quinta-feira, 5 de março de 2009
Centro de Empresas da Horta com ocupação quase total
8 Situado na zona do Pasteleiro, freguesia das Angústias, o Centro de Empresas da Horta partilha o espaço com o gabinete de desenvolvimento local da Adeliaçor, e com a Melaria do Faial. Funciona como uma incubadora para jovens empresas, que encontram ali um “ninho”onde se podem preparar para mais altos “vôos” no mercado, numa altura em que a conjuntura é madrasta para os jovens empresários.
Oito gabinetes equipados com material de escritório, e um Gabinete de Logística, onde as empresas podem recorrer a serviços de fotocopiadora, encadernação, entre outras coisas, e ainda o acesso à sala de formações do espaço da Adeliaçor, compõem este Centro de Empresas. Durante o primeiro ano de ocupação, as empresas seleccionadas usufruem do espaço a título gratuito, e ficam isentas de pagar água ou electricidade. Um auxílio precioso, e apetecido pelas jovens empresas: dos oito gabinetes disponíveis, sete estão ocupados.
Tendo em conta esta ocupação, Arlene Goulart, coordenadora da Adeliaçor, faz um balanço bastante positivo do primeiro ano de funcionamento.
Segundo a coordenadora, no Centro de Empresas da Horta fixaram-se empresas que actuam em áreas “nas quais havia lacuna no Faial”: duas empresas de base tecnológica na área da biologia marinha, uma empresa de design gráfico, um estúdio de fotografia, uma empresa que faz instalações eléctricas e comunicações, uma empresa de gestão de arquivo, e uma empresa de organização de eventos.
Qualquer empresa recém-formada pode candidatar-se a estes espaços. Para tal, deve dirigir-se à Adeliaçor, onde são encetados os procedimentos necessários: “há um formulário de inscrição que deve ser preenchido, acompanhado de uma série de elementos por nós pedidos, consoante o tipo de empresa. Esse pedido é depois apreciado por um júri, constituído por dois elementos da Adeliaçor, dois elementos da Câmara Municipal da Horta e um da Câmara do Comércio e Indústria da Horta. A decisão final compete à direcção da Adeliaçor”, explica Arlene.
A existência de um primeiro ano a título totalmente gratuito só foi possível, de acordo com a coordenadora, graças ao protocolo estabelecido com o Munícipio, o qual suporta os encargos decorrentes da manutenção do Centro de Empresas.
É celebrado um contrato com as empresas, onde estas se comprometem a permanecer no Centro durante pelo menos dois anos. O objectivo é evitar que apenas usufruam do primeiro ano gratuito, e depois deixem o Centro. No segundo ano, existe já uma renda, calculada consoante a área do gabinete, que, apesar de ser simbólica, já permite à Adeliaçor algum retorno deste investimento, até porque, conforme salienta Arlene, “este é um projecto integrado numa acção que prevê fins lucrativos”.
A renda que os jovens empresários começam a pagar no segundo ano é regulamentada por escalões, que vão aumentando ao longo dos anos. Não está estipulado um período limite para a permanência das empresas no Centro, mas o objectivo é criar condições para que possam gradualmente tornar-se autónomas. Como refere Arlene, é uma forma “de ajudá-las a ter pés para andar e a conseguir alguma autonomia financeira que depois possibilita seguirem o seu caminho”.
Nesta fase, grande parte das empresas que ocupam o Centro e que são muito jovens não funcionam durante o dia, pois os empresários têm outras ocupações, factor que Arlene considera ser o ponto menos positivo do actual cenário: “durante o dia a dinâmica não é a que nós esperávamos”, revela.
De momento, é na área dos serviços que actuam as empresas do Centro. Nas candidaturas iniciais foi dada prioridade às empresas recém-criadas nesta área, bem como a jovens recém-licenciados ou com aptidões técnicas ou formação especializada. No entanto, qualquer jovem empresa pode candidatar-se a este apoio.
O Centro de Empresas apresenta-se também como uma forma de ajudar a contrariar o cenário negro que assombra qualquer actividade económica nos dias de hoje, e que provoca apreensão a quem quer que decida enfrentar o risco de lançar-se num novo projecto empresarial. Falando deste cenário de crise, perguntámos a Arlene se é equacionada pela Adeliaçor a hipótese de uma empresa já com alguns anos, mas que se encontra a passar por dificuldades e não consegue, por exemplo, suportar a renda de um espaço que detenha, poder frequentar o Centro. Segundo a coordenadora, apesar do Centro de destinar a apoiar essencialmente a constituição de novas empresas, “cada caso é um caso”, e uma empresa nessa situação poderia candidatar-se a um espaço, ficando essa candidatura sujeita à apreciação do júri.
Continuar a apoiar os jovens empresários é o objectivo
O facto de sete dos oito espaços disponíveis estarem ocupados deixa a Adeliaçor bastante satisfeita. Não é, no entanto, algo inesperado. Arlene Goulart confessa mesmo que, tendo em conta o que o Centro de Empresas oferece, esperava uma procura superior à oferta. A coordenadora explica que há necessidade de um trabalho de divulgação mais intenso, que a Adeliaçor quer levar a cabo nos próximos tempos: “estamos a preparar um site para o Centro, e vamos fazer algum trabalho de divulgação, para que as empresas saibam que existe aqui esta estrutura e que, apesar de actualmente só termos um espaço disponível, há outras funcionalidades de apoio às empresas que poderemos vir a desenvolver”, diz. O objectivo da Adeliaçor é, precisamente, aumentar o apoio às jovens empresas instaladas no Centro. “Neste momento, cada empresa tem de encarregar-se da sua própria instalação de Internet e telefone. A Adeliaçor gostaria, por exemplo, que fosse possível termos rede wireless, e as empresas não precisarem de ter mais esse custo. Não temos serviço de recepção, e gostaríamos de ter”, revela. Estas ideias não são recentes, já tinham mesmo surgido aquando da delineação do projecto. No entanto, uma vez que este atingiu o máximo de investimento possível a ser elegível pelo LEADER +, programa de inciativa comunitária que financiou o Centro de Empresas, “não havia possibilidade financeira da Adeliaçor suportar mais esses custos”. “Não significa que não o possamos vir a fazer”, salienta Arlene.
O projecto do Centro de Empresas representou um investimento de cerca de 200 mil euros, financiados em 50% pelo LEADER +. A Adeliaçor contou com um apoio do Município no valor de 50 mil euros. A autarquia fez ainda vários tipos de contribuição em espécie, como sejam a disponibilização de materiais, os arranjos exteriores do espaço, etc. Também as Secretarias Regionais da Habitação e Equipamentos e da Agricultura e Florestas contribuiram desta forma para a execução do projecto.
Adeliaçor quer dar a conhecer potencialidades do Triângulo na área do Turismo Cultural
8 O Teatro Faialense acolhe nos próximos dias 25, 26 e 27 de Março o primeiro Congresso de Turismo Cultural realizado na ilha do Faial. Segundo a entidade promotora, a Adeliaçor, a ideia é explorar “a importância da cultura local no desenvolvimento da actividade turística” na Região.
O evento, financiado pelo programa Prorural, foi dado a conhecer em conferência de imprensa na passada segunda-feira, na sede da Adeliaçor. Na ocasião, o presidente daquela Associação, Orlando Rosa, salientou que o objectivo deste Congresso é “proporcionar um espaço de reflexão, debate e troca de estratégias” sobre este tipo específico de actividade turística. Turismo de qualidade, “assente na herança cultural e patrimonial”, é o caminho a seguir para consolidar uma estratégia que beneficie não só a actividade turística na região, mas também o desenvolvimento local, actividade no génesis da Adeliaçor.
Relativamente ao Congresso, destaque para os temas-chave em discussão, Turismo Cultu
Orlando Rosa ressalva que “esta ideia das Rotas já vem sendo debatida, e está a avançar. Agora há que criar condições para animar os percursos, colaborando com instituições, colectividades, etc”.
Património Cultural e Edificado, Gastronomia, Promoção do Produto Turístico e Animação turística são alguns dos temas que serão trazidos á discussão durante os três dias do Congresso.
Das actividades realizadas no âmbito deste congresso, destaque ainda para a realização de uma viagem de familiarização (Fam Trip) para dar a conhecer a Rota dos Vulcões, no Faial, a Rota da Faina Baleeira, no Pico, e a Rota do Queijo das Ilhas, em São Jorge. As actividades do Congresso estendem-se assim também às ilhas do Pico e São Jorge, onde serão realizadas exposições, e serão também lançados os Roteiros do Vinho e de Faina Baleeira, e do Queijo da Ilha de São Jorge.
Decq Mota quer ser o próximo presidente da Câmara da Horta
8 Sem surpresas, José Decq Mota foi apresentado pela CDU Faial como candidato à Câmara da Horta nas próximas eleições autárquicas. O anúncio foi feito na passada quarta-feira, em conferência de imprensa, pelo presidente dos comunistas faialenses, Luís Bruno. O segundo lugar da lista também já está decidido, e será ocupado por Maria do Céu Brito. Os actuais vereadores comunistas na Câmara Municipal da Horta serão assim os líderes da lista que terá como luta alcançar um dos objectivos mais ambiciosos a que a CDU já se propôs: ser a força política mais votada.
Motivado pelo crescendo de resultados a que o partido tem assistido, Decq Mota é peremptório a afirmar como claro objectivo da CDU eleger o presidente da Câmara Municipal da Horta. Objectivo ambicioso, que o vereador sustenta pelas metas políticas alcançadas pela CDU no Faial ao longo dos anos, das quais destaca o “desaparecimento de maiorias absolutas nos Órgãos Municipais” e o que considera ser uma “nova arrumação” do eleitorado faialense.
Satisfeito com os resultados da “maioria plural” que governa a autarquia faialense, resultado de um acordo pós-eleitoral entre comunistas e socialistas, o político deu a entender no seu discurso que não descarta a possibilidade desse acordo voltar a existir no próximo mandato. No entanto ressalva que o objectivo é a presidência da Câmara, até porque considera que a experiência dos últimos quatro anos enquanto vereador lhe conferem mais preparação para desempenhar esse cargo do que a que detinha nas últimas eleições. Além disso, a presidência é, para o comunista, o patamar imediatamente acima àquele em que a CDU se encontra na autarquia faialense.
Em relação ao trabalho dos vereadores da CDU, partido muitas vezes acusado de abdicar da sua tradicional postura combativa para adoptar uma posição de conluio com as políticas socialistas no Faial, Decq Mota refuta as críticas de que tem sido alvo: “não estivémos a cumprir programa de ninguém”, frisa, destacando o trabalho próprio feito pelos comunistas na Câmara da Horta. A este respeito, aponta como exemplo a obra do saneamento básico, que garantiu ser adjudicada daqui a menos de um mês, e que considera só ter avançado devido à influência da CDU na Câmara.
Para os comunistas, os últimos quatro anos provam que “para haver estabilidade política concelhia não é preciso haver domínio político mono partidário”.
Esta é a quarta candidatura de Decq Mota à presidência da Câmara Municipal da Horta.
A conferência de imprensa ficou também marcada pelas já habituais críticas da CDU Faial aos órgãos de comunicação social locais, que os comunistas acusam de “ocultação” da actividade daquela força política na ilha.
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
Dia dos Namorados
Rosas africanas dão calor ao São Valentim faialense
O dia 14 de Fevereiro é, porventura, o mais romântico do ano. O Dia dos Namorados, ou de São Valentim, é, dos 365 dias do ano, aquele que é especialmente dedicado à celebração do Amor, um dos mais nobres sentimentos. E uma das melhores formas de evocar o Amor neste dia é oferecendo flores – com destaque para as rosas – à pessoa amada.
Assim sendo, quem não tem mãos a medir por esta altura são os floristas. Tribuna das Ilhas esteve à conversa com Rosário Rodrigues, proprietária da Rosário Flores, que confirmou à nossa reportagem a importância deste dia: “costumo dizer que o Dia dos Namorados é o meu Natal”, revela.
Por mais nobre que seja o sentimento que compele a oferecer um belo ramo de rosas à pessoa amada neste dia, a tão famigerada crise não pode ser esquecida. “Este ano estamos com reticências, porque com a crise e tudo o que está a acontecer as pessoas vêm a gastar cada vez menos dinheiro. É normal”, diz Rosário, acrescentando no entanto que, nestes dias, o Amor fala mais alto, principalmente ao ouvido “deles”. É que, segundo a florista, no Dia dos Namorados não há “forretice” que resista, e namorados e maridos não olham a preços, e só querem levar algo bonito para casa.
Apesar dos homens serem os grandes clientes deste dia no que toca a flores, Rosário revela que “as mulheres também já vão tendo o costume de comprar”. “Compram muito menos que os homens”, diz, acrescentando que, no entanto, já se nota alguma evolução, tanto da parte delas, como deles, que recebem flores com cada vez mais à vontade. “Já trabalho há mais de 15 anos neste ramo, e lembro-me que inicialmente as mulheres raramente compravam, e quando compravam optavam por um cravo, porque era uma flor “masculina”, mas agora não”, revela.
É do conhecimento geral que a rainha das flores é a rosa. Neste dia, o seu reinado é ainda mais proeminente, e é a flor de eleição da grande maioria das mulheres, fazendo com que todas as outras sejam preteridas, e fiquem nos vasos das floristas, à espera da oportunidade de alegrar o Dia dos Namorados a uma ou outra mulher com gostos mais peculiares.
Rosário confirma esta tendência, salientando que há “algumas esposas ou namoradas que têm flores de eleição, como tulipas ou orquídeas, e eles sabem. Há também aquelas que não gostam de rosas vermelhas”, diz a florista, que confessa fazer parte deste último grupo, preferindo as rosas cor de fogo.
Quanto à composição do bouquet, Rosário salienta que muitas das mulheres preferem algo diferente do que tradicionalmente se faz no Dia dos Namorados. “Mas colocamos sempre um coração, um laço especial… Enfim, qualquer coisa que faça referência ao amor, cujo coração é o símbolo maior”, diz.
A grande maioria da clientela que a Rosário Flores recebe neste dia é, como já referimos, do sexo masculino e, como tal, reveste-se de características especiais. Instada a traçar o perfil destes clientes, Rosário não hesita: “em geral, chegam aqui sem saber o que querem. Não gostam de esperar. Gostam de chegar, ver os bouquets já feitos, já com preços marcados, escolher, pagar e ir embora”, diz.
Em parte devido a este lado menos paciente de maridos e namorados, Rosário sentiu necessidade de mudar os hábitos de trabalho neste dia: “tento começar a trabalhar antecipadamente para ter bouquets já feitos”, revela. “Não era hábito fazer-se isto no Faial quando comecei a trabalhar, mas notei essa necessidade”.
A originalidade e a inovação são qualidades que Rosário não esquece neste dia: “todos os anos temos um produto surpresa”, diz. “Este ano, vamos ter a Caixa do Amor e o Bouquet para Divórcio”, revela. Instada a pronunciar-se sobre como surgiu esta última ideia, no mínimo muito original, Rosário explica que “quando a vida não foi muito boa a dois, a separação ocorreu, e os dois vêem o que de bom daí adveio, e se sentem bem, é isso que este bouquet significa. É uma ideia de uma colega do continente mas que achei interessante”.
Apesar das flores serem o presente mais emblemático deste dia, existem outros artigos que têm cada vez mais procura: “toda a gente gosta de oferecer peluches”, revela, acrescentando que “agora começamos a ter coisas mais utilitárias; que servem no dia-a-dia: canecas, porta-chaves, copos de champanhe…”.
No frio e chuvoso mês de Fevereiro, as rosas, apesar de serem as mais desejadas em todo o mundo para lembrar o Dia dos Namorados, fazem-se rogadas, valendo-se talvez dos caprichos próprios da realeza, e não crescem em qualquer lugar: apenas dão um ar da sua graça nos países onde está calor, como o Brasil ou o Equador, ou então são produzidas em estufas, com custos elevados, o que acontece essencialmente na Holanda, Meca da floricultura mundial.
Para garantir que as mulheres faialenses sejam agraciadas com uma rosa no Dia de São Valentim, Rosário tem de planear uma estratégia antecipadamente: “A encomenda das rosas faz-se com mês e meio de antecedência”, revela. As rosas da Rosário Flores são importadas do Quénia, e fazem uma grande viagem até chegarem ao destino final: “O importador compra-as na safra, ainda no terreno. São adquiridas à vara e por cabeça. Quanto mais alta é a vara e maior é a cabeça mais cara é a rosa. Depois um avião traz as flores para a Europa, onde são distribuídas, em camiões de frio”, explica Rosário. É nesta altura que começam os percalços: “se caírem nevões, ou houver uma greve de camionistas, as rosas ficam retidas, e começam as complicações”, diz a florista. Ao chegar a Lisboa, as rosas ficam num armazenista, que faz a distribuição para todo o país. Neste ponto do percurso, a viagem já vai longa, mas está longe de acabar: “Para chegar às ilhas, há outro problema: se não passa avião”, revela Rosário. O principal custo da insularidade assume, nestes casos, contornos traiçoeiros, e basta um período mais longo de condições climatéricas adversas para arruinar o negócio dos floristas açorianos neste dia. “Temos de escolher bem os voos para que as flores possam chegar aqui mais rápido e em melhores condições”, diz Rosário, salientando o facto de, no Faial, “termos poucos voos por semana”. A questão das acessibilidades torna-se ainda mais importante se tivermos em conta que as flores – principalmente as rosas - são um produto facilmente perecível. As rosas africanas que vêm emprestar calor ao São Valentim no Faial enfrentam uma viagem de cerca de duas semanas, estimando-se que durem em média outra semana após serem vendidas. A florista lembra com apreensão algumas experiências anteriores, em que as flores chegaram ao Faial mesmo em cima do dia 14 de Fevereiro, o que lhe causou trabalhos redobrados. Casa roubada, trancas na porta, como diz o ditado, e Rosário faz questão de se precaver, e planear a viagem das suas rosas ao mais ínfimo pormenor, para que no Dia dos Namorados também as mulheres faialenses possam apreciar a sensação especial que é receber uma flor.
Rosas como símbolo de Amor… e de Solidariedade
As rosas quenianas que vêm dar cor ao Dia dos Namorados no Faial têm, para além da sua óbvia carga simbólica associada ao amor, um valor de solidariedade.
A Red Lands Roses, parceira comercial da Tutiflor, empresa que fornece a Rosário Flores, leva a cabo uma campanha segundo a qual, por cada 20 rosas vendidas, auxilia meninas das tribos do Quénia, para que os seus estudos até aos 12 anos sejam garantidos. Nestas comunidades quenianas, como é o caso das tribos Teso e Massai, é comum as raparigas abandonarem precocemente a escola para casar, de modo a que as suas famílias recebam o dote associado ao casamento.
Assim, estas rosas, para além de cumprirem a sua função habitual, estão também a suportar uma causa: a educação destas crianças quenianas, o que, para Rosário, significa uma alegria extra em cada flor vendida.
A primeira iniciativa de apoio a esta causa decorreu no passado Dia da Mãe. A Red Land Roses adquiriu cerca de 1200 pulseiras de misangas, feitas precisamente pelas mães destas crianças quenianas, que acompanharam os molhos de 20 rosas vendidos. A receita da venda das missangas permitiu que 12 meninas frequentassem a escola secundária durante um ano.
O que oferecemos quando oferecemos rosas?
Considerada a rainha das flores, pensa-se que a rosa tenha sido cultivada pela primeira vez nos jardins asiáticos, há mais de cinco mil anos. Estima-se que existam cerca de 150 espécies diferentes de rosas.
As rosas têm o condão de serem particularmente inspirativas. Que o digam escritores, poetas, compositores e até cineastas que já encontraram nesta flor alguma fonte de inspiração. Na literatura, Shakespeare refere-se à rainha das flores em Romeu e Julieta, quando diz que uma rosa, ainda que tivesse outro nome, teria sempre o mesmo doce aroma. Na música, temos como exemplo o êxito intemporal dos Bon Jovi, Bed of Roses. E no cinema, as referências às rosas são inúmeras. Quem não se lembra da rosa mágica do clássico da Disney A Bela e o Monstro?
Esta flor tem inerente uma carga de mistério. Na Roma antiga, uma rosa brava na porta de um quarto significava que ali se discutiam assuntos confidenciais.
A rosa tem feito as delícias dos apreciadores de flores, sem nunca passar de moda. E oferecer uma rosa, é mais do que o simples acto de oferecer, pois as rosas têm um significado diferente consoante a sua cor: as rosas vermelhas, por exemplo, são símbolo de desejo e paixão. Já as cor-de-rosa significam carinho, doçura ou gratidão. As rosas amarelas são sinal de amizade, e as brancas de paz. As rosas champanhe revelam admiração e respeito. Em conclusão, as várias cores das rosas representam o Amor, nas várias nuances que este complexo sentimento pode apresentar.
No entanto, quem quiser enveredar por um caminho mais original, e arriscar outra flor, saiba que, por exemplo, as orquídeas transmitem a ideia de perfeição e de beleza feminina. O cravo representa o amor puro e a liberdade e a gerbera, a simplicidade e a inocência.
Significados ocultos à parte, o que interessa mesmo no Dia dos Namorados é oferecer uma flor à pessoa que se ama.
Plano de Actividades da Câmara do Comércio e Indústria da Horta para 2009
Obras na Sede têm carácter “urgente”
A remodelação da Sede da CCIH, que se encontra neste momento em elevado grau de degradação, é uma das prioridades que salta à vista do Plano de Actividades daquela instituição para este ano, apresentado aos sócios no passado mês de Janeiro.
O Plano de Actividades da CCIH para 2009 é o último apresentado pelo actual executivo, já que a direcção, presidida por Fernando Guerra, se encontra no último ano de mandato. Por essa razão, os responsáveis tiveram a preocupação de “apresentar um Plano de Actividades moderado de forma a não condicionar os objectivos e as orientações dos novos Órgãos Directivos”, que serão eleitos no final do primeiro trimestre deste ano.
De acordo com a CCIH, este factor não inviabiliza que o Plano assegure “o regular funcionamento das estruturas funcionais” da instituição.
A “dinamização do tecido empresarial” da área de abrangência da CCIH também não foi descurada no documento, que prevê a realização e participação em Feiras, Congressos, Seminários e outros Eventos, contemplando também a vertente da Formação Profissional de Activos.
Em relação ao edifício da Sede, o seu estado de degradação exige da CCIH uma “intervenção urgente”. Nesse sentido, a actual direcção já iniciou o seu processo de reabilitação, que passou por negociar a posse do rés-do-chão do edifício, bem como pela adjudicação do projecto ao arquitecto Pedro Porteiro. Está a ser também preparado o processo de candidatura para obtenção de financiamento da administração regional para a obra.
Para 2009 a CCIH considera ainda de grande importância continuar a cooperar com entidades governamentais, autárquicas, associativas, públicas e privadas.
A actividade dos vários gabinetes técnicos desta agremiação empresarial não deverá abrandar o ritmo este ano, com destaque para o Gabinete de Projectos, no âmbito do qual são apoiados os empresários que pretendam candidatar-se ao IV Quadro Comunitário de Apoio (QRESA) e ao SIDEL. Também o Gabinete de Higiene e Segurança no Trabalho tem prevista para o decorrer deste ano uma série de acções, de que se destaca a preparação da base de dados dos associados da CCIH no sector alimentar por actividades, a divulgação do Programa SAISSA e SIDET, a divulgação e Implementação do Programa QUALIMAÇORES e SEPROQUAL, a elaboração de dossier de identificação de procedimentos e controlo de actividades, com análise, definição e localização de Pontos Críticos, e uma série de medidas de formação, apoio e esclarecimento aos empresários desta área.
A CCIH pretende que neste ano o Gabinete de Medicina no Trabalho fique operacional. Esta valência aguarda licenciamento do espaço para funcionar, bem como autorização da empresa especializada para prestar este serviço no concelho da Horta.
A criação de um Gabinete de Formação Profissional é outro dos objectivos para este ano, e nesse sentido já estão a ser tomadas medidas para a obtenção da aprovação do processo de acreditação da CCIH como entidade formadora. O processo já foi entregue na Direcção Regional do Trabalho, Qualificação Profissional e Defesa do Consumidor.
Com este novo Gabinete a CCIH pretende contribuir para a formação profissional de activos em diversas áreas, criar uma Bolsa de Emprego e apresentar candidaturas ao Pro Emprego.
Para além do apoio às Mesas Sectoriais já existentes – Turismo, Construção Civil e Panificação – a CCIH pretende dar continuidade ao processo de criação de outras, nas áreas do Comércio, Restauração, Automóvel; entre outras.
quinta-feira, 22 de janeiro de 2009
Cartão Jovem Municipal deve avançar já em Fevereiro
Na passada semana o Conselho Municipal para a Juventude, Ciência e Conhecimento aprovou a autorização para discussão pública do Regulamento do Cartão Jovem Municipal. Este Cartão é uma iniciativa da Câmara Municipal da Horta, que pretende assim “proporcionar aos jovens do Município um conjunto de vantagens, que se traduzem em reduções e isenções em produtos e serviços prestados pela autarquia, bem como descontos ao nível do comércio, serviços e indústria”, de acordo com nota informativa enviada às redacções. Segundo adiantou ao Tribuna a vereadora com o pelouro para a Juventude, Helena Reis, o objectivo é que o Cartão fique disponível durante o mês de Fevereiro.
A criação do Cartão Jovem Municipal está prevista nas Grandes Opções do Plano para 2009 e, no âmbito da política de juventude da edilidade, pretende trazer benefícios que “correspondam às necessidades reais sentidas pela camada mais jovem da população, facilitando a sua fixação e vivência no Município”.
Segundo a vereadora, a CMH tem levado a cabo várias acções de discriminação positiva dos jovens do concelho, como a redução em 50% da taxa de licenciamento de obras a particulares com menos de 30 anos, ou a atribuição de Bolsas de Estudo para o Ensino Superior. “Achámos que seria interessante alargar este tipo de acções, e surgiu este cartão”, referiu. Helena Reis mostra-se bastante optimista em relação a este Cartão, e considera que a junção das várias propostas apresentadas pelos membros do Conselho para a Juventude resultou num “óptimo projecto”.
O Cartão Jovem Municipal poderá ser adquirido pelos jovens faialenses entre os 12 e os 30 anos, e irá custar 5 euros, sem necessidade de renovação. Segundo o regulamento, os detentores do cartão poderão usufruir de um conjunto de benefícios, tais como descontos no comércio, serviços e indústria da Horta; reduções no pagamento de taxas e tarifas municipais; reduções de 25% no pagamento de espectáculos organizados pela Câmara Municipal da Horta; redução de 25% na compra do passe mensal do MiniBus; reduções de 25% na utilização de equipamentos e serviços disponibilizados pelas empresas municipais (piscina municipal, Teatro Faialense, etc) entre outras coisas.
Helena Reis adiantou que estão a ser levadas a cabo negociações com empresários do comércio tradicional, para serem criadas parcerias entre autarquias e comerciantes de modo a que os jovens portadores do Cartão tenham o máximo de benefícios possíveis na utilização das lojas do comércio tradicional. A vereadora salientou que um dos principais objectivos deste projecto é “criar uma boa relação entre o jovem consumidor e o comércio tradicional”.
Esta iniciativa irá também ajudar a CMH a conhecer melhor a faixa demográfica mais jovem do concelho, já que, de acordo com Helena Reis, o objectivo é que o Cartão “chegue a todos os jovens”, que, no acto de requisição do mesmo, preencherão um questionário que visa precisamente recolher informações que ajudem o Município a conhecê-los melhor.
A Juventude Social Democrata faialense, presente no Conselho para a Juventude, congratulou-se com esta iniciativa autárquica de apoio aos jovens, no entanto entende que este Cartão deveria estar inserido numa iniciativa de âmbito mais global, o Cartão Jovem Municipal Euro <
Instada a pronunciar-se sobre o facto da autarquia não ter optado por este Cartão, Helena Reis referiu à nossa reportagem que a CMH procurou obter informações sobre o seu funcionamento, sendo que na altura não existiam protocolos referentes à Região. Na opinião da vereadora, o projecto agora delineado acaba por poder oferecer mais vantagens aos jovens faialenses do que o Cartão Jovem Municipal Euro <
Também Filipe Menezes, presidente da Juventude Socialista Faialense, se congratulou com esta medida do município, salientando que trará “vários benefícios que a JS considera serem fundamentais para fixar jovens no Faial”. A integração do Cartão no Cartão Jovem Municipal Euro <
Portal da Juventude na Internet
A reunião da passada semana serviu ainda para a pré-apresentação ao Conselho Municipal para a Juventude, Ciência e Conhecimento, do futuro Portal da Juventude, na Internet. Este será, segundo a autarquia, “um veículo de informação destinado aos mais jovens, contendo uma listagem de entidades, actividades e eventos existentes no concelho”.