quinta-feira, 12 de março de 2009

Feira Espaço Mulher com balanço positivo
FOTOS: CARLOS PINHEIRO

8 No passado fim-de-semana o Ginásio da Escola Básica Integrada da Horta acolheu a Feira Espaço Mulher, iniciativa levada a cabo pela Divisão de Acção Social da Horta, e que se integrou nas comemorações do Dia da Mulher levadas a cabo em várias ilhas dos Açores pela Direcção Regional da Igualdade de Oportunidades.
Foram 12 os empresários locais ligados à moda e à estética que aceitaram o desafio, e ao longo dos dois dias deram a conhecer ao público faialense os seus produtos e serviços. Além disso foram promovidos quatro eventos: uma inovadora e original demonstração em palco pelo cabeleireiro Luís Rocha, e desfiles de moda pelas lojas Four Winds, Zimodas e Kósmos.
Cláudia Rocha, responsável pela organização, adiantou à nossa reportagem que o objectivo era realizar “uma feira voltada para a mulher, no sentido de promover a sua auto-estima, através do embelezamento”. “Preocupei-me em fazer com que fosse algo interactivo e houvesse movimento nos stands”, explica.
Lembrar a razão de ser do Dia da Mulher, e algumas faialenses que se destacaram foi também uma das preocupações de Cláudia, que preparou apresentações mostradas durante a Feira. Cláudia lembra a importância desta vertente, até para lembrar a forma como o Faial foi algo “precoce” na constatação do papel social da mulher: “no século passado existiu um jornal na Horta chamado O Feminino, editado por uma mulher; há 100 anos já existia uma equipa de basquetebol feminina no Fayal Sport...”, exemplifica.
No final, a organizadora confessou não esperar tanta afluência de público, principalmente durante os eventos. Ao fazer um balanço bastante positivo da Feira, Cláudia não esquece todos os parceiros que a tornaram possível, destacando alguns em especial: “quero agradecer a toda as pessoas anónimas que me ajudaram, sem nada em troca, bem como à Câmara do Comércio e Indústria da Horta, que foi incansável, e à Escola Básica Integrada, que cedeu as instalações”.
Na abertura do evento, a secretária regional da tutela, Ana Paula Marques, congratulou-se com as comemorações do Dia Internacional da Mulher na região, e aproveitou a efémeride para lembrar que a urgente necessidade de “ultrapassar estereótipos e estigmas de género”. A secretária entende que há que criar medidas para promover “novas oportunidades para a afirmação da mulher” e, apesar do caminho já percorrido nesse sentido, há que continuar a trabalhar na “procura de novos equilíbrios e oportunidades”, designadamente no acesso aos cargos de responsabilidade, na vida pública e ao nível profissional e económico.
Segundo Ana Paula Marques, na Região “é cada vez mais activo e afirmativo” o contributo das mulheres para o desenvolvimento económico e social das ilhas, sendo que, na última década, “duplicou o número de mulheres com actividade profissional”.A governante sublinhou ainda o papel do Executivo “na implementação de políticas e mecanismos de promoção da condição feminina”, ao encorajar “a paridade e a parceria entre homens e mulheres, tanto na esfera profissional como familiar, e a partilha de tarefas e dos papéis na esfera da vida privada e pública”.

Caminho traçado para uma repetição
Com o sucesso da feira, os empresários foram unânimes no desejo de uma repetição. Cláudia Rocha considera que “a ideia está lançada”, pronta para ser agarrada pelas entidades competentes. “A CCIH será a entidade mais certa para agarrar esta ideia e repeti-la”, opina.
Márcia Oliveira, da boutique Kósmos, mostrou-se satisfeita com os objectivos do evento: “a ideia era fazer algo mais dinâmico, de aconselhamento. Foi isso que fizemos no stand; estivemos a aconselhar a cada mulher o traje mais adequado à sua personalidade, ao seu corpo…”, explica. Esta ideia foi também o que moldou as características do desfile da Boutique Kósmos.
Rui Goulart, proprietário da sapataria Esquina, entende que “para o nosso meio uma realização deste género teve todo o sentido. Acho que a população do Faial adere a este tipo de coisas”. O empresário reconhece que a Feira fou benéfica para as empresas do ramos, que puderam expor os seus produtos e serviços, e é apologista da sua repetição.
Também a esteticista Tânia Escobar ficou satisfeita com a fila de pessoas junto ao seu stand, para experimentar massagens de rosto.
Instada a pronunciar-se sobre o cuidado que as mulheres faialenses investem em si próprias, Tânia considera que podia ser bem maior: “as mulheres faialenses podiam cuidar muito melhor de si, principalmente procurarando aconselhamento cosmético”, diz.
Hélia Decq Mota, responsável pela maquilhagem e cabelos das modelos do desfile da Zimodas, também se mostrou feliz por participar no evento: “foi muito interessante, porque pudémos dar conselhos à mulher sobre a moda e toda a sua imagem, e elas merecem”. Falando da csua longa experiência, Hélia considera que “a mulher faialense tem de gostar mais de si”. Na hora de escolher o penteado, revela que as faialenses “são muito conservadoras, embora já haja algumas que gostam de mudar o seu visual”.
Responsável pela primeira passagem de modelos de que há memória no Faial, Elzira Veríssimo, proprietária da Zimodas, é uma referência da moda no nosso meio. Quanto a este evento, considera que “todos deram o seu melhor, e deve ser repetido. Já andei por muitos sítios, já vi muita coisa, e gosto que a minha terra tenha eventos deste género, que nos dão vida”. Quanto ao desfile de Moda Jovem que promoveu, que arrancou sonoros aplausos da vasta plateia, confessou ter dado “imenso gozo”, e deixa a promessa: “volto a fazer muitos mais, desde que tenha o Guido para me ajudar, e que Deus me dê saúde para isso. É destes eventos que o Faial precisa; muitos e muitos mais”.

Situações de Violência Doméstica têm hoje mais visibilidade
Quem o diz é Cláudia Rocha, instada pela nossa reportagem a aproveitar o Dia Internacional da Mulher para falar do cenário social faialense a esse respeito.
“Exclusão e maus tratos sempre existiram, mas agora há mais visibilidade, até porque temos uma rede de apoio a situações problemáticas que antes não existia. A mulher sente-se mais apoiada para ter a iniciativa de procurar ajuda. Temos o centro de atendimento da UMAR que dá apoio jurídico e psicológico, a Casa Abrigo, que é um sítio para onde a mulher pode ir… Temos tentado utilizar os programas do governo para ajudá-las a arranjar emprego. Além disso temos o serviço de amas, que vem colmatar a necessidade que tínhamos, e agora o que será mais preponderante será o problema da habitação. Uma mulher que tem filhos a seu cargo, que recebe o ordenado mínimo, não consegue suportar uma renda de 200, 300 euros. Mas estamos a trabalhar nessa situação, e penso que temos feito um bom trabalho”, explica.
“É bom que se tenham criado respostas para esta problemática, que é transversal a toda a sociedade. A minha maior prática é com pessoas mais desfavorecidas, mas estou convencida que isto também afecta pessoas com mais meios, mas que tem mais dificuldade em denunciar, e procurar ajuda”, conclui.

quinta-feira, 5 de março de 2009

Desfile "Para Além das Estrelas"

Escola de Pedro Miguel ganha Baú de Histórias

8 A Escola Básica e Jardim-de-Infância de Pedro Miguel foi o estabelecimento do 1.º ciclo da rede pública escolar da Horta a quem a autarquia decidiu atribuir o conteúdo didáctico do projecto Baú de Histórias. Esta foi uma forma de premiar a participação daquela escola no desfile de Carnaval “Para além das estrelas”.
Segundo a autarquia, "entre os factores que tenderam a esta decisão estiveram a originalidade, a originalidade das fantasias de acordo com o tema proposto; a qualidade da elaboração e construção das fantasias; a coerência do conjunto; o dinamismo, alegria e animação do grupo".
Aqui ficam algumas imagens da Escola vencedora durante o desfile.



Após primeiro ano de funcionamento

Centro de Empresas da Horta com ocupação quase total

No próximo dia 11 de Março passa um ano da inauguração do Centro de Empresas da Horta.
O projecto da Adeliaçor, em parceria com a Câmara Municipal da Horta, visa disponibilizar espaços a jovens empresas do Faial, de modo a ajudá-las a desenvolverem-se e consolidarem-se, permitindo a sua posterior integração no mercado com autonomia, e influenciando a criação de novos postos de trabalho.
Um ano depois, fomos saber como está a funcionar este Centro.

8 Situado na zona do Pasteleiro, freguesia das Angústias, o Centro de Empresas da Horta partilha o espaço com o gabinete de desenvolvimento local da Adeliaçor, e com a Melaria do Faial. Funciona como uma incubadora para jovens empresas, que encontram ali um “ninho”onde se podem preparar para mais altos “vôos” no mercado, numa altura em que a conjuntura é madrasta para os jovens empresários.
Oito gabinetes equipados com material de escritório, e um Gabinete de Logística, onde as empresas podem recorrer a serviços de fotocopiadora, encadernação, entre outras coisas, e ainda o acesso à sala de formações do espaço da Adeliaçor, compõem este Centro de Empresas. Durante o primeiro ano de ocupação, as empresas seleccionadas usufruem do espaço a título gratuito, e ficam isentas de pagar água ou electricidade. Um auxílio precioso, e apetecido pelas jovens empresas: dos oito gabinetes disponíveis, sete estão ocupados.
Tendo em conta esta ocupação, Arlene Goulart, coordenadora da Adeliaçor, faz um balanço bastante positivo do primeiro ano de funcionamento.
Segundo a coordenadora, no Centro de Empresas da Horta fixaram-se empresas que actuam em áreas “nas quais havia lacuna no Faial”: duas empresas de base tecnológica na área da biologia marinha, uma empresa de design gráfico, um estúdio de fotografia, uma empresa que faz instalações eléctricas e comunicações, uma empresa de gestão de arquivo, e uma empresa de organização de eventos.
Qualquer empresa recém-formada pode candidatar-se a estes espaços. Para tal, deve dirigir-se à Adeliaçor, onde são encetados os procedimentos necessários: “há um formulário de inscrição que deve ser preenchido, acompanhado de uma série de elementos por nós pedidos, consoante o tipo de empresa. Esse pedido é depois apreciado por um júri, constituído por dois elementos da Adeliaçor, dois elementos da Câmara Municipal da Horta e um da Câmara do Comércio e Indústria da Horta. A decisão final compete à direcção da Adeliaçor”, explica Arlene.
A existência de um primeiro ano a título totalmente gratuito só foi possível, de acordo com a coordenadora, graças ao protocolo estabelecido com o Munícipio, o qual suporta os encargos decorrentes da manutenção do Centro de Empresas.
É celebrado um contrato com as empresas, onde estas se comprometem a permanecer no Centro durante pelo menos dois anos. O objectivo é evitar que apenas usufruam do primeiro ano gratuito, e depois deixem o Centro. No segundo ano, existe já uma renda, calculada consoante a área do gabinete, que, apesar de ser simbólica, já permite à Adeliaçor algum retorno deste investimento, até porque, conforme salienta Arlene, “este é um projecto integrado numa acção que prevê fins lucrativos”.
A renda que os jovens empresários começam a pagar no segundo ano é regulamentada por escalões, que vão aumentando ao longo dos anos. Não está estipulado um período limite para a permanência das empresas no Centro, mas o objectivo é criar condições para que possam gradualmente tornar-se autónomas. Como refere Arlene, é uma forma “de ajudá-las a ter pés para andar e a conseguir alguma autonomia financeira que depois possibilita seguirem o seu caminho”.
Nesta fase, grande parte das empresas que ocupam o Centro e que são muito jovens não funcionam durante o dia, pois os empresários têm outras ocupações, factor que Arlene considera ser o ponto menos positivo do actual cenário: “durante o dia a dinâmica não é a que nós esperávamos”, revela.
De momento, é na área dos serviços que actuam as empresas do Centro. Nas candidaturas iniciais foi dada prioridade às empresas recém-criadas nesta área, bem como a jovens recém-licenciados ou com aptidões técnicas ou formação especializada. No entanto, qualquer jovem empresa pode candidatar-se a este apoio.
O Centro de Empresas apresenta-se também como uma forma de ajudar a contrariar o cenário negro que assombra qualquer actividade económica nos dias de hoje, e que provoca apreensão a quem quer que decida enfrentar o risco de lançar-se num novo projecto empresarial. Falando deste cenário de crise, perguntámos a Arlene se é equacionada pela Adeliaçor a hipótese de uma empresa já com alguns anos, mas que se encontra a passar por dificuldades e não consegue, por exemplo, suportar a renda de um espaço que detenha, poder frequentar o Centro. Segundo a coordenadora, apesar do Centro de destinar a apoiar essencialmente a constituição de novas empresas, “cada caso é um caso”, e uma empresa nessa situação poderia candidatar-se a um espaço, ficando essa candidatura sujeita à apreciação do júri.

Continuar a apoiar os jovens empresários é o objectivo
O facto de sete dos oito espaços disponíveis estarem ocupados deixa a Adeliaçor bastante satisfeita. Não é, no entanto, algo inesperado. Arlene Goulart confessa mesmo que, tendo em conta o que o Centro de Empresas oferece, esperava uma procura superior à oferta. A coordenadora explica que há necessidade de um trabalho de divulgação mais intenso, que a Adeliaçor quer levar a cabo nos próximos tempos: “estamos a preparar um site para o Centro, e vamos fazer algum trabalho de divulgação, para que as empresas saibam que existe aqui esta estrutura e que, apesar de actualmente só termos um espaço disponível, há outras funcionalidades de apoio às empresas que poderemos vir a desenvolver”, diz. O objectivo da Adeliaçor é, precisamente, aumentar o apoio às jovens empresas instaladas no Centro. “Neste momento, cada empresa tem de encarregar-se da sua própria instalação de Internet e telefone. A Adeliaçor gostaria, por exemplo, que fosse possível termos rede wireless, e as empresas não precisarem de ter mais esse custo. Não temos serviço de recepção, e gostaríamos de ter”, revela. Estas ideias não são recentes, já tinham mesmo surgido aquando da delineação do projecto. No entanto, uma vez que este atingiu o máximo de investimento possível a ser elegível pelo LEADER +, programa de inciativa comunitária que financiou o Centro de Empresas, “não havia possibilidade financeira da Adeliaçor suportar mais esses custos”. “Não significa que não o possamos vir a fazer”, salienta Arlene.
O projecto do Centro de Empresas representou um investimento de cerca de 200 mil euros, financiados em 50% pelo LEADER +. A Adeliaçor contou com um apoio do Município no valor de 50 mil euros. A autarquia fez ainda vários tipos de contribuição em espécie, como sejam a disponibilização de materiais, os arranjos exteriores do espaço, etc. Também as Secretarias Regionais da Habitação e Equipamentos e da Agricultura e Florestas contribuiram desta forma para a execução do projecto.
Congresso de Turismo Cultural no final de Março

Adeliaçor quer dar a conhecer potencialidades do Triângulo na área do Turismo Cultural

8 O Teatro Faialense acolhe nos próximos dias 25, 26 e 27 de Março o primeiro Congresso de Turismo Cultural realizado na ilha do Faial. Segundo a entidade promotora, a Adeliaçor, a ideia é explorar “a importância da cultura local no desenvolvimento da actividade turística” na Região.
O evento, financiado pelo programa Prorural, foi dado a conhecer em conferência de imprensa na passada segunda-feira, na sede da Adeliaçor. Na ocasião, o presidente daquela Associação, Orlando Rosa, salientou que o objectivo deste Congresso é “proporcionar um espaço de reflexão, debate e troca de estratégias” sobre este tipo específico de actividade turística. Turismo de qualidade, “assente na herança cultural e patrimonial”, é o caminho a seguir para consolidar uma estratégia que beneficie não só a actividade turística na região, mas também o desenvolvimento local, actividade no génesis da Adeliaçor.
Relativamente ao Congresso, destaque para os temas-chave em discussão, Turismo Cultural e Património e Itinerários Turísticos Temáticos – Animação e Promoção, e ainda para o lançamento de edições da Adeliaçor, das quais se destacam os Guias dos Itinerários, o Guia Turístico da Zona de Intervenção da Adeliaçor e o Guia Geológico do Faial, “Na Rota dos Vulcões”, onde será orador Rui Coutinho, do Centro de Vulcanologia e Avaliação de Riscos Geológicos da Universidade dos Açores. Este é o “documento-base” para um dos itinerários turísticos temáticos desenvolvidos pela Adeliaçor. Relativamente a este projecto, a coordenadora da Associação, Arlene Goulart, frisou a sua evolução, referindo que, entre outras coisas, a sinalização rodoviária já está colocada. O Congresso irá permitir conhecer casos de sucesso neste tipo de actividade turística, nomeadamente as Rotas do Linho e do Ouro e do Azeite de Trás-os-Montes e a Faina Baleeira em New Bedford.
Orlando Rosa ressalva que “esta ideia das Rotas já vem sendo debatida, e está a avançar. Agora há que criar condições para animar os percursos, colaborando com instituições, colectividades, etc”.
Património Cultural e Edificado, Gastronomia, Promoção do Produto Turístico e Animação turística são alguns dos temas que serão trazidos á discussão durante os três dias do Congresso.
Das actividades realizadas no âmbito deste congresso, destaque ainda para a realização de uma viagem de familiarização (Fam Trip) para dar a conhecer a Rota dos Vulcões, no Faial, a Rota da Faina Baleeira, no Pico, e a Rota do Queijo das Ilhas, em São Jorge. As actividades do Congresso estendem-se assim também às ilhas do Pico e São Jorge, onde serão realizadas exposições, e serão também lançados os Roteiros do Vinho e de Faina Baleeira, e do Queijo da Ilha de São Jorge.
Autárquicas 2009

Decq Mota quer ser o próximo presidente da Câmara da Horta


8 Sem surpresas, José Decq Mota foi apresentado pela CDU Faial como candidato à Câmara da Horta nas próximas eleições autárquicas. O anúncio foi feito na passada quarta-feira, em conferência de imprensa, pelo presidente dos comunistas faialenses, Luís Bruno. O segundo lugar da lista também já está decidido, e será ocupado por Maria do Céu Brito. Os actuais vereadores comunistas na Câmara Municipal da Horta serão assim os líderes da lista que terá como luta alcançar um dos objectivos mais ambiciosos a que a CDU já se propôs: ser a força política mais votada.
Motivado pelo crescendo de resultados a que o partido tem assistido, Decq Mota é peremptório a afirmar como claro objectivo da CDU eleger o presidente da Câmara Municipal da Horta. Objectivo ambicioso, que o vereador sustenta pelas metas políticas alcançadas pela CDU no Faial ao longo dos anos, das quais destaca o “desaparecimento de maiorias absolutas nos Órgãos Municipais” e o que considera ser uma “nova arrumação” do eleitorado faialense.
Satisfeito com os resultados da “maioria plural” que governa a autarquia faialense, resultado de um acordo pós-eleitoral entre comunistas e socialistas, o político deu a entender no seu discurso que não descarta a possibilidade desse acordo voltar a existir no próximo mandato. No entanto ressalva que o objectivo é a presidência da Câmara, até porque considera que a experiência dos últimos quatro anos enquanto vereador lhe conferem mais preparação para desempenhar esse cargo do que a que detinha nas últimas eleições. Além disso, a presidência é, para o comunista, o patamar imediatamente acima àquele em que a CDU se encontra na autarquia faialense.
Em relação ao trabalho dos vereadores da CDU, partido muitas vezes acusado de abdicar da sua tradicional postura combativa para adoptar uma posição de conluio com as políticas socialistas no Faial, Decq Mota refuta as críticas de que tem sido alvo: “não estivémos a cumprir programa de ninguém”, frisa, destacando o trabalho próprio feito pelos comunistas na Câmara da Horta. A este respeito, aponta como exemplo a obra do saneamento básico, que garantiu ser adjudicada daqui a menos de um mês, e que considera só ter avançado devido à influência da CDU na Câmara.
Para os comunistas, os últimos quatro anos provam que “para haver estabilidade política concelhia não é preciso haver domínio político mono partidário”.
Esta é a quarta candidatura de Decq Mota à presidência da Câmara Municipal da Horta.
A conferência de imprensa ficou também marcada pelas já habituais críticas da CDU Faial aos órgãos de comunicação social locais, que os comunistas acusam de “ocultação” da actividade daquela força política na ilha.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009


Dia dos Namorados

Rosas africanas dão calor ao São Valentim faialense

O dia 14 de Fevereiro é, porventura, o mais romântico do ano. O Dia dos Namorados, ou de São Valentim, é, dos 365 dias do ano, aquele que é especialmente dedicado à celebração do Amor, um dos mais nobres sentimentos. E uma das melhores formas de evocar o Amor neste dia é oferecendo flores – com destaque para as rosas – à pessoa amada.

Assim sendo, quem não tem mãos a medir por esta altura são os floristas. Tribuna das Ilhas esteve à conversa com Rosário Rodrigues, proprietária da Rosário Flores, que confirmou à nossa reportagem a importância deste dia: “costumo dizer que o Dia dos Namorados é o meu Natal”, revela.

Por mais nobre que seja o sentimento que compele a oferecer um belo ramo de rosas à pessoa amada neste dia, a tão famigerada crise não pode ser esquecida. “Este ano estamos com reticências, porque com a crise e tudo o que está a acontecer as pessoas vêm a gastar cada vez menos dinheiro. É normal”, diz Rosário, acrescentando no entanto que, nestes dias, o Amor fala mais alto, principalmente ao ouvido “deles”. É que, segundo a florista, no Dia dos Namorados não há “forretice” que resista, e namorados e maridos não olham a preços, e só querem levar algo bonito para casa.

Apesar dos homens serem os grandes clientes deste dia no que toca a flores, Rosário revela que “as mulheres também já vão tendo o costume de comprar”. “Compram muito menos que os homens”, diz, acrescentando que, no entanto, já se nota alguma evolução, tanto da parte delas, como deles, que recebem flores com cada vez mais à vontade. “Já trabalho há mais de 15 anos neste ramo, e lembro-me que inicialmente as mulheres raramente compravam, e quando compravam optavam por um cravo, porque era uma flor “masculina”, mas agora não”, revela.

É do conhecimento geral que a rainha das flores é a rosa. Neste dia, o seu reinado é ainda mais proeminente, e é a flor de eleição da grande maioria das mulheres, fazendo com que todas as outras sejam preteridas, e fiquem nos vasos das floristas, à espera da oportunidade de alegrar o Dia dos Namorados a uma ou outra mulher com gostos mais peculiares.

Rosário confirma esta tendência, salientando que há “algumas esposas ou namoradas que têm flores de eleição, como tulipas ou orquídeas, e eles sabem. Há também aquelas que não gostam de rosas vermelhas”, diz a florista, que confessa fazer parte deste último grupo, preferindo as rosas cor de fogo.

Quanto à composição do bouquet, Rosário salienta que muitas das mulheres preferem algo diferente do que tradicionalmente se faz no Dia dos Namorados. “Mas colocamos sempre um coração, um laço especial… Enfim, qualquer coisa que faça referência ao amor, cujo coração é o símbolo maior”, diz.

A grande maioria da clientela que a Rosário Flores recebe neste dia é, como já referimos, do sexo masculino e, como tal, reveste-se de características especiais. Instada a traçar o perfil destes clientes, Rosário não hesita: “em geral, chegam aqui sem saber o que querem. Não gostam de esperar. Gostam de chegar, ver os bouquets já feitos, já com preços marcados, escolher, pagar e ir embora”, diz.

Em parte devido a este lado menos paciente de maridos e namorados, Rosário sentiu necessidade de mudar os hábitos de trabalho neste dia: “tento começar a trabalhar antecipadamente para ter bouquets já feitos”, revela. “Não era hábito fazer-se isto no Faial quando comecei a trabalhar, mas notei essa necessidade”.

A originalidade e a inovação são qualidades que Rosário não esquece neste dia: “todos os anos temos um produto surpresa”, diz. “Este ano, vamos ter a Caixa do Amor e o Bouquet para Divórcio”, revela. Instada a pronunciar-se sobre como surgiu esta última ideia, no mínimo muito original, Rosário explica que “quando a vida não foi muito boa a dois, a separação ocorreu, e os dois vêem o que de bom daí adveio, e se sentem bem, é isso que este bouquet significa. É uma ideia de uma colega do continente mas que achei interessante”.

Apesar das flores serem o presente mais emblemático deste dia, existem outros artigos que têm cada vez mais procura: “toda a gente gosta de oferecer peluches”, revela, acrescentando que “agora começamos a ter coisas mais utilitárias; que servem no dia-a-dia: canecas, porta-chaves, copos de champanhe…”.

No frio e chuvoso mês de Fevereiro, as rosas, apesar de serem as mais desejadas em todo o mundo para lembrar o Dia dos Namorados, fazem-se rogadas, valendo-se talvez dos caprichos próprios da realeza, e não crescem em qualquer lugar: apenas dão um ar da sua graça nos países onde está calor, como o Brasil ou o Equador, ou então são produzidas em estufas, com custos elevados, o que acontece essencialmente na Holanda, Meca da floricultura mundial.

Para garantir que as mulheres faialenses sejam agraciadas com uma rosa no Dia de São Valentim, Rosário tem de planear uma estratégia antecipadamente: “A encomenda das rosas faz-se com mês e meio de antecedência”, revela. As rosas da Rosário Flores são importadas do Quénia, e fazem uma grande viagem até chegarem ao destino final: “O importador compra-as na safra, ainda no terreno. São adquiridas à vara e por cabeça. Quanto mais alta é a vara e maior é a cabeça mais cara é a rosa. Depois um avião traz as flores para a Europa, onde são distribuídas, em camiões de frio”, explica Rosário. É nesta altura que começam os percalços: “se caírem nevões, ou houver uma greve de camionistas, as rosas ficam retidas, e começam as complicações”, diz a florista. Ao chegar a Lisboa, as rosas ficam num armazenista, que faz a distribuição para todo o país. Neste ponto do percurso, a viagem já vai longa, mas está longe de acabar: “Para chegar às ilhas, há outro problema: se não passa avião”, revela Rosário. O principal custo da insularidade assume, nestes casos, contornos traiçoeiros, e basta um período mais longo de condições climatéricas adversas para arruinar o negócio dos floristas açorianos neste dia. “Temos de escolher bem os voos para que as flores possam chegar aqui mais rápido e em melhores condições”, diz Rosário, salientando o facto de, no Faial, “termos poucos voos por semana”. A questão das acessibilidades torna-se ainda mais importante se tivermos em conta que as flores – principalmente as rosas - são um produto facilmente perecível. As rosas africanas que vêm emprestar calor ao São Valentim no Faial enfrentam uma viagem de cerca de duas semanas, estimando-se que durem em média outra semana após serem vendidas. A florista lembra com apreensão algumas experiências anteriores, em que as flores chegaram ao Faial mesmo em cima do dia 14 de Fevereiro, o que lhe causou trabalhos redobrados. Casa roubada, trancas na porta, como diz o ditado, e Rosário faz questão de se precaver, e planear a viagem das suas rosas ao mais ínfimo pormenor, para que no Dia dos Namorados também as mulheres faialenses possam apreciar a sensação especial que é receber uma flor.

Rosas como símbolo de Amor… e de Solidariedade

As rosas quenianas que vêm dar cor ao Dia dos Namorados no Faial têm, para além da sua óbvia carga simbólica associada ao amor, um valor de solidariedade.

A Red Lands Roses, parceira comercial da Tutiflor, empresa que fornece a Rosário Flores, leva a cabo uma campanha segundo a qual, por cada 20 rosas vendidas, auxilia meninas das tribos do Quénia, para que os seus estudos até aos 12 anos sejam garantidos. Nestas comunidades quenianas, como é o caso das tribos Teso e Massai, é comum as raparigas abandonarem precocemente a escola para casar, de modo a que as suas famílias recebam o dote associado ao casamento.

Assim, estas rosas, para além de cumprirem a sua função habitual, estão também a suportar uma causa: a educação destas crianças quenianas, o que, para Rosário, significa uma alegria extra em cada flor vendida.

A primeira iniciativa de apoio a esta causa decorreu no passado Dia da Mãe. A Red Land Roses adquiriu cerca de 1200 pulseiras de misangas, feitas precisamente pelas mães destas crianças quenianas, que acompanharam os molhos de 20 rosas vendidos. A receita da venda das missangas permitiu que 12 meninas frequentassem a escola secundária durante um ano.

O que oferecemos quando oferecemos rosas?

Considerada a rainha das flores, pensa-se que a rosa tenha sido cultivada pela primeira vez nos jardins asiáticos, há mais de cinco mil anos. Estima-se que existam cerca de 150 espécies diferentes de rosas.

As rosas têm o condão de serem particularmente inspirativas. Que o digam escritores, poetas, compositores e até cineastas que já encontraram nesta flor alguma fonte de inspiração. Na literatura, Shakespeare refere-se à rainha das flores em Romeu e Julieta, quando diz que uma rosa, ainda que tivesse outro nome, teria sempre o mesmo doce aroma. Na música, temos como exemplo o êxito intemporal dos Bon Jovi, Bed of Roses. E no cinema, as referências às rosas são inúmeras. Quem não se lembra da rosa mágica do clássico da Disney A Bela e o Monstro?

Esta flor tem inerente uma carga de mistério. Na Roma antiga, uma rosa brava na porta de um quarto significava que ali se discutiam assuntos confidenciais.

A rosa tem feito as delícias dos apreciadores de flores, sem nunca passar de moda. E oferecer uma rosa, é mais do que o simples acto de oferecer, pois as rosas têm um significado diferente consoante a sua cor: as rosas vermelhas, por exemplo, são símbolo de desejo e paixão. Já as cor-de-rosa significam carinho, doçura ou gratidão. As rosas amarelas são sinal de amizade, e as brancas de paz. As rosas champanhe revelam admiração e respeito. Em conclusão, as várias cores das rosas representam o Amor, nas várias nuances que este complexo sentimento pode apresentar.

No entanto, quem quiser enveredar por um caminho mais original, e arriscar outra flor, saiba que, por exemplo, as orquídeas transmitem a ideia de perfeição e de beleza feminina. O cravo representa o amor puro e a liberdade e a gerbera, a simplicidade e a inocência.

Significados ocultos à parte, o que interessa mesmo no Dia dos Namorados é oferecer uma flor à pessoa que se ama.

Plano de Actividades da Câmara do Comércio e Indústria da Horta para 2009

Obras na Sede têm carácter “urgente”

A remodelação da Sede da CCIH, que se encontra neste momento em elevado grau de degradação, é uma das prioridades que salta à vista do Plano de Actividades daquela instituição para este ano, apresentado aos sócios no passado mês de Janeiro.

O Plano de Actividades da CCIH para 2009 é o último apresentado pelo actual executivo, já que a direcção, presidida por Fernando Guerra, se encontra no último ano de mandato. Por essa razão, os responsáveis tiveram a preocupação de “apresentar um Plano de Actividades moderado de forma a não condicionar os objectivos e as orientações dos novos Órgãos Directivos”, que serão eleitos no final do primeiro trimestre deste ano.

De acordo com a CCIH, este factor não inviabiliza que o Plano assegure “o regular funcionamento das estruturas funcionais” da instituição.

A “dinamização do tecido empresarial” da área de abrangência da CCIH também não foi descurada no documento, que prevê a realização e participação em Feiras, Congressos, Seminários e outros Eventos, contemplando também a vertente da Formação Profissional de Activos.

Em relação ao edifício da Sede, o seu estado de degradação exige da CCIH uma “intervenção urgente”. Nesse sentido, a actual direcção já iniciou o seu processo de reabilitação, que passou por negociar a posse do rés-do-chão do edifício, bem como pela adjudicação do projecto ao arquitecto Pedro Porteiro. Está a ser também preparado o processo de candidatura para obtenção de financiamento da administração regional para a obra.

Para 2009 a CCIH considera ainda de grande importância continuar a cooperar com entidades governamentais, autárquicas, associativas, públicas e privadas.

A actividade dos vários gabinetes técnicos desta agremiação empresarial não deverá abrandar o ritmo este ano, com destaque para o Gabinete de Projectos, no âmbito do qual são apoiados os empresários que pretendam candidatar-se ao IV Quadro Comunitário de Apoio (QRESA) e ao SIDEL. Também o Gabinete de Higiene e Segurança no Trabalho tem prevista para o decorrer deste ano uma série de acções, de que se destaca a preparação da base de dados dos associados da CCIH no sector alimentar por actividades, a divulgação do Programa SAISSA e SIDET, a divulgação e Implementação do Programa QUALIMAÇORES e SEPROQUAL, a elaboração de dossier de identificação de procedimentos e controlo de actividades, com análise, definição e localização de Pontos Críticos, e uma série de medidas de formação, apoio e esclarecimento aos empresários desta área.

A CCIH pretende que neste ano o Gabinete de Medicina no Trabalho fique operacional. Esta valência aguarda licenciamento do espaço para funcionar, bem como autorização da empresa especializada para prestar este serviço no concelho da Horta.

A criação de um Gabinete de Formação Profissional é outro dos objectivos para este ano, e nesse sentido já estão a ser tomadas medidas para a obtenção da aprovação do processo de acreditação da CCIH como entidade formadora. O processo já foi entregue na Direcção Regional do Trabalho, Qualificação Profissional e Defesa do Consumidor.

Com este novo Gabinete a CCIH pretende contribuir para a formação profissional de activos em diversas áreas, criar uma Bolsa de Emprego e apresentar candidaturas ao Pro Emprego.

Para além do apoio às Mesas Sectoriais já existentes – Turismo, Construção Civil e Panificação – a CCIH pretende dar continuidade ao processo de criação de outras, nas áreas do Comércio, Restauração, Automóvel; entre outras.