sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Autárquicas 2009

PSD inova na sede de campanha

Foi inaugurada na noite de ontem a Sede de Campanha da Candidatura Mais Faial à Câmara Municipal da Horta. Fomos ouvir o líder da candidatura social-democrata, Paulo Oliveira, sobre mais este passo no caminho que tem vindo a percorrer até ao próximo dia 11 de Outubro.
Com uma estratégia de campanha a que os faialenses não estavam habituados, a candidatura Mais Faial tem procurado pautar-se pela inovação, e tal reflecte-se também na sede. Situada no cruzamento da Avenida 25 de Abril com a Travessa da Boa Viagem, a sede salta à vista pelo seu carácter inovador. Para Oliveira, a sede espelha bem os objectivos da sua candidatura: “É uma sede nunca vista, e nós queremos um Faial também nunca visto”, entende. O candidato salientou ainda que o facto da sede ser voltada para o mar reflecte a vontade do PDS de ter um Faial também voltado para o mar, e integrado no Triângulo.
Aproveitando a ocasião para fazer um balanço da pré-campanha, o candidato considera que o PSD está a liderar. Congratulando-se com a sua estratégia de visita às freguesias apresentando os pontos fortes de cada uma delas, Oliveira lembra que, a ser eleito, o objectivo é “projectar esses pontos fortes para o futuro”. “O nosso grande objectivo é mais economia, mais qualidade de vida e mais bem-estar, para os faialenses e para quem nos visita”, entende, lembrando que é importante criar condições para prolongar o tempo de estada dos turistas na ilha.
A candidatura Mais Faial tem sido acusada de prometer em demasia, sem equacionar a viabilidade financeira dessas promessas. Oliveira diz ter consciência disso, e por isso os social-democratas estão a “classificar economicamente os compromissos para calendarizá-los para os quatro anos” do mandato. Segundo o candidato, existem uma série de intervenções que não requerem verbas, e que podem ser começadas logo em 2009. Depois, o “grosso” das propostas laranja requer uma planificação para os quatro anos do mandato, e existem ainda determinadas intervenções que, pela sua envergadura, deverão ser começadas entre 2009 e 2013, mas a sua conclusão será posterior, como é o caso da ciclo-via entre a Feteira e a Alagoa.
Com a nova sede, a candidatura social-democrata prepara-se para uma nova fase nesta caminhada. Segundo Paulo Oliveira, o espaço servirá para promover reuniões temáticas sobre vários assuntos de interesse para a ilha, como a cidade, o porto, o comércio, entre outros.

Centenário da República

Antigos Alunos querem saber em que pé anda a Casa Manuel de Arriaga

Associação enviou carta aberta aos presidentes da Câmara Municipal da Horta e da Assembleia Regional para aferir que diligências estão a ser tomadas por essas entidades, bem como qual a evolução do processo e qual a data prevista para a inauguração da Casa Manuel de Arriaga.

Em 2010 assinala-se em Portugal o primeiro século da implantação da República. A data reveste-se de espec
ial importância para os faialenses, tendo em conta que esta ilha serviu de berço a um dos mais distintos republicanos do país, que viria a ser mesmo o primeiro Presidente eleito da República Portuguesa. Falamos de Manuel de Arriaga, nascido na Horta, a 8 de Julho de 1840, mais concretamente no número 2 da Travessa de São Francisco, na freguesia da Matriz.
A reabilitação da casa onde nasceu Manuel de Arriaga desde cedo se afirmou como um dos passos naturais no caminho para a celebração desta efeméride. Em 2005, na comemoração na Horta do primeiro aniversário da transladação de Manuel de Arriaga para o Panteão Nacional, Carlos César disse já estarem a decorrer negociações com a Diocese de Angra, proprietária do imóvel, no sentido de viabilizar o projecto de instalação da Casa Manuel de Arriaga naquele edifício, projecto esse da Presidência do Governo, através de Direcção Regional da Cultura. Na ocasião, o presidente do Governo Regional apresentou já alguns dos objectivos deste projecto, que se pretende dinâmico e capaz de prestar a devida homenagem a Manuel de Arriaga e à República de uma forma que toque todos os tipos de público. Nessas declarações, Carlos César não especificou a data de inauguração da “Casa Arriaga”, no entanto, no site www.centenariodarepublica.pt, a inauguração da Casa Manuel de Arriaga aparece inserida no programa das comemorações.
Com o centenário da República à porta, a Associação dos Antigos Alunos do Liceu da Horta, face ao não avançar de medidas visíveis na reabilitação do referido imóvel, endereçaram um pedido de esclarecimento à Direcção Regional da Cultura, onde requerem informação sobre “o estado de evolução das diferentes fases em curso e da projecção da data de conclusão da obra”. Este pedido de esclarecimento data de 10 de Agosto, não tendo ainda a Associação obtido qualquer resposta.
Entretanto, os Antigos Alunos endereçaram também uma Carta Aberta aos presidentes da Câmara Municipal da Horta e da Assembleia Regional onde, considerando “inequívoco que não poderá ser perdida a oportunidade do Centenário da República para homenagear o Primeiro Presidente na sua terra natal, com a inauguração da Casa-Memória Manuel de Arriaga”, pedem esclarecimentos sobre as diligências tomadas por aquelas entidades para o avançar do processo, bem como o seu estado de evolução e a data prevista para a sua inauguração.
Neste momento, o processo de loteamento do prédio, ainda propriedade da Diocese de Angra, se encontra em período de discussão pública até 15 de Setembro. Terminado este período, e não existindo reclamações, a operação de loteamento deverá ser aprovada em reunião de Câmara. Depois, a Diocese tem um período máximo de 6 meses para entregar o projecto de especialidade, para que possa ser emitido o alvará de loteamento.

Skate Park


JSD/Faial entende que Parque da Alagoa não é a melhor opção


A juventude social-democrata faialense não concorda com a implementação de um skate-park no Parque da Alagoa. Nas palavras do seu presidente, Hugo Rombeiro, este espaço é “o pulmão da nossa cidade e não deve ser alvo de obras que impliquem mais betão”. O líder da JSD/Faial convocou os jornalistas para uma conferência de imprensa junto à obra, na passada semana, para explicar no terreno as razões que levam a juventude laranja a repudiar esta obra camarária.

Rombeiro frisa que a JSD não está contra esta infra-estrutura, apenas não concorda com a sua localização. “Pensamos que a Escola Secundária Manuel de Arriaga seria a melhor opção”, entende.

O presidente da JSD/Faial lembrou que esta já se tinha manifestado contra a obra no Conselho Municipal da Juventude, e salientou que a construção do skate-park foi iniciada mesmo antes de ir a reunião de Câmara.

Além disso, para a JSD/Faial, a estrutura de betão apresentada “é desactualizada e monótona”, tendo em conta que actualmente este tipo de infra-estruturas é levado a cabo com materiais movíveis, que permitam modificar rampas a dinamizar os circuitos, e não em betão.

A juventude laranja entende ainda que a realização desta obra nesta altura “não passa de um acto eleitoralista”.


FOTO: SUSANA GARCIA

Em Pedro Miguel

Império das Encruzilhadas reconstruído para manter tradição


Desde 1918 que o edifício do Império era talvez o aspecto mais característico do sítio das Encruzilhadas, na freguesia de Pedro Miguel. A ele associada estava uma Irmandade do Espírito Santo, que punha de pé uma festa anual, no penúltimo fim-de-semana de Agosto. Em 1998 o Sismo destruiu por completo o Império, e a festa deixou de realizar-se. No entanto, há 5 anos, um grupo de pessoas decidiu pôr mãos à obra e retomar aquela tradição, de modo a angariar fundos para reconstruir aquele ex-libris da freguesia. Cinco anos depois, o edifício do Império das Encruzilhadas volta a ser uma realidade, tendo sido inaugurado no passado dia 23 de Agosto.


Luís Silva, Isidro Medeiros e Fernando Silva lideram a Comissão constituída para organizar a Festa do Império das Encruzilhadas. Estivemos à conversa com Luís Silva, que lembra que, inicialmente, o reaparecimento desta festa característica da freguesia de Pedro Miguel se deu de uma forma improvisada, no entanto o sucesso do primeiro ano foi o alento para repetir a façanha anualmente: “No primeiro ano já se fez algum dinheiro, criámos entusiasmo e continuámos”, explica.

O dinheiro de que a Comissão dispunha para a obra vinha exclusivamente do lucro da Festa das Encruzilhadas. Dessa verba, resultaram cerca de 10 mil euros para a construção do Império, a que acresceu algum apoio da Junta de Freguesia e vários habitantes, que, de resto, contribuíram também com muita mão-de-obra. A ajuda da freguesia foi, segundo Luís Silva, o que tornou possível esta inauguração: “a freguesia tem ajudado imenso em tudo, com dinheiro, com coisas para a festa… Sem a ajuda das pessoas nunca teria sido possível fazer o Império”.

A principal fonte de lucro da festa é o almoço de Sopas do Espírito Santo. No entanto, o almoço não é vendido. Todos os que o desejarem podem participar, e depois contribuir com o que entenderem para o Império.

Luís Silva mostrou-se agradavelmente surpreendido com a vontade de ajudar que mobilizou Pedro Miguel para esta causa, e orgulha-se de ter sido a freguesia a conseguir pôr de pé o Império: “as pessoas não podem esperar que seja o Governo a fazer tudo nas freguesias, também temos de tomar a iniciativa, e neste caso, todos ajudaram e o Império está de pé”, diz.

Nos seus tempos áureos, para além do Império existia a Sociedade de Socorros Mútuos, União e Beneficência do Espírito Santo, proprietária da então chamada “Casa da Sessão”, local de convívio de então. Como recorda Luís Silva, a Sociedade tinha seus Estatutos, distintos dos do Império, e os sócios pagavam quotas para a sua manutenção. “Na sociedade só os sócios é que entravam, bem como a família, mas apenas a que vivesse na mesma casa que o sócio, por isso eram normalmente os filhos mais novos das famílias a serem sócios, pois eram os que se iam manter mais tempo em casa”, lembra.

A escassez dos recursos financeiros disponíveis não permitiu pôr de pé um edifício como a Casa da Sessão, no entanto Luís Silva garante que os objectivos não se ficam por aqui: “queremos fazer uma casa para dar apoio ao Império. Se a Junta de Freguesia ceder um terreno próximo, no futuro pensamos fazer uma copeira”, explica.

Agora, com o Império de pé, o objectivo é recuperar a tradicional Irmandade. Esta ainda não está completamente oficializada, até porque, com o Sismo, os Estatutos do Império perderam-se, e só recentemente foi possível recuperá-los, na Biblioteca Pública e Arquivo Regional da Horta. Apesar disso, a Irmandade conta já com 30 irmãos.

A preocupação em manter a tradição é, precisamente, o que norteia os impulsionadores do Império, que quiseram preservar a sua arquitectura o melhor possível. “Tínhamos fotografias do Império antigo, onde nos baseámos para construir este, explica”. Saltam à vista os degraus de pedra, precisamente a mesma pedra utilizada em 1918. “A pedra foi guardada, mas mesmo assim faltava já alguma, por isso foi muito trabalhoso montar os degraus”, explica Luís.

“Agora o Império está feito, temos de conservá-lo e respeitá-lo, e fazer a festa”, conclui.

Empresários do Faial discutem ideias à mesa

No passado dia 26 de Agosto um grupo de 65 empresários faialenses reuniu-se no restaurante “Vitor dos Leitões”. O objectivo era discutir algumas problemáticas relacionadas com a vida empresarial faialense, num ambiente mais informal, mas que possibilitasse troca de ideias e pontos de vista.

Segundo Ângelo Duarte, empresário e presidente da direcção da Câmara do Comércio e Indústria da Horta, “ a sugestão partiu do engenheiro Luís Goulart”, tendo sido depois criada uma Comissão para promover estes encontros. Os impulsionadores da ideia pretendem criar assim um espaço menos institucional que a Câmara do Comércio onde os empresários possam trocar conhecimentos e debater ideias, “face às necessidades das empresas e ao desenvolvimento que se pretende para a ilha do Faial”.

Quem também marcou presença neste encontro de empresários foi o presidente da Câmara Municipal da Horta. João Castro falou das perspectivas de futuro que o Faial pode oferecer à actividade empresarial, bem como da importância de que esta se reveste para o desenvolvimento da ilha. O investimento público e o seu retorno junto das empresas locais foi outro dos temas abordados pelo autarca, bem como a importância do actual quadro comunitário de apoio. João Castro debateu ainda outras ideias com os empresários, como o mercado interno, o consumo de produtos locais, a diversificação agrícola, o turismo e a aposta na tecnologia.

No debate de ideias entre os empresários surgiram várias questões, algumas recorrentemente presentes na discussão pública, como é o caso da importância do aeroporto da Horta no turismo e na exportação de produtos, que dita a necessidade cada vez mais premente da ampliação da sua pista. Os empresários reflectiram sobre as mais-valias trazidas pelo Rally Ilha Azul, principalmente para a restauração, hotelaria e comércio locais, no entanto deixaram o alerta da necessidade de uma melhor planificação destes eventos, para evitar sobreposições como a que aconteceu este ano com o Rally e com a Feira Agrícola.

Em relação à produção local, ficou a ideia de que há que valorizar os produtos locais, tanto agrícolas como os resultantes da pesca, através do incentivo à diversificação gastronómica.

Os empresários lançaram ainda à edilidade alguns desafios, como o apoio a mais uma prova de rally no Faial, com características de iniciação.

Segundo Ângelo Duarte, neste encontro ficou também a ideia, por parte dos empresários, que a Câmara Municipal da Horta devia ter um serviço de orientação mais eficaz, quando se trata do apoio à actividade empresarial. “Muitas vezes querem-se colher informações sobre determinado investimento, ou organizar eventos, e em vez de nos orientarem de uma forma encaminhadora para chegar ao objectivo final, normalmente a atitude é sempre mais de obstrução”, explicou Ângelo, dando como exemplo as questões burocráticas. Empresários e autarca debateram algumas ideias no sentido de melhorar esta situação, sempre seguindo uma lógica de sinergia entre a iniciativa privada e o apoio camarário.

A receptividade dos empresários faialenses a esta ideia superou as expectativas dos organizadores, e está já agendado um segundo encontro, para a primeira quinzena de Janeiro do próximo ano, onde os empresários querem a presença de um membro do Governo dos Açores, de modo a transmitir também aos governantes da Região algumas das suas preocupações e necessidades.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Série Açores

Flamengos vai à Terceira na primeira jornada

A Série Açores arranca já este domingo, e o Futebol Clube dos Flamengos, acabadinho de subir à terceira divisão, não tem uma tarefa fácil pela frente na primeira jornada da competição. Os pupilos do treinador Manuel Monteiro vão à Terceira defrontar o Angrense, segundo classificado da Série Açores na época passada.

Nos outros jogos da jornada, o Capelense recebe o Santiago, e o União Micaelense vai à Terceira defrontar o Barreiro. O Rabo de Peixe recebe o Madalena e o Lusitânia joga no Pico, com o Boavista de São Mateus.