Na noite da passada quarta-feira o Partido Socialista deu a conhecer os rostos com que pretende repetir a vitória em Pedro Miguel, após ter ganho as eleições intercalares realizadas naquela freguesia há cerca de um ano e meio.
A liderar os socialistas em Pedro Miguel está José Alberto Nunes, de 51 anos, que já presidiu àquela Junta de Freguesia no período entre 2001 e 2005. Segundo referiu, o candidato pretende “dar continuidade” ao trabalho desenvolvido até agora, destacando a obra do polivalente, actualmente em curso.
Falando dos projectos para a freguesia, o candidato destacou o apoio às colectividades e à lavoura, sector que considera “essencial na economia da freguesia”.
A José Alberto Nunes juntam-se Rui Silva e Alberto Ferreira nos lugares cimeiros. Cláudio Garcia, actual presidente da Junta de Freguesia, aparece em quarto lugar, seguido de Sónia Correia, Mário Silva, Fernanda Gaspar, José Eduíno da Silveira, Alda Silva, Hélder Silva, Hélia Pinheiro, Nelson Silva, Maria de Lurdes Vargas da Terra, José Alberto Pereira, Sandra Rosa, Hedi Costa, Elisabete Costa, Pedro Pereira, Catarina Bettencourt, Pedro Matos, Nelson Pinheiro e José Albino Garcia.
Em relação à equipa que reuniu, José Alberto considera serem pessoas bem conhecidas da freguesia, “com provas dadas, dinâmicas, empenhadas, responsáveis e, sobretudo, conhecedoras dos problemas” de Pedro Miguel.
Na ocasião esteve presente o candidato socialista à presidência da Câmara Municipal da Horta, que se congratulou com as obras em curso na freguesia, com destaque para o edifício polivalente. João Castro fez ainda referência aos projectos em vista para a reabilitação de alguns troços da rede viária em Pedro Miguel, como a Arrochela e a New Bedford, esta última actualmente em curso.
Oliveira quer aliar agricultura e turismo em Pedro Miguel
Na passada quarta-feira Paulo Oliveira visitou Pedro Miguel, naquela que foi a última visita do candidato laranja à autarquia faialense às freguesias da ilha. Acompanhado do candidato do PSD à Assembleia da Freguesia de Pedro Miguel, Oliveira denunciou o que considera serem os problemas mais flagrantes da localidade, com destaque para o mau estado dos caminhos agrícolas, as deficientes acessibilidades ao mar no Porto e o facto de ainda existirem agregados familiares a habitar em pré-fabricados, após o Sismo de 98. Oliveira entende também que Pedro Miguel carece de apoio social, principalmente no que diz respeito aos bebés e aos idosos, e lamenta o abandono encontrado no Jardim Botânico. Para Pedro Miguel o candidato elegeu como potencial estratégico o agro-turismo, com base simultaneamente na tradição agrícola da freguesia e no seu potencial turístico. Segundo o candidato social-democrata, não se pode ignorar a “vocação agrícola da freguesia”, nem a “potencialidade turística da zona do Porto / Boca da Grota, que, a par com a Praia do Almoxarife, poderá representar uma oferta única, virada para as Ilhas do Triângulo”. Norteado por estes objectivos, defende a beneficiação dos caminhos agrícolas, bem como o ordenamento do Porto e da respectiva zona balnear, onde quer ver criado um parque de campismo, entre outras coisas. O candidato entende ainda que há que diligenciar a dotação da freguesia de um terminal de Multibanco. Aliar turismo e agricultura é o principal objectivo da candidatura Mais Faial para Pedro Miguel, e nesse sentido Oliveira defende a criação de unidades de alojamento turísticas integradas em quintas agrícolas em produção, bem como mais sinalização turística. O PSD defende ainda a criação de um Jardim de Infância para crianças entre os 0 e os 3 anos bem como de um Centro de Dia/Noite que sirva a população idosa da freguesia, e o arranque do projecto Made in… Pedro Miguel, que, segundo o candidato, deve resultar de uma parceria público-privada, para promover os produtos agrícolas e de artesanato da freguesia. Oliveira quer também criar um novo arruamento que ligue a Arrochela ao Porto, de forma a libertar novas áreas de construção, bem como requalificar o Centro da freguesia. O candidato chamou ainda a atenção para a situação da reconstrução da igreja, lembrando que se registam “dificuldades na aquisição de um prédio, localizado em área de risco de enchente da ribeira, logo, com valor comercial reduzido, cuja área virá desafogar a solução de implantação do novo templo e áreas envolventes”. Oliveira aproveitou a oportunidade para reforçar o que considera ser a importância da Câmara Municipal ter a Agricultura como área prioritária, e comprometeu-se novamente a criar um Gabinete de Desenvolvimento Rural para a autarquia.
Na passada semana o candidato social-democrata à autarquia faialense visitou a freguesia da Feteira, onde considerou que a freguesia tem sido “esquecida pela Câmara” tanto no que diz respeito ao investimento directo como na área da delegação de competências.
Paulo Oliveira lembrou que a Feteira é a maior freguesia rural do Faial, e a terceira mais populada da ilha, considerando que o investimento “não reflecte essa realidade”.
O candidato apontou o dedo a várias carências que assolam a freguesia, como é o caso da sobrelotação da Escola do Algar, que obriga a encaminhar crianças para os Flamengos, o que, para Oliveira, representa um “erro grave”.
A inércia na da dotação da freguesia de um polivalente e o estado da rede viária, bem como a deficiente manutenção das ribeiras e da rede de caminhos de penetração agrícolas foram outros dos factores denunciados pelo candidato, assim como a necessidade de explorar melhor o potencial da zona balnear e de diligenciar uma melhor cobertura de rede móvel. São estes aspectos que Oliveira quer melhorar caso seja eleito presidente da autarquia faialense, e reconhece que a freguesia é atractiva à fixação de mais pessoas, e a sua dimensão reveste-a de um “potencial elevado que terá de ser desenvolvido”.
Paulo Oliveira lembrou ainda as várias actividades agrícolas de que aquela freguesia foi palco no passado, destacando os “campos experimentais de várias espécies de cereais, e com várias culturas de exportação”, e lamentou o facto de hoje a actividade feteirense nesse sector estar reduzida à agro-pecuária. Nesse sentido, os social-democratas elegem como potencial estratégico para a freguesia a agro-floricultura, prometendo apoiar os agricultores no combate às pragas. Oliveira quer apostar na fruticultura (banana), na floricultura para abastecimento do mercado local e também para exportação e em algumas culturas industriais, como a beterraba.
Na noite da passada quarta-feira o Teatro Faialense encheu-se de militantes e simpatizantes do Partido Socialista, para assistir à apresentação dos candidatos às eleições autárquicas no Faial, apresentação essa que contou com a presença do líder regional do partido, Carlos César.
João Castro, candidato à presidência da Câmara Municipal da Horta, congratulou-se com a qualidade dos candidatos: “esta é uma das equipas mais fortes de que já fiz parte”, frisou, salientando que todos são pessoas “de provas dadas e de confiança”.
Em relação ao projecto socialista para os próximos anos do concelho, João Castro classificou-o como “sólido, realista e de confiança”.
O momento serviu também para fazer referências às medidas tomadas pela autarquia socialista no mandato prestes a terminar, com destaque para a delegação de competências nas juntas de freguesia, que João Castro classificou como um “processo exemplar no contexto nacional”.
João Castro congratulou-se com as sondagens que apontam para uma vitória no PS, no entanto deixou um alerta: “as eleições não se ganham com sondagens”, frisou, chamando a atenção para a abstenção, que considera ser um problema grave. “Votar é um direito e um dever”, lembrou.
PSD debaixo de fogo
O discurso de João Castro ficou marcado por críticas cerradas à oposição, acusando-a de dizer “meia dúzia de patetices” que revelam total desconhecimento da realidade do concelho. Numa referência clara ao método de campanha de Paulo Oliveira, o candidato socialista entende que não basta ir às freguesias “deixar umas larachas”. “As freguesias sabem o que querem e do que precisam”, frisou, acrescentando que “a Câmara Municipal tem, sim, de coordenar as sinergias locais”.
Ainda em relação à candidatura apoiada pelo PSD, João Castro quis lembrar momentos difíceis da vida do concelho em que, no seu entender, os candidatos em questão não pensaram no Faial: “Onde estavam eles no Sismo, quand
o as pessoas precisaram? Abandonaram a causa pública e foram defender os seus interesses pessoais”, acusou.
A questão da Derrama, imposto municipal instituído pela autarquia presidida por João Castro, e que, na altura, causou fricção entre o autarca e os actuais candidatos à CMH pelo PSD Fernando Guerra e Paulo Oliveira, então responsáveis pela Câmara do Comércio e Indústria da Horta, também foi abordada. João Castro reiterou que, ao contrário do que Guerra e Oliveira defenderam na altura, a Derrama não foi uma acção camarária contra os empresários do Faial, mas sim “uma medida justa”.
O candidato rosa acusou ainda o PSD de não apresentar propostas para o concelho: “em quatro anos o PSD apresentou uma única proposta, que até foi aceite”, frisou.
“Cooperar não é uma fraqueza”
Na sua intervenção, Carlos César destacou sobretudo os benefícios da cooperação entre as autarquias açorianas e o Governo Regional, a que preside. Nesse sentido, condenou vivamente as
acusações feitas pelo PSD às autarquias socialistas, de mostrar sinais de fraqueza face à influência do Governo Regional, da mesma cor política. Para César, “cooperar não é uma fraqueza”. “Queremos que a vitória do PS tenha o significado maior da união de esforços que o PSD despreza com arrogância”, disse.
O líder dos socialistas açorianos entende que “ninguém de boa fé pode negar as melhorias dos últimos anos no Faial”, e enumerou alguns dos investimentos do Governo Regional na ilha, como sejam a Biblioteca Pública, a Escola Secundária Manuel de Arriaga, o Reordenamento da Frente Marítima da cidade, cuja primeira fase já decorre, ou as novas instalações do Departamento de Oceanografia e Pescas da Universidade dos Açores.
César congratulou-se com o desenvolvimento do conceito da Horta enquanto capital açoriana do Mar, e, nesse sentido, entende que é preciso continuar a “reforçar a ligação do Faial ao Mar e a nossa economia marítima”.
O presidente do Governo Regional deixou algumas referências ao futuro, à laia de promessas, com destaque para a reabilitação da Casa das Florinhas, onde nasceu Manuel de Arriaga, que, conforme garantiu César, irá decorrer já em 2010, e para a ampliação da Pista do Aeroporto da Horta, que o governante assegurou continuar a defender. César prometeu também
um novo Matadouro industrial no Faial ainda nesta legislatura.
Renato Leal ausente
O comício ficou marcado pela ausência de Renato Leal, simultaneamente candidato à presidência da Assembleia Municipal da Horta e cabeça-de-lista às legislativas nacionais pelo Círculo Eleitoral de fora da Europa. Em campanha para as legislativas, Renato não esteve presente no Teatro Faialense, mas João Castro fez questão de deixar uma palavra àquele que considera ser “um lutador desta terra”. O comício tinha por objectivo apresentar os candidatos às autárquicas, mas João Castro optou por falar da importância da candidatura de Renato Leal à Assembleia da República, lembrando que se trata da primeira vez que um açoriano encabeça a lista pelo Círculo Eleitoral de fora da Europa.
Também Carlos César enalteceu a posição de Renato Leal no que diz respeito às legislativas do próximo dia 27, e apelou ao voto no PS a todos os açorianos residentes fora da Europa.
“Temos obrigação de defender um Governo que defendeu os Açores”
Para além de apoiar João Castro, Carlos César aproveitou o comício para “dar uma mãozinha” a José Sócrates. Com as legislativas nacionais no horizonte, César frisou que os açorianos “têm obrigação de defender um Governo que defendeu os Açores”, numa referência à Lei das Finanças Regionais e ao Estatuto dos Açores. O líder regional dos socialistas não tem dúvidas de que os açorianos devem votar PS, já que um Governo da República liderado por Manuela Ferreira Leite implica “voltar atrás no humanismo das políticas de equilíbrio das finanças públicas, que é necessário prosseguir; na defesa do serviço nacional de saúde tendencialmente gratuito; na defesa, em geral, dos direitos sociais; na defesa da segurança social pública e das pensões de reforma; mas, sobretudo, na defesa dos Açores”. César não tem dúvidas de que uma vitória de Ferreira Leite é sinal de retrocesso, já que entende que a candidata laranja lidera o sector mais retrógrado e centralista do PSD”.
SINAGAapresenta vantagens da produção de beterraba aos agricultores faialenses
Na manhã da passada terça-feira cerca de duas dezenas de agricultores faialenses estiveram no Hotel Fayal a assistir ao Seminário “Desenvolvimento Sustentável em Espaço Rural”, onde responsáveis da empresa faialense SINAGA apresentaram as características, vantagens e desvantagens do cultivo da beterraba sacarina, como uma opção de desenvolvimento sustentável em espaço rural.
A abertura do seminário esteve a cargo do presidente da Câmara Municipal da Horta, João Castro, que alertou para a necessidade de explorar novas oportunidades no sector primário, essencialmente potenciando os nossos recursos endógenos que, segundo o autarca, podem permitir “novas áreas de investimento”. João Castro reconheceu o actual cenário de crise, mas deixou uma mensagem de optimismo, frisando que “tempos de crise são tempos de oportunidade”.
João Tavares Nogueira, representante da SINAGA, abordou o historial da empresa, actualmente com uma quota de produção de beterraba de 10.000 toneladas. De seguida, Marília Viveiros falou das oportunidades relacionadas com esta cultura, enumerando as suas condições para o próximo ano de 2010. Segundo esta engenheira agrária, a beterraba é uma cultura bastante sensível, que requer alguns cuidados especiais, no entanto os Açores oferecem condições bastante atractivas ao seu cultivo, e existe toda uma série de incentivos, quer comunitários quer regionais. Marília Viveiros garantiu um permanente acompanhamento técnico das culturas por parte da SINAGA. Além disso, o fornecimento das sementes é gratuito, graças a um apoio do Governo Regional, e os produtos agro-químicos, que correspondem a um dos principais gastos no que diz respeito a esta cultura, podem ser fornecidos a crédito. Marília Viveiros chamou ainda a atenção para o aumento dos preços do produto, bem como do subsídio de Bruxelas, que deixou de ser de 1000€ por hectare, para passar a ser de 1300€.
A finalizar as intervenções, o director regional do Desenvolvimento Agrário, Joaquim Pires, falou do potencial estratégico da Região para um desenvolvimento rural sustentável, assente essencialmente nas características únicas do ambiente, do território e da agricultura dos Açores.
Às intervenções seguiu-se um debate entre os participantes sobre as questões levantadas.
Esta Seminário resultou de uma iniciativa conjunta da Câmara do Comércio e Indústria da Horta, da autarquia faialense e da Direcção Regional do Desenvolvimento Agrário.
O Grupo de Teatro ChamaRir, de Pedro Miguel, está a apresentar a sua mais recente peça, Quem tudo quer... tudo serve. Uma comédia hilariante, protagonizada por José Alberto Nunes, Isabel Andrade, Natália Nunes, Fernando Ferreira, Alvarino Nunes e Sofia Nunes, e escrita e encenada por Rui Silva e Ludgero Pinheiro.