The Dude (Jeff Bridges; O Grande Lebowski)

8. Jack Sparrow (Johnny Deep; Piratas das Caraíbas)

9. Ellen Ripley (Sigourney Weaver; Alien)

10. Vito Corleone (Marlon Brando; O Padrinho)

No dia 8 de Dezembro

Dia das Montras anima cidade da Horta

Na próxima segunda-feira, feriado em honra de Nossa Senhora da Conceição, a cidade da Horta anima-se com o já tradicional Dia das Montras, uma iniciativa da Câmara do Comércio e Indústria da Horta, integrada na campanha do Comércio Tradicional.

O objectivo é trazer mais faialenses às ruas da cidade, e dinamizar o comércio local.

De acordo com nota enviada às redacções, a CCIH procurou inovar na Campanha do Comércio Tradicional 2008, apresentando-se “mais dinâmica, com uma imagem mais forte e apelativa, onde sobressai o logótipo do Comércio Tradicional e se destaca a introdução de novos elementos como um autocolante para vitrines e uma bandeirola para colocar no exterior das lojas aderentes”.

Esta Campanha alarga-se a todas as ilhas de abrangência da CCIH - Faial, Pico, Flores e Corvo. Como vem sendo habitual, os faialenses que comprarem nas lojas aderentes a esta campanha recebem uma senha por cada 10 € em compras, que os habilita a Vales de Compra, a serem trocados nessas mesmas lojas.

Na Horta, os prémios são vales no valor de 600€, 500€ e 400€.

Relativamente ao concurso de montras, este terá lugar na cidade da Horta, e também na Vila de Santa Cruz das Flores. Este ano, para além da votação do público para eleger a montra mais popular, haverá também a votação de um júri convidado que elegerá as três primeiras classificadas. O público poderá escolher a montra que mais lhe agrade através de senhas, o que lhe permite ainda habilitar-se ao sorteio de três cabazes de Natal.

Neste dia haverá ainda Animação e Som de Rua, e será montada no pátio junto à loja da PT no edifício dos CTT a Casa do Pai Natal, onde os mais pequenos poderão tirar fotografias com a figura por eles mais desejada nesta quadra.

A CCIH associa-se também ao programa preparado para a Autarquia para animar a cidade nesta quadra, designado Dezembro em Festa, mediante o qual será instalada no recinto desportivo do SCH (rua Eduardo Bulcão) a Tenda da Pequenada, que permite aos pais deixar a pequenada animada e com supervisionamento, enquanto ultimam as suas compras de Natal.

No Dia das Montras a Câmara Municipal promove ainda a partir das 18h30 nas ruas da cidade o desfile do “Mundo Encantado”, onde os mais pequenos poderão ver as suas personagens Disney favoritas.

Neste dia os faialenses são ainda convidados a avivar o seu espírito solidário – que se quer mais acesso no Natal – através da visita ao “Espaço Solidário” da Caritas do Faial, montado na praça da República desde o dia 8 até ao dia 23. Ainda dentro do espírito solidário do Natal, o dia 8 é a última oportunidade para visitar o Bazar de Artesanato da Liga Portuguesa Contra o Cancro, na rua Conselheiro Medeiros.


Vitrinismo

A montra é o cartão de visita de uma loja. Como tal, a sua execução exige criatividade e bom gosto, de modo a criar um ambiente que estimule a venda, além de conferir à loja uma identidade própria, o que lhe permite sobressair de entre as outras.

Visto que a montra é uma forma de comunicação visual, deve transmitir sentimento, alegria, sátira, romance, drama, cultura, humor, emoções, etc.

O objectivo da montra é informar o potencial cliente do tipo de artigo que a loja comercializa. Sendo assim, o comerciante deve utilizar as técnicas de vitrinismo de modo a mostrar a diferença comercial que a sua loja representa.

De acordo com a designer de jóias e produtos Juliana de Queiroz, a montra é responsável por cerca de 74% das vendas de uma loja. Nesse sentido, cada vez mais começam a proliferar cursos técnicos e profissionalizantes nessa área. .Nesses cursos os alunos aprendem noções relacionadas com as características das montras, as datas comemorativas que requerem montras específicas, como é o caso do Natal, técnicas de exposição, importância da iluminação, da cor, etc.


A Montra

Mostrar sempre foi e será uma forma de atrair, criando um vínculo entre vendedor e comprador potencial. A montra, como hoje a conhecemos, nasceu precisamente desta ideia.

No início, o comércio era feito em feiras, sendo uma actividade de trocas. Com o aperfeiçoamento dessa actividade, apareceram as lojas, e os grandes comércios, como os mercados do Império Romano.

Mais tarde, mercadores e comerciantes começaram a afirmar-se como uma classe média emergente, que procurava atrair clientes expondo as mercadorias em prateleiras.

Até final do séc. XVII, as lojas tinham fachadas abertas e é com a Revolução Industrial, ocorrida inicialmente na Inglaterra, em meados do séc. XVIII, que se mudam os conceitos e começam a aparecer lojas semelhantes às actuais. É na Holanda que surgem as primeiras montras. Aparecem também os manequins com uma silhueta com membros.

No séc. XIX o estilo vitoriano dominava a moda, por isso a exposição dos artigos era um desfile de tudo o que existia no interior da loja.

Foi nesse período que o vidro começou a ser utilizado como divisória entre a rua e o público. Os manequins de cera apareceram em 1890, com unhas postiças, cabelo natural e olhos de esmalte. O maior problema na sua utilização era o peso de quase 100kg, com o grave defeito de derreterem no Verão e racharem no Inverno. Surgem então os manequins de arame.

Nessa época, sendo indecente despir e vestir um manequim à vista de todos, tapavam-se as montras com papel, o que até hoje é usado, mas para provocar maior surpresa.

Se até ao início do séc. XX as mercadorias eram empilhadas, a partir de 1920 limparam-se as lojas e montras, melhorando a sua apresentação. Começam a aparecer manequins de papier-maché, mais leves.

A partir de 1930, começou realmente a pesquisa sobre montras e o estudo do detalhe e da estética. Isto deu-se principalmente devido à crise económica e portanto, à concorrência. A década de 40 foi mais inovadora nos Estados Unidos, pois a Europa estava em guerra e não podia ter gastos supérfluos. As portas, porém, estavam abertas e a montra era fundamental. Nessa década, foram muito usadas montras feitas com papel.

Em 1950 apareceram manequins de fibra, plástico e arame, para logo serem substituídos por outros, flexíveis e coloridos, permitindo um visual cada vez mais arrojado. Gene Moore, em 1950, criava o primeiro manequim sorridente.

A evolução do manequim e da montra continua até aos dias de hoje.